Remédios da farmácia do Sr. Jayme...
Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. São ainda conceitos e praticas em continua metamorfose. ((Instituto Brasileiro de Museus)
Dia 27, inaugura no Carmo o Museu Carlota Pereira da Silva, que foi construído pelo médico, escritor e pintor carmelitano, Edgar Pereira da Silva. O Museu, localizado na praça do Fórum, abriga um acervo de peças garimpadas em suas viagens e móveis, objetos, utensílios referentes à cidade de Carmo do Rio Claro. A maioria das peças é do acervo da família.
Foto do casamento do meu pai, Edmundo, com minha mãe, Nivalda. Ao lado dela, de um lado, a Tia Naíde com o Tio Aldo e a Vovó Beatriz, do outro lado, o irreverente Tio Toninho com uma vestimenta bastante solta para um casamento e meu tio Nilton. Atrás, Tia Maria e Tio Dario, entre outros.
Esse é o paizão, Glicério, hoje na novela Cordel Encantado. Ele é companheiro da nossa amiga Geozelli e pai do Francisco e dessa fofura, na foto recém-nascido, o Téo. Ele se chama de "pai lhaço". Que Deus o abençoe aí no Rio, amigo. A foto é da Kalu Brum.
Meu irmão, Joaquim José e sua mulher, Toninha Carvalho Soares, não podiam imaginar que, ao visitar o Memorial Minas Gerais Vale, recém inaugurado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, iriam encontrar lá a foto da sede da fazenda Água Limpa. O mérito é do meu primo fotógrafo, Renato Soares. Seu livro "Mar de Minas" faz parte da mostra e tem na capa, o casarão de mais 150 anos, localizado no município de Conceição Aparecida.
Não tenho fotos da nossa Mocinha. Esta é a Sinhá Olympia de Ouro Preto, que andava pelas ruas toda paramentada e com bilhetes e fotos de turistas pregados na roupa. Dizia que conheceu Tiradentes. De fato, Mocinha é uma das minha personagens favoritas, anda pelas ruas da minha memória.






Recebi do César Marinho -nosso querido Boquita - esse interessante artigo do seu tio Didi, onde ele revela suas lembranças sobre meu avô Soares e minha avó, Alice Figueiredo Soares. E conta detalhes inéditos como o tal banheiro que era lavado pela correnteza do rio. Agradeço a ela a colaboração."O Porto Carrito era um dos portos do Rio Sapucaí em Carmo do Rio Claro. Seus proprietários eram o Senhor Sebastião José Soares e Dona Alice Figueiredo Soares. O Porto se distanciava da cidade 6 km. No Porto Carrito existia a residência dos proprietários, um casarão antigo. O porto era o ponto de encontro dos carmelitanos e suas famílias, todos sempre recebidos com muito carinho. Era um ponto de turismo carmelitano. No rio Sapucaí navegava um vapor de nome “Francisco Feio”, que fazia um transporte até a cidade de Fama, em Minas Gerais, com passageiros e cargas.
Meu pai Emídio Carvalho Marinho e minha mãe Guiomar da Veiga Marinho (com saudades) juntos com a família visitavam o porto carrito várias vezes. Éramos crianças e achávamos uma beleza a chegada e a saída do vapor.
Era interessante na residência do porto existia uma construção um banheiro da residência, em cima de um córrego que passava pelo quintal da mesma, assim não necessitava a descarga de água depois de ocupá-lo. Também me lembro em frente á residência havia um pé de Jatobá, uma fruta doce e gostosa, porém difícil de comer. Meus pais eram muito amigos, dos proprietários do Porto Carrito. Sempre havia um lanche gostoso que era servido aos visitantes.
Meu saudoso Pai, Emídio Carvalho Marinho (com saudades) vendia bilhetes deloteria do Estado de Minas e do Estado do Espírito Santo, porém, o agente era o Senhor Sebastião José Soares. Ele foi Secretário da Prefeitura do Carmo nas épocas dos prefeitos Roberval Teixeira Bueno e Geraldo Andrade Vilela.
Enfim o povo carmelitano naquela época fazia do porto Carrito um ponto de turismo carmelitano.
O casal Sebastião José Soares e Alice Figueiredo Soares teve quatro filhos: Luiz, Edmundo, Antônio e Dario.
Vejam os portos do vapor Francisco Feio, que navegava i rio Sapucaí: Amoras, Cabo Verde, barranco Alto, Correnteza, Águas Verdes, Prado Leite e Ponte (Itacy). O final era o Porto Carrito, vindo da cidade de Fama em Minas Gerais.
Um lembrete: Nessa época a cidade possuía apenas dois carros de aluguel do João Valentim de Faria e de José Valentim de Faria.
O nome do vapor ‘Francisco Feio” é o do engenheiro, seu proprietário.A navegação do Rio Sapucaí foi responsável pelo desenvolvimento da região.
Esse casal, proprietários do porto carrito, nos deixou há tempos. Desejamos que eles estejam juntos com os querubins e serafins, cantando as glórias celestiais."
Emídio Marinho Filho – Carmo do Rio Claro/MG
Hoje, daqui a pouco, minha filha Ayrá Sol Soares Coelho vai dançar mais uma vez a Valsa dos Arcos, uma produção do Cefar - Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. O grupo já ganhou cinco primeiros lugares com a dança. Ele vai se apresentar em Indaiatuba, interior de São Paulo. Ela será assistida pelas tias - Fatinha, Alice, Cláudia e sobrinhos.









Carmo do Rio Claro se prepara para viver uma grande festa: o lançamento do livro GENEALOGIA DA FAMÍLIA VILELA DE CARMO DO RIO CLARO, de autoria da carmelitana, Dra. Ana Maria Vilela Soares. O evento vai acontecer no próximo dia 9 de julho, na Pousada da Mavi. Espera-se a presença de 400 pessoas, grande parte delas da família Vilela, Figueiredo e Soares, além de muitos amigos da autora de São Paulo. Vão comparecer Vilelas de vários estados brasileiros. Para entrar, é preciso convite. Por dez anos, Ana Maria Vilela se debruçou sobre documentos da igreja – registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além de fazer pesquisas em arquivos públicos mineiros.
Não é nada fácil percorrer esse fio de Ariadne e chegar à origem dessa família, que é enorme
Naquele tempo, as mulheres não levavam o sobrenome da família. As três ilhoas se chamavam: Antônia da Graça, Helena Maria de Jesus e Júlia Maria da Caridade. Essa última se casou com Diogo Garcia e deu origem á família VILELA. Diogo Vilela era pai de Maria do Espírito Santo, que se casou com o Capitão Domingos Villela.
As informações foram obtidas no livro de Celeste Noviello Ferreira, O Quadro de Saudades-Carmo do Rio Claro.
CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A AUTORA
Ana Maria Vilela Soares é filha de Edmundo Figueiredo Soares e de Maria Leonor Vilela Soares. Nasceu em Carmo do Rio Claro em 13 de junho de 1937. Iniciou seus estudos no Grupo Escola Cel.Manoel Pinto. O segundo grau fez no Colégio Sion, de Campanha e no Ginásio e Escola Normal Sagrados Corações, no Carmo. Bacharel e Licenciada
Professora Doutora do Departamento de Histologia e Embriologia do ICB/USP, desenvolveu pesquiss, com ênfase na área dos tecidos mineralizados e da secreção celular, orientou teses e publicou vários trabalhos em revistas nacionais e internacionais. É membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise.
Atualmente, Ana Maria está aposentada e vive entre São Paulo e o Carmo, onde tem uma casa na rua Dr. Monte Razo.
QUEM QUISER ADQUIRIR O LIVRO, PODE IR ATÉ A LOJINHA DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE CARMO DO RIO CLARO.


Uma das minhas mais cálidas lembranças é o amanhecer na Fazenda Água Limpa. Ele chegava com os galos e o berro das vacas, uma aqui, outra ali e, logo depois, estavam embaixo da nossa janela. Dali, vinha um cheirinho gostoso de esterco que, só quem é da roça sabe apreciar. Levantava, corria na cozinha, pegava uma caneca, punha açúcar no fundo e ia correndo, comendo o açúcar com o dedo até o curral. O leite descia morninho para nossas canecas, espumado, deixava um bigodinho branco em nossas bocas.
Já à noite, a minha lembrança é da mamãe (Nivalda) esquentando as sete mamadeiras em um fogareiro nas frias noites do inverno carmelitando daquela época, tempo de geadas. Ela enchia aquelas mamadeiras de vidro com aqueles bicões vermelhos e ia tratando as crias, uma a uma; dormíamos todos ao seu redor.
A gente mamava o morno leite, amor, a união dos nossos pais, o zelo, a noite com sua orquestra de grilos e sapos da várzea e o arrulhar das pombinhas no teto.
Minas é leite. Coalhadas, queijos, aliches, doces de leite....
Carmo do Rio Claro sempre foi pecuarista. Hoje tem fazendeiros que se destacam no cenário nacional como um dos maiores produtores de leite do Brasil – Antônio Carlos Pereira. Eu me lembro de ouvir, na casa da Monte Razo, todos os dias às 5h o motor da sua camionete ligando. Ele indo para a fazenda, venceu pelo esforço e trabalho. Inesquecíveis os queijos da cooperativa, o melhor cabacinha de todos os tempos. Ainda continuou sendo feito pelo Sr.(....), que infelizmente faleceu. Sempre ia lá comprar seus queijos e ele dizia que ninguém queria conhecer o ofício, que era difícil, tinha que enfiar a mão em água fervente...
Enfim, no Quadro de Saudades, de Celeste Noviello Ferreira ela conta mais sobre nossas premiadas manteigas do princípio do século.
“Carmo do Rio Claro sempre teve projeção nacional em produtos de laticínios.
Consta na história, sem registros oficiais que foi às margens do rio Sapucaí, construída a primeira fábrica de manteiga do Brasil e talvez da América do Sul, no Porto Belo, por iniciativa de Randolfo Fabrino, que se associou ao conselheiro Mayrink Veiga, estabelecido no Rio de Janeiro. Esta fábrica encerrou suas atividades em 1892, mas a chaminé resistiu ao tempo e foi, ainda em pé, coberta pelas águas da represa de Furnas em 1963.
Nos primórdios do século XX, o Brasil comemorou o primeiro centenário da abertura dos portos brasileiros à navegação internacional e foi, naquela época, 1908, realizada no Rio de Janeiro, uma exposição de produtos brasileiros. Nessa exposição a manteiga “Água Limpa”, fabricada na fazenda do mesmo nome, município de Carmo do Rio Claro, propriedade de Joaquim Braz de Carvalho Villela, foi premiada com medalha de prata. Estão guardados ainda na referida fazenda, o diploma, a medalha e latas (vazias) da manteiga.”
A Fazenda Água Limpa hoje é de propriedade de meu irmão, Joaquim José Vilela Soares.
Tem mais histórias do leite, conto depois...
Untitled from iana soares otoni pereira on Vimeo.
O Fordinho do Dr. Júlio foi comprado pelo Antônio de Pádua Peres em Passos e levado para restauração na oficina do Renato Balla. Ficou lindo e Antônio já dá voltas com ele pela cidade. Prometo fotografá-lo e enviar a foto.
A Rua do Soro é o final da Rua Delfim Moreira (a da Padaria Tia Rita), no pedaço que vai da Drogaria São Geraldo até o início do Bairro Honduras. É apenas um quarteirão.
Um abraço
Ana Maria Vilela Soares
(A Kátia Venturini lá no fundo..., na frente do eterno XV)
(Essa construção aí na frente da igreja, funcionava como a rodoviária do Carmo. Também ficava ali a instalação da UEC, União Estudantil Católica, que colocava músicas para todos aos finais da tarde. No tempo da igreja atual, ela ainda estava lá. Eu me lembro.)
(a foto é de Edmundo Figueiredo), meu irmão. Essa casinha fica nos arredores de Delfinópolis, muitas serras altas, em cada reentrância da montanha, há uma cachoeira, uma riqueza de água e de verde! Gosto muito de Quintana, que tem uma sutil ironia.