sábado, 25 de agosto de 2012

Ditados e Provérbios

Deus dá asas a quem não sabe voar.
Macaco velho não mete a mão em cumbuca.
O olho do dono que engorda o gado.
Em festa de jacu, inhambu não entra.
Praga de urubu não mata cavalo.
De pequenino é que torce o pepino. 
Em terra de cego, quem tem olho é rei.
Diga-me com quem andas que eu te direi quem és.
Entre marido e mulher, não se mete a colher.
Águas passadas não movem moinho.

No tempo da escravidão...

Alexandre Pinto Magalhães, primeiro grande fazendeiro de Carmo do Rio Claro, faleceu em 1815 fez um inventário.
"Entre os bens constavam: vinte oitava de prata, caldeira, 3 tachos de cobre e mais duas tachas velhas; 1 candeeiro de cobre, 5 foices, 3 enxadas, e mais 3 sem cabo; 3 machados, 1 arroba de ferro, 1 ferramenta de ferro, 1 tenda de ferreiro, 1 fagote, 1 farda agaloada de pano azul, 1 mesa pequena, 1 par de canastra, 1 armário, 2 catres, 1 mesa velha, 5 cangalhas velhas, mais 14 bois de carro e 4 éguas.

Possuía 14 escravos: Feliciana (18 anos, crioula, costureira), Joana (44 anos. mina), Francisco (87 anos, Timbre), Manuel (54 anos.mina), Fabiana (54 anos.mina), Silvestre (46 anos.crioulo), Antônia (60 anos.mina), Ângelo (10 anos.crioulo), Antônio (55 anos.mina), Antônio (46.mina), Joaquim (50 anos.benguela), José Pinto (63 anos.angola), Luís (78.malê) e João (60 anos.benguela). Na sequência do inventário, foram acrescentados 6 escravos: Maria (40 anos.benguela), Francisco (24 anos.crioulo), Vicente (18 anos.crioulo), Mariana (18 anos), Ana (15 anos) e Porfírio (1 ano).

Entre os bens de raiz são citadas: uma morada de casa coberta de capim com monjolo e com engenho de cana, de água, coberto de telha. Um moinho e roda de moer mandioca; terras de cultura denominada Rio Claro. Nas divisas desta; são citadas: Fazenda do Campo, Alto da Cana, Córrego da Barra, Calchoeira Grande do Rio Claro, Vertende do Cavaco, terras de Manuel Alves da Costa, de Antônia Rodrigues Pereira, Serafim Rodrigues Pereira, Ponte de Serra Negra e Serra de Santa Quitéria."

(Texto retirado do livro O Quadro de Saudades - Carmo do Rio Claro, de Celeste Noviello Ferreira)

Este inventário conta muito sobre aqueles dias. Mostra a origem dos negros carmelitanos - negros crioulos, mina, malê, benguela. Tempo de canastras, de tachos, cangalhas. Onde as ferramentas eram todas de ferro e ferreiro era uma profissão imprescíndível. Tempo de moer grãos, de monjolos. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Nana divulgou

"A ESCOLA FAZENDO CENA"

A cada edição, uma personalidade da educação e cultura carmelitana é homenageada com o nome do troféu, e, para 2012, o Festival de Teatro Escolar terá como premiação maior o Troféu Ana Maria Vilela Soares".
A Seção de Cultura do Departamento de Educação, Cultura e Cidadania (DECC), da Prefeitura de Carmo do Rio Claro, é a organizadora do evento.

Acesse www.nanademinas.com.br e veja a coluna social do Carmo

Mais de 20 mil visitas

24.861 visitas já foram feitas a este blog. Sejam sempre super bem-vindos. Podem também participar dele, enviando histórias, "causos" e fotos. Podem dar dicas para as reportagens. Participem. O blog é meu deleite e para o de vocês.

sábado, 18 de agosto de 2012

Um minuto de fama para Formiga...


Feliz aposentadoria.

A Neuza Oliveira aposentou como professora. Está super feliz. Na foto, com seus alunos.
Feliz aposentadoria! Andávamos juntas na juventude. Vivemos muitas histórias felizes.

Carinhas novinhas...

Salete Maimoni
Alice Soares e Sô João Tito

Amigos para sempre

???, Guel, Boquita e Marcos.

Sem palavras!


Olha o Ângelo de novo...

                                                 Eu recomendo!

Gente de Ouro!

Foto www.nanademinas.com.br
Na foto: Antônio Adauto e Guel Vilela. Antônio preservou por toda a sua vida um tesouro arqueológico que encontrou nas suas terras. Hoje, ele doou o patrimônio para a criação do Museu do Indio, um grande presente para Carmo do Rio Claro. Guel é um filósofo, poeta, mora em Belo Horizonte, onde é professor. Tem uma casa na beira da água, Espelho D´Água, onde passa férias e feriados, olhando para aquele mar de água doce, bebendo uma cervejinha, fumando um cigarrinho e filosofando.

Aniversário da Helena.

Esta turma animada se reuniu para comemorar o aniversário da Helena. Só gente boa!

Família Pereira


Marina, na inauguração da piscina do GEC.
A Marina vem publicando fotos da família no Facebook. Deixo aqui minha homenagem a Dona Valmira e Seu Toninho Pereira e a todos estes filhos maravilhosos, a esta família linda que vocês cosntruíram. A primeira, de branco, é a Rosângela, a Rô, minha grande e querida amiga.

Lindos olhos!

Esta é minha filha, Ayrá Sol, a rapinha do tacho. Tem 14 anos de pura harmonia. Faz balé no Centro de Formação Artística-CEFAR/Fundação Clóvis Salgado. Um orgulho!

Como vocês podem perceber...

Voltei com tudo. Agora, podem esperar muitas outras postagens. Estou com a incumbência de organizar todos os Casos do Job para que ele lance o livro "Risos do Carmo" e a isto estou empenhada. E também a postar mais histórias para vocês, carmelitanos e visitantes outros que já beberam a água da Jacuba e nunca mais esqueceram.

Breve Histórico


Segundo anotações existentes no Livro do Tombo nº 1, a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Monte do Rio Claro foi criada em 02.11.1810 e fazia parte do território de Campanha da Princesa, passando em 1814, a pertencer ao município de Jacuí. Em 1848, passou a pertencer ao mun. de Passos. A Lei Provincial nº 2143 de 29.10.1875 criou o Município de Carmo do Rio Claro, sendo o seu território desmembrado do de Passos. Pela Lei Provincial nº 2416 de 05.11.1877, sua sede foi elevada à categoria de cidade. A criação do distrito deve-se à Lei estadual nº 2, de 14.11.1891. No ano de 1911 o mun. de Carmo do Rio Claro compõe-se de 2 distritos: Carmo do Rio Claro e Conceição Aparecida.

O distrito do  Itaci foi adquirido pelo mun. de CRClaro e desmembrado do mun. de Boa Esperança pelo Decreto-lei estadual  nº 148 de 17.12.1938. Nessa época o mun. é subdividido em 3 distritos: Carmo do Rio Claro, Conceição da Aparecida e Itaci.

Pelo Decreto-lei estadual nº 1058 de 31.12.1943 o mun, de CRClaro perdeu o distrito de Conceição da Aparecida, que se tornou município.

A Comarca de CRClaro foi criada pela Lei nº 11 de 13;11;1891. sendo instalada a 05.05.1892 e abrange dois municípios: Carmo do Rio Claro e Conceição Aparecida. Pela Lei 1039 de 12.12.1953, que aprovou a divisão territorial administrativo-judiciária vigente, e comarca de CRClaro tem sob sua jurisdição o mun.de Conceição da Aparecida.

Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (IBGE), v. XXVI (Municípios Mineiros, letras A-C), 31.01.1958,p.401-402
Resgatado do livro Genealogia da Família Vilela de Carmo do Rio Claro - de Ana Maria Vilela Soares

Aí está Ana Maria Vilela Soares, sentada ao lado de Joaquim José . Em pé, Luizinho, Maria do Carmo (Tata) e o Tião, na festa de aniversário de 70 anos do Joaquim.
Meus irmãos queridos.


Ana Maria Vilela Soares autografando seu livro na pousada Campo Alegre, mais
conhecida por pousada da Mavi. Um trabalho minucioso realizado com eficiência por minha irmã que a ele se dedicou cerca de dez anos. O livro pode ser encontrado na Casa do Artesão, em Carmo do Rio Claro. 

Você conhece o Hino do Carmo?

EXALTAÇÃO
Música: Lourenço Antônio Figueiredo Pereira
Letra: Job Milton Figueiredo Pereira



Primeira Versão, no tempo do Sapucaí

Ouve,
Querida terra,
Essa minha exaltação
Que te ofereço
E que provém do coração
Que é todo teu!
Eu reconheço,
É nobre, rico e feliz
E tem de Deus a benção
Quem no teu solo nasceu!

Carmo
Tua bela cabeça 
Está pendida no tapete da Tormenta
Tua serra majestosa,
Que te envaidece
Em cujo alto se eleva
A capelinha da Senhora Aparecida
Onde a gente fervorosa
recita suas preces.
Tens ó terra,
banhado a seus pés,
o formoso 
Sapucaí.
Eu te quero 
E dou grau dez
Aos teus encantos
Que iguais eu nunca vi.


Segunda Versão


Ouve,
Querida terra,
Essa minha exaltação
Que te ofereço
E que provém do coração
Que é todo teu!
Eu reconheço,
É nobre, rico e feliz
E tem de Deus a benção
Quem no teu solo nasceu!


Carmo,
Te enfeita natureza
Resplendida
No tapete da Tormenta
Tua serra majestosa,
Que te envaidece!
Em cujo alto se eleva
A capelinha
da Senhora Aparecida,
Onde a gente fervorosa 
Recita a sua prece!

Doce terra,
gentil e hospitaleira,
No teu seio
Há paz e amor!
Não existe
Quem não te queira
E do teu quadro 
Não deseje ser pin
 Este primeiro é o Batata, figuraça!, ao lado da minha irmã, Fatinha, Valerinha, Edu, Toninha, Joaquim, Maria Fernanda, o irmãozinho e a avó do Ian,  bebê que está no colo do nosso voador.
Aconteceu um feito muito importante na história da Fazenda Água Limpa. Pela primeira vez um homem chegou voando às suas várzeas. É o Roberto Batata, marido da Fatinha, minha irmã. Ele decolou do Carmo na sua asa delta no dia 24 de julho e foi até a fazenda. Ele agora está com uma asa que tem motor. Está radiante, não precisa mais subir na montanha para saltar, decola do chão e, lá em cima, desliga o motor e fica voando. Todos os dias ele voava por toda a redondeza, passando baixinho perto da fazenda, para delírio do pessoal lá embaixo. Bons momentos!

Curtas do Jó - Os idealistas


Pedro Tito planejou uma Nova Carmo, no Paraná. Era um idealista. Edmundo Soares ia ser o gerente do banco.

Francisquinho - Francisco José Macedo queria instalar no Carmo uma base aérea, num tempo em que não tinha nem campo de aviação.


Antigas Fazendas

FAZENDA ITACY
Contou Donana Lemos, no livro de Celeste Noviello - Um quadro de saudades.

"Uma fazenda antiga é muito bonita. Havia grandes salões e muitos quartos. Nos trabalhos daquela animada fazenda havia o trabalho escravo e, depois desses, os colonos que ajudavam com a maior boa vontade.
Esta fazenda pertencia aos meus avós, José Pereira de Carvalho e Ana Umbelina Villela de Carvalho. Nesta fazenda tudo era evoluído, meu avô foi o máximo.
Em carros de bois chegamos os maquinários importados da Inglaterra: , máquina de beneficiar arroz e cafj´-e; grandes balanças e outros equipamentos agrícolas. A caldeira a lenha era enorme, produzia no vapor a força para tocar os maquinários. Naquele tempo, meu avô foi considerado um homejm muito progressista e dinâmico. Foi construída por ele e seu cunhado Cel. Antônio Pinto Villela, a antiga Igreja do Bom Jesus dos Aflitos a qual era de pau-a-pique.
Antes de falecer José Pereira e sua esposa Ana Umbelina Villela de Carvalho doaram sua filha Maria Umbelina (Nhanhá) para D. Maria Umbelina Goulart e o Cel. Manoel Goulart de Andrade.Com o passar do tempo seus descendentes e herdeiros a venderam.

Esta é a Fazenda Água Limpa. Está sendo toda restaurada e se prepara, no futuro, para ser aberta à visitação. É um museu vivo, toda mobiliada com móveis da época. Cercada por muros de pedra e de adobe. Administrada pelo meu irmão, Joaquim José Vilela Soares e pela minha querida cunhada, Toninha Carvalho Soares. Minha sobrinha, Valéria, agora também está no projeto, fazendo a jardinagem, hortas e sonhando bonito o futuro da casa. Os sobrinhos, Gilberto e Joaquim José cuidam do leite.
Passei lá, agora em julho, quinze dias, contemplando as paineiras eternas da Água Limpa. Nesta fazenda, fui criada e guardo lembranças intactas e maravilhosas. Um patrimônio cultural!
As paineiras estão férteis de painas na Fazenda que, quando estouravam, lançavam pequenos pedaços de neve pelo ar. O chão estava branco de painas. Coisa linda! As paineiras são do tempo da construção da fazenda, que tem cerca de 150 anos e levou 15 anos para ser construída.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Comendador Soares

                                                               (Comendador Soares)

 

Meu avô, Sebastião Soares era de Morro Agudo e dizia que Comendador Soares era seu antepassado. Não sei se pai ou avô. Vovó Alice chegou a morar em Morro Agudo, ela com Vô Soares, Tio Dario e Tia Tita, Tio Toninho e Tia Maria e agora, a Pepeca ( Maria do Carmo Soares), minha prima, disse que também seu pai, o Tio Luiz e Tia Santa também moraram na fazenda do vovô. Então, pesquisei na wikipédia e achei a historinha do antigo dono da Fazenda Morro Agudo. 

Lá, Vó Alice Figueiredo fez a linda poesia, que declamou por toda a vida:

"Saudosa Terra em que nasci, que mal te fiz que me obrigastes a sair de ti. Nesta terra, que se diz maravilhosa, sinto-me exilada, quero que meu último suspiro, seja em tem seio, ó terra amada!

Revejo palmo a palmo os seus encantos, a tua calma que mais parece magia, e contemplo a igrejinha branca, balbucio uma prece: Ave Maria!

E nesta prece que dirijo sempre, a esta mãe que é o meu conforto, espero retorne a minha embarcação, a este saudoso e almejado porto.

Contemplo minha mãe velhinha, resignada em seu leito branco, distante, mergulho em pranto.

Ai que saudades dos meus netinhos, que eram a alegria do meu viver, que com suas graças e tagarelices, não davam tréguas a entristecer.

As badaladas deste sino amigo, chamando os fiéis à oração, são como orvalho que alimenta a planta, revivendo a saudade no meu coração." 

  História (Wikipédia)

"(...) apesar de Nova Iguaçu (maxambomba) e queimados terem suas estações de viação férrea inauguradas em março de 1858, Morro Agudo, primitiva Japeaçaba antiga Bonfim de Riachão e atual Comendador Soares, somente em 1897 viu os trens pararem em sua localidade.
As localidades próximas de Nova Iguaçu e Queimados como Mesquita e Austin tiveram ainda, antes de Morro Agudo, suas estações inauguradas respectivamente em 1884 e 1896.
Japeaçaba, a enorme fazenda do conde de Iguaçu, sofreu grandes retalhamentos, ao morrer seu proprietário, em 1881.
Passou a região a ser conhecida como Bonfim de Riachão para pouco mais tarde, ser denominado Morro Agudo, nome da fazenda do Comendador Francisco José Soares, que era apontada no segundo reinado, como modelo das propriedades rurais da província do Rio de Janeiro.
O nome, de tal sorte assentou na localidade que, quando mais tarde a central do Brasil pretendeu retornar ao nome japeaçaba, a população, em protesto arrancava as placas com este nome.
Bem mais tarde, a central, e também a câmara municipal, havia de denominar a localidade de Comendador Soares, homenagem ao ilustre varão.
No entanto, o povo havia de continuar a chamar-lhe de Morro Agudo.
Aí, poder-se-ia parodiar a anedota do inglês que reclamava ser o português a língua mais difícil de pronunciar: - Escreve-se Comendador Soares, mas "lê Morro Agudo".
Com a doação que fez Francisco Luiz Soares, das suas fazendas, à Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, em seu testamento (morreu em 24 de agosto de 1916), a localidade passou a se arrastar lentamente para o progresso.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais um Adeus!


Mais uma perda esta semana. Partiu para o andar de cima a nossa querida Angelina. Fazia muito tempo que eu não a via. Em 1995 trabalhei com Yoga na sua loja, na Santa Rita Durão, quando aprendi a conhecê-la melhor. Pessoa generosa e muito inteligente. Na foto, estava lançando um livro em abril sobre Monteiro Lobato.
Deixo meus sinceros pêsames a toda a família e peço a Deus que a receba de braços abertos. Boa viagem, amiga.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Adeus a meu amigo

Perdemos ontem o nosso querido cantador, Dércio Marques. Eu o conheci com minha amiga Deth, quando eles moravam em uma república em BH. O Dércio esteve cantando no batizado da minha filha Iana, no Yoga. Eu tive a honra de ganhar uma homenagem em uma das suas músicas em um dos seus Cd´s onde ele dizia: "Cleise se transmuta em árvores, a conheci paineira" devido a um poema que fiz para a paineira da Fazenda Água Limpa: "Sou uma doce paineira e teço espinhos e painas rosas, às vezes me tinjo de rosa, cor rosa nas minhas vestes e trago flores ou seco. Já flori e desflori, anos e anos e anos. Sou Paineira, tempo, tempo". Ele ofereceu para mim a música Ciranda Lunar, maravilhosa! Há três anos o encontrei em Salvador, estava bem, com aquela cabecinha branquinha e sempre com ares de trovador. 

 No dia 2 de junho, Dércio recebeu uma homenagem de seus amigos no salão da Igreja de São José. Houve cantoria e declamação de poemas e homenagens. Presentes os músicos Pereira da Viola, Rubinho do Vale, Lígia Jacques, entre outros. Lá estava minha querida amiga, Dete com o querido Roberto, seu marido. Ela era mesmo que irmã do Dércio e estava visivelmente triste. Esteve com ele os seus últimos dias, lá em Salvador.

 Fica aqui os meus pêsames aos familiares e seus inúmeros amigos. Fica registrada a minha dor por esta grande perda. Suas músicas eram um hino à natureza. Que Deus o tenha bem perto!


ORAÇÃO PELOS QUE VÃO MORRER

“Ó tu, Senhor da eternidade, nós que estamos condenados a morrer elevamos nossas almas a ti à procura de forças, porque a Morte passou por nós na multidão dos homens e nos tocou, e sabemos que em alguma curva do nosso caminho ela estará nos esperando para nos pegar pela mão e nos levar... não sabemos para onde. Nós te louvamos porque para nós ela não é mais uma inimiga, e sim um grande anjo teu, o único a poder abrir, para alguns de nós, a prisão de dor e do sofrimento e nos levar para os espaços imensos de uma nova vida. Mas nós somos como crianças, com medo do escuro e do desconhecido, e tememos deixar esta vida que é tão boa, e os nossos amados, que nos são tão queridos. Dá-nos um coração valente para que possamos caminhar por essa estrada com a cabeça levantada e um sorriso no rosto. Que possamos trabalhar alegremente até o fim, e amar os nossos queridos com ternura ainda maior, porque os dias do amor são curtos.  Sobre ti lançamos a carga mais pesada que paralisa nossa alma: o medo que temos de deixar aqueles que amamos, os quais teremos de deixar desabrigados num mundo egoista. Nós te agradecemos porque experimentamos o gosto bom da vida. Somos-te gratos por cada hora de nossas vidas, por tudo o que nos coube das alegrias e lutas dos nossos irmãos, pela sabedoria que ganhamos e será sempre nossa. Se nos sentirmos abatidos com a solidão, sustenta-nos com a tua companhia. Quando todas as vozes do amor ficarem distantes e se forem, teus braços eternos ainda estarão conosco. Tu és o Pai dos nossos espíritos. De ti viemos e para ti iremos. Regosijamo-nos porque, nas horas das nossas visões mais puras, quando o pulsar da tua eternidade é sentido forte dentro de nós, sabemos que nenhuma agonia da mortalidade poderá atingir nossa alma inconquistável e, para aqueles que em ti habitam, a morte é apenas a passagem para a vida eterna. Nas tuas mãos entregamos o nosso espírito"” ( Walter Rauschenbusch, Orações por um mundo melhor, PAULUS )


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tia Rita, parabéns!


A Tia Rita, dos quitutes e das delícias, matriarca desta linda família Bueno completou 90 anos. Os nossos parabéns! Na foto abaixo, a Valmira e a querida Tia Dolores na festa de comemoração.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Histórias do Cine Guarani

O projetor do Cine Guarani está no Museu Carlota Pereira.
Meu querido amigo, Coró. Tomei a liberdade de salvar suas histórias do Cine Guarani (com i ou com Y???) e transcrever aqui no blog. Sinto muitas saudades dele, principalmente, da música que tocava antes do filme, o prefixo. Acho que o único lugar que tinha prefixo do filme era o Carmo. A música cobria a cidade e fazia com que todos se apressassem. Na íntegra, as lembranças do Coró, filho do Tãozinho, saudoso também. ´Coró, o Cine Guarani era igualzinho ao Cinema Paradiso do filme...
Cine Guarani - Carmo Do Rio Claro - História verídica
No cinema do Carmo normalmente os filmes "passavam" (eram exibidos) por 2 dias. Quando a luz acabava no primeiro dia, não havia problemas, pois o papai dava uma senha para cada pessoa e elas voltavam no dia seguinte. Ninguém saía no prejuízo. Mas quando acabava no segundo dia o papai ficava "p" da vida, pois ele tinha que arcar com todos custos, pois tinha que dar senha para as pessoas e elas na verdade iriam ter direito de assistir a outro filme. Naquele dia, porém havia mais um agravante: o filme estava no final, só faltava praticamente o beijo, isto é, era o segundo dia de exibição, o carvão que gerava luz para exibição já havia sido gasto e era muito caro, o papai não teve dúvidas: subiu lá com um lampião de gás e disse para o pessoal: "...gente, olha, só faltava o beijo para terminar o filme, eles se olham e se beijam. Então eu não vou dar senha." Apagou o lampião e foi se esconder atrás da bomboniere... coisa que ele sempre fazia quando o filme era ruim para não ter que ouvir as reclamações das pessoas... era muito engraçado... E foi assim que de fato aconteceu mesmo e entrou para a história de nossa cidade...

E por falar em cinema, há uma boa história do cinema do Carmo também. Desde os primórdios cinematrográficos, sempre houve no Cine Guarani os famosos intervalos. Mais ou menos no meio do filme, tinham que parar a exibição para ajustar os carvões (geradores de luz para a projeção). O carvão parecia uma lápis, mais ou menos uns 18 cm, e era mesmo um carvão envolto por uma película de cobre. Eram 2 e eles iam queimando e gerando luz, até que chegava um ponto em que a máquina não conseguia empurrá-los mais e aí tinha o intervalo e manualmente eram ajustados e depois recomeçava. Mas durante os intervalos o pessoal aproveitava para fumar, comprar balas, conversar, etc. Lembro-me sempre do Fazinho, que não perdia um filme. Ia até nas reprises e nos intervalos fumava aquele cigarro fininho e comprido. Tinha também o Dr Jorge, sempre explicando os filmes para os demais. Era um momento de convivência, bate-papo, reencontros, paqueras, etc, pois no intervalo todos se viam. Pois bem, veio o progresso e não era mais necessário haver intervalos. Papai anunciou isto como uma grande novidade e, a princípio, todos achavam que seria mesmo ótimo. Filmes sem intervalos... maravilha. Depois de uma semana mais ou menos, começaram as reclamações. Primeiro o Fazinho que queria fumar e conversar, depois outros e outros e as reclamações foram aumentando. Teve um dia que reclamaram durante a exibição do filme: "...e aí Tãozinho? Cadê o intervalo?...". Conclusão: a partir desse dia, papai resolveu voltar com os intervalos mesmo que eles não fossem mais tecnicamente necessários. E todo ficaram felizes…

Certa vez, em um verão escaldante, Tãozinho resolveu instalar um ventilador no cinema. Sem nenhum cálculo, até mesmo sem muita noção do que esperava, chamou o João Lagda (é assim que se escreve Angelo Leite Pereira?) e resolveram construir o ventilador. Tãozinho comprou um motor de 10cv imenso e João Lagda fez o restante (hélices, correias, polias, etc.). Ficou enorme, mas enorme mesmo, e foi instalado debaixo do palco e da tela. Pois bem, Tãozinho fez muita propaganda do ventilador novo, muitos dias antes já anunciava a novidade, alugou um filme famoso e o cinema lotou. Todos esperando pelo ventilador. Depois que o filme começou, deram um tempo, e logo ligaram o dito cujo. No início o barulho foi baixo, mas foi aumentando e daí a pouco estava ensurdecedor. Parecia que tinha um jato dentro do cinema. O povo assustado, sem saber o que fazer, ninguém mais prestava atenção no filme, até que alguém gritou: "... as paredes estrão trincando...". Voou gente para tudo quanto foi lado. Pessoas correndo em cima das poltronas, gente caindo, arrancaram a cortina de veludo... foi um Deus nos acuda. Maior perigo, mas nada de grave aconteceu. Nunca mais o ventilador foi ligado e por muitos anos ficou lá empoeirando...
Eu estava no cinema e posso atestar que a história é verdadeira.

Outra do Cine Guarani - Carmo Do Rio Claro
Quando ainda morava no Carmo, adolescente, uns 14 ou 15 anos de idade, os falecimentos e algumas notícias importantes eram transmitidos no auto-falante do cinema, pois ainda não existia a Rádio Difusora. Tãozinho adorava anunciar filmes, mas detestava anunciar falecimentos. Um dia me ensinou como falar, como pronunciar corretamente o texto, que música deveria ser tocada, anunciar o falecimento 2 vezes para o lado da Tormenta, 2 vezes para o lado da Rua Nova e 2 vezes para o lado do Tetelo, em frente à venda do Quirino. O auto-falante era móvel. Aprendi tudo direitinho. Esse serviço era pago, ou seja, as pessoas pagavam para que fosse executado. Se não me engano eram CR$ 30,00 (trinta cruzeiros). Tãozinho me pagava CR$ 10,00 e o outros CR$ 20,00 ficavam para o cinema. Conclusão: eu adorava fazer os anúncios, pois era muito dinheiro para mim na época. Mas passava o tempo, o dinheiro ia acabando, e logo eu me via torcendo para alguém morrer para eu anunciar... ai, que absurdo!! Hoje rio muito disso, mas era trágico, não era? kkkkkk…..

Sô Milton e João Lagda (Famosíssima!! Vocês devem conhecer, mas vou contar só para registrarmos para a posteridade...).
Dizem que a primeira panela de pressão que existiu no Carmo foi comprada pelo Professor Milton Araújo. Foi uma sensação na época, afinal, cozinhar feijão tão rápido era algo inimaginável. Todos foram ver a tal novidade. Sempre tinha gente na casa do Sô Milton na hora de cozinhar o feijão. Mas uma coisa estava implicando Sô Milton, aquele vazamento de vapor. Como não tinha assistência técnica no Carmo, claro, Sô Milton chamou João Lagda para ver o "defeito" da panela. "Compadre..." disse Sô Milton para João Lagda, "...esta panela está com este "defeitinho", fica vazando, o que você acha? João Lagda, muito surdo, apertou os olhos, olhou bem a válvula da panela de pressão e já diagnosticou o problema: "...compadre Milton, esta válvula está furada. Nada que um pinguinho de solda não resolva." Levou a peça para oficina, tampou o buraquinho e pediu a comadre para usar a panela que não iria mais ter problema. Resultado: o feijão foi cozinhando, a panela sem soltar o vapor foi comprimindo, acabou virando uma caldeira e foi a maior explosão. A tampa foi projetada para cima, quebrou o forro e as telhas e nunca foi encontrada... Muito tempo se passou até que alguém no Carmo comprasse outra panela de pressão….

E mais outra do Cine Guarany - Carmo Do Rio Claro
Um dia no cinema, estávamos sentados tio Lulu (Lucas Ferreira, irmão do Tãozinho) avo do Nicolau Achcar Santos Junior (Juninho) naquelas duas cadeiras pretas, pregadas uma na outra e que ficavam na entrada do cinema, e eram reservadas para o Vôzinho e Vózinha (não lembro o nome deles) e que eram altas, pois Vôzinho gostava de ficar com os pés suspensos. Estava lá o tio Lulu fumando um Hollywood com piteira, bigode fininho muito bem aparado, barba muito bem feita também, muito bem vestido com calça de tergal riscado, camisa de seda verde, sapato de pelica San Marino (um charme finíssimo na época), muito "alinhado" como diria o Tãozinho, e de repente fez uma constatação, muito sério: "Paulinho (eu), há anos vejo os casais entrarem e sairem do cinema. Quando começam a namorar estão abraçadinhos, de mãos dadas, um amor belíssimo, entram e saem do cinema sempre cochichando, juntinhos... mas depois que se casam, o que eu mais vejo é que estão sempre separados, pelo menos um metro longe do outro. Por que será?..." e deu mais uma baforada no hollywood com piteira….

Dodora, Cinema Paradiso conta a estória de praticamente todos os cinemas das cidades do interior no mundo todo. Desde o auge, quando era a diversão quase única e preferida até sua completa decadência com a chegada da televisão. Todos, sem exceção, começaram a exibir filmes de kung-fu, depois pornográficos, até seu completo fechamento. Cinema Paradiso narra isso com riqueza de detalhes e, como citou a Mônica, até as estórias se repetem, pois os problemas eram os mesmos. E o filme, belíssimo - estou emocionado aqui agora - termina com as cenas de todos os beijos colecionados por ele durante toda a vida, presente do seu grande amigo (o impagável Philippe Noiret) que trabalhava no cinema. Um pérola esse filme... no Carmo também, meus amigos, o Tony principalmente, viviam pedindo para cortarmos pedaços dos filmes com as imagens dos nossos atores/atrizes preferidos... Aí eu ficava lá em cima, na sala de projeção, com umas tiras de papel de caderno na mão. Quando passava uma cena que a foto interessava para algum amigo/amiga, eu punha o papel no rolo de filme que ficava rodando para marcar o lugar onde devíamos tirar um slide do filme. Todos os filmes tinham que ser rebobinados para devolver ao distribuidor. Quando isso era feito, naqueles lugares onde tinha tira de papel o Ademir (filho do Nenem dos Taque (Neném do Eustáquio)) ou o Cláudio (Fordinho, hoje advogado no Carmo) cortavam pedaços para nós. Era um sucesso…

Outra do Coró:

Como todos sabem, os filmes vem com certificado de censura. No caso dos filmes do Cine Guarani, naquela época, eles chegavam pela jardineira do Batista, em latas, normalmente 10 latas, e em uma delas vinha o Certificado de Censura. Nesse certificado constava para qual idade o filme era permitido. Por exemplo: censura livre, 14 anos ou mais, 18 anos ou mais, etc. Só para esclarecer, os filmes vinham em latas e o operador montava essas 10 latas em um único rolo (carretel) para ser exibido, como pode ser visto no Museu Carlota Pereira.
Pois bem, um dia chegou por lá o filme “Olhai os Lírios do Campo” do livro homônimo de Érico Veríssimo. E o Tãozinho não encontrou o Certificado de Censura. O que fazer? Ele não conhecia o filme e não sabia como proceder em relação qual idade colocava para censura – se era livre, 14 anos ou 18 anos. Não podia assistir o filme, para ele mesmo censurá-lo, pois o carvão era caro, como já foi dito e não compensava.

Era um filme nacional que acho que vários conhecem: “Olhai os Lírios do Campo” como já citei. O Luiz meu irmão então falou para o Tãozinho que consultasse o prof. Milton (melhor professor de português de nossos tempos) pois provavelmente ele poderia conhecer a história e avaliar se o conteúdo do filme era impróprio ou não para menores. Tãozinho não teve dúvidas: "você deu a idéia, você vai lá perguntar." E lá foi o Luiz no cartório encontrar-se com Professor Milton e perguntar sobre o livro. Sô Milton a princípio estranhou um pouco, mas atendeu-o muito bem. Coçando o queixo, como sempre fazia, passou a contar a estória toda do livro sugerindo que pudesse deixar a censura livre mesmo. Luiz acabou tendo uma excelente aula de literatura.... e Tãozinho ficou feliz pois poderia colocar o filme como livre expandindo assim as chances de uma bilheteria maior.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ai que saudades do Bar XV..

Na foto: a Helena, a Salete, a Cecília, a Kátia e Aurinha

Estava comprando pão na padaria lá da Rua XV de Novembro, hoje Camilo Aschar, quando resolvi me lembrar que ali ficava o Bar XV. Está tão descaracterizado que havia me esquecido de vislumbrar ali o velho Bar XV, onde passamos uns dos melhores momentos da nossa vida. O bar era a nossa casa, o amendoin liberado, as Cubas Libres dos carnavais, os beijos deliciosos nos gatinhos da época. Tudo acontecia ali.

A presença simpática das três irmãs - a Helena, a Marly e a Chiquita. Tenho saudades até das batidas fortes com as bebidas do Jé sobre a mesa, quando os beijos estavam muito apimentados. O XV é um patrimônio cultural da humanidade de Carmo do Rio Claro.

Quem tiver fotos ou "causos" do XV, favor mandar para compartilhar.

Eu me lembro de quando o bar era na frente da casa da Chiquita. Tinha ao fundo um reservado. O Jé conta que à época de Furnas, a tradicional família carmelitana ficava ali, preservada, reservada das centenas de candangos que invadiram a região na construção da hidrelétrica e da estrada. Outra providência deles foi não vender cachaça, tentando selecionar um pouco os visitantes, que viviam criando brigas de facas e toda ordem.

O Job contou uma do Gabrielzinho no Bar XV. Ele chegou e pediu um suspiro. Trouxeram um suspiro enorme. Ele comentou: eu pedi um suspiro e não um gemido.

Outra. Ele estava comendo brevidade, adorava. Meu pai passou e disse: entrando na brevidade Seu Gabrielzinho. Ele disse, você se engana, ela que está entrando em mim.

Lembram-se da Represa, que se chamava Olívia. Ela trabalhava de dia e à noite bebia à vontade. Dizem que a Noeli passou e a viu virando um copo de cachaça. Comentou: e aí, Represa, tá ardendo? Ao que a Represa respondeu: A do Luizito arde?

No Bar XV... nos saudosos anos 60/70/80

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Celebração do batizado do Ian

Esse é o meu querido primo, Tom Figueiredo, filho do tio Job Figueiredo, irmão da Vó Alice, junto
com o Tiãozinho, super irmão e muito querido. Tom é publicitário premiado e só o conheci há dois anos, com 70 anos. Cabeça boa, filósofo, uma excelente companhia! Haja causos para contar! O Tião, o Joaquim e o Tom levaram ótimas prosas nesta noite memorável.
Minha irmã, Tata, eu e a Carla na festa do batizado do Ian, filho da Valerinha e do Edu, lá na Pousada do Tião, mais conhecida por pousada da Mavi. A festa foi ótima, regada à dança e alegria.




O casamento na Igreja contou com um ritual bonito. Os padrinhos estavam elegantes e radiantes: a Fatinha e o Batata.

Os papais - Valéria e Edu - do lindo e queridíssimo Ian, que por sinal nasceu aqui em BH. Todos estavam de brancos na cerimônia de Batizado do Vento, que contou com a presença de vários voadores. Ao final, foi feito um minuto de silêncio em homenagem ao australiano, que faleceu, infelizmente, na Serra da Tormenta (postagem anterior).
As lindas sobrinhas: Bruna, Lucília e Rani, no alto da Serra da Tormenta. Olha só o visual, a paisagem que se descortina abaixo, maravilhosa!

A família reunida, todos em volta do Ian, super festejado. Lá atrás, o mar de Minas.
Flores para encher os olhos.

As fotos foram emprestadas pela Nana.
Visite o site www.nanademinas.com.br e fique sabendo tudo o que acontece em Carmo do Rio Claro.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Serra da Tormenta está de luto!


"Assim que cheguei ao Carmo nesta madrugada tive a triste notícia da morte do voador australiano, David Charles Seibe, que disputava o Super Race Brasil - Campeonato Brasileiro de Vôo Livre, na última quinta feira. O campeonato foi cancelado em decorrência da tragédia. Aqui, não só toda a população está chorando, como também as montanhas de Carmo do Rio Claro. A nossa querida Serra da Tormenta. Ele veio de tão longe voando nas asas dos ventos, seguindo o rumo dos urubus, chegando tão alto como eles. Ele saltou para a vida e com certeza chegou voando a uma outra dimensão. Eu, que convivo com os "asa" por meio do Batata, meu cunhado, que foi um dos primeiros a voar nesses ares azuis, vislumbrando o mar de montanhas e águas do Lago de Furnas... Nós, carmelitanos, nos acostumamos a mirar o ar e vê-los voando, há vinte anos... Carmo do Rio Claro chora e dá sinceros e dolorosos pêsames à familia australiana, que já acolheu o Batata e a Fatinha, pela perda irreparável. Minha sexta feira é santa e é triste."

Esta notinha foi postada também no site da Nana. Ela estava no alto da Serra da Tormenta, quando presenciou o acontecido. Ficou super chocada e acabou sendo o contato sobre o caso para toda a imprensa nacional. Nós, que convivemos de perto com os voadores, por causa do nosso cunhado que foi um dos primeiros voadores de Carmo do Rio Claro, o Batata, ficamos muito chateados.

O Batata e a Fatinha, minha querida irmã, subiram a montanha no sábado para o batizado no vento, do Ian, filho da Valerinha e do Edu. Um ritual celebrou o batizado com uma chuva de pétalas. Ao final, foi feito um minuto de silêncio pela morte do voador australiano.

Veja mais informações e fotos no site www.nanademinas.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

18 mil visitas

Este blog já recebeu 18 mil visitas, a maioria do Brasil. Mas já fui visitada por pessoas dos Estados Unidos, Portugal, Angola, Alemanha, Espanha e França.
Chiquérrimo, né gente!

Prometo voltar a postar mais histórias do Carmo. Estou com um computador lerdíssimo e no trabalho não tenho tempo disponível. Aguardem!

Uma carmelitana na Câmara Municipal de Belo Horizonte

Olha que parto mais lindo o da Inessa, que esteve na audiência dando seu testemunho e representando o Grupo Ishtar, uma dissidência da ong Bem Nascer e que caminha na paralela fazendo um trabalho com as mulheres. Ele nasceu na banheira do Centro de Parto Normal David Capistrano, no Hospital Sofia Feldman, onde tenho o prazer de trabalhar. Ela pode criar esse clima azul e seu marido praticamente pariu com ela. Não teve episiotomia, ocitocina sintética, anestesia. Usou a água como método não farmacológico de alívio à dor e transformou seu parto em uma experiência de prazer, preservando o sagrado daquele momento. Contou com a assistência de doulas (mulher que serve ao parto) e enfermeiras obstetras. Ela é filha de médico e tem um ótimo convênio, mas migrou para o SUS eficiente (conforme cunhou o Ministério da Saúde em um vídeo sobre a instituição) e conquistou o parto dos seus sonhos. A foto diz por si mesma.
Relatei na audiência a experiência da minha querida sobrinha, Valéria, mãe do Ian, que veio para casa em setembro para ter seu filho aqui em BH. Como tinha sofrido um acidente, onde quebrou o quadril e está com 38 anos, a grande parte dos obstetras iria indicar uma cesariana. Ela correu da faca, queria evitar cirurgias, já tinha passado por muitas. Veio para minha casa e foi uma delícia, a espera, a preparação para a chegada do principezinho. Valerinha sempre foi muito querida, desde pequenininha; temos uma sintonia.

Ela foi muito feliz em seu parto. Quando acordei pela manhã, disse que estava com uma colicazinha e não precisava chamar o médico. Perguntei: você está marcando o tempo, está de quantos em quantos minutos? Ah, tia, acho que 1, 2. Falei, ele está quase nascendo. Chamei pelo telefone o meu querido amigo e obstetra, Dr. Marco Aurélio Valadares, que me assistiu em quatro partos e ele foi nos buscar em casa. Chegando à maternidade, a Valéria subiu, eu fui assinar papéis e quando cheguei lá em cima, o Ian tinha nascido. Marco Aurélio tremia, não tinha tido tempo nem de por as luvas para pegar o nenê.

Esta querida é Camila, querida amiga, no nascimento de Diana. Ela nasceu na Centro de Parto Normal do Hospital Sofia Feldman. O parto foi na água. Ela não teve episiotomia e usou de métodos não farmacológicos de alívio à dor, o chuveiro, a bola de bobath, a escada de ling e foi assistida por enfermeiras obstetras. Ela permitiu a publicação da sua foto, sabendo que compartilha com uma grande causa, que é o respeito ao nascimento.


Câmara Municipal de Belo Horizonte vai fazer Campanha Pelo Parto Normal
A Câmara Municipal de Belo Horizonte promoveu uma audiência pública para analisar a epidemia de cesarianas no Brasil, diante do índice de 52% de 2011, que superou o de partos normais. A audiência foi convocada por um trio de vereadoras, que forma a Comissão pelos Direitos Humanos,Maria Lúcia Scarpelli, Neusinha Santos e Lúcia Helena. Elas convidaram representantes da Comissão Perinatal, da Secretaria Municipal de Saúde, da Unimed BH, da Sociedade Mineira de Ginecologistas e Obstetra (Sogimig), da Associação Brasileira de Enfermeiras Obstetras (Abenfo), do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e a ong Bem Nascer, que tive a honra de representar.
Abaixo, o discurso que preparei para aquele momento. Atendendo a pedidos, decidi postar. Posto aqui neste meu blog porque acredito que este assunto interessa a todas as pessoas. É muito bom também para a comunidade de Carmo do Rio Claro, pois sabemos que é alto o índice de cesáreas na cidade.
"Cumprimento os meus colegas de mesa e meus companheiros na luta pela humanização do nascimento. Estou aqui representando a ONG Bem Nascer, que nasceu de mim e do obstetra Marco Aurélio Valadares há dez anos. Estar aqui é uma honra e mostra que conquistamos um lugar em Belo Horizonte. Estamos com a voz no trombone.
Estou aqui em defesa da mulher, privada do seu direito a ter seu filho da forma fisiológica e natural. Em defesa da ecologia do nascimento. Em defesa do nascituro, que também se vê privado de um nascimento segundo a natureza do seu ser. Em defesa da vida e da preservação da espécie. 52% dos brasileiros nasceram de cesariana no ano passado. Mais de hum milhão e quinhentos mil brasileiros e brasileiras. O pisque alerta acendeu. 52% de crianças foram retiradas do útero, muitas vezes prematuramente.
E isto tem conseqüências nesta mulher e nesta criança?
Gostaria de pedir aos senhores que se colocassem no lugar desta criança. Os estudiosos da regressão intra-uterina atestam que o bebê decide a hora de nascer. Ele está se preparando para o seu nascimento, ainda não está preparado. Está dentro da bolsa, tranquilo, quando se depara com um bisturi cortando o seu casulo e com duas mãos o retirando do útero. Muitas vezes, ele está tão encaixado que tem que fazer força para retirá-lo. Dizem os que passam por terapias psicológicas e que conseguiram reviver seus nascimentos por cesariana que naquele momento não registraram a presença da mãe. O bebê é, então, muito mais incomodado para tirar os mucos, que saem naturalmente em um parto normal, o nariz é sugado e coloca-se sondas que vão até o estômago do nenê.
Eu pergunto, é saudável nascer assim? É uma boa experiência para esta criança?
Dr. Michel Odent, renomado obstetra francês e um dos papas da humanização do nascimento, faz uma relação entre o excesso de cesáreas e o aumento da violência urbana. Chega a declarar que tem medo de andar à noite em cidades onde os índices de cesárea são altos. Acredita que a forma de nascer repercute na forma de viver. E que para mudar o mundo, há que se mudar a forma de nascer.
O problema se agrava quando há um efeito cascata. O nenê nasce de cesárea, não é amamentado, é terceirizado para empregadas ou escolinhas, com a mãe ausente de casa, assim como esteve ausente do parto. Estas opções modernas vão cobrar o seu preço quando essa criança atingir a adolescência e a mãe não tiver link com seu filho, o vínculo estará rompido. Há hormônios em atividade durante o trabalho de parto que, já está provado, favorecem o vínculo entre a mãe e o filho, fazem emergir o instinto materno. Odent costuma dizer que as crianças estão nascendo com déficit de amor, pela ausência de ocitocina – o hormônio do amor – nas cesáreas eletivas, realizadas muitas vezes com 37 semanas. Uma pesquisa recente realizada na Europa mostrou que crianças com 37 semanas apresentam os mesmos problemas dos prematuros de 32 semanas. Portanto, ele ainda não estava pronto.
Uma outra pesquisa mostrou que 70% das mulheres começam a gravidez desejando um parto normal, ao final, 30%, e apenas 10% conseguem. Por quê? O que influencia a mulher no decorrer da sua gravidez? Os médicos em seus consultórios dizendo que o bebê tem o cordão umbilical enrolado no pescoço, o líquido amniótico diminuiu, a mãe não tem passagem, o bebê está em sofrimento... Sabemos que a maior parte das cesáreas não foi realmente necessária. A Organização Mundial de Saúde preconiza 15%, apenas esse percentual de mulheres demanda cesarianas.
A cesárea atende a quem? À comodidade dos médicos? À uma opção das mulheres?
O Ministério da Saúde está fazendo um checkup do nascimento no Brasil, uma pesquisa desenvolvida pela Fiocruz – Nascer no Brasil, que deve responder a estas questões.
Hoje, diversos movimentos sociais pedem respeito ao nascimento. Muitas mulheres, nesse universo de cesáreas, demandam uma assistência baseada em evidências científicas, menos intervencionista e muitas desejam parto normal, de cócoras, na água, domiciliar. Outras, passam o pente fino para escolher um médico que atenda a seu desejo e que permita o seu protagonismo no parto. Mas elas não encontram esse caminho com facilidade. Elas não têm sequer o direito de agachar para ter seu filho, ela tem que se deitar na conhecida posição de frango assado, uma posição totalmente anti-fisiológica. As evidências científicas mostram que a posição de cócoras favorece o parto normal.
A Bem Nascer ajuda a dar esclarecimentos e mostrar às nossas mulheres, as possibilidades que elas têm em Belo Horizonte, no SUS e maternidades privadas. Realizamos rodas de conversa, as Rodas Bem Nascer no parque Municipal e Parque das Mangabeiras. Fazemos parte do Movimento BH Pelo Parto Normal e das reuniões mensais da Comissão Perinatal e pretendemos levar até eles, representantes das maternidades públicas, as demandas que recebemos nestas rodas de conversa.
O parto demanda respeito
Respeito às escolha das mulheres, principal protagonista deste evento. Respeito à e da família. Respeito ao pai e do pai. Respeito da equipe de saúde que cerca o cenário do parto: o obstetra, a enfermeira obstetra, a doula, o pediatra, o anestesista. Todos devem lidar com o nascimento como algo sagrado e único na vida daquele ser. O que é mais um dia de trabalho na rotina dos profissionais, é o primeiro na vida daquele ser humano.
Respeito da mulher por si mesma, respeitando suas escolhas e seus limites. Respeito da instituição –da maternidade por sua cliente, pela mulher, pela criança, oferecendo a elas uma assistência baseada em evidências científicas. Percebendo as demandas de seus usuários. Não ir na contra-mão de toda uma rede que trabalha, hoje, em prol do parto normal. A começar pela OMS, pelo Ministério da Saúde, com a Rede Cegonha, chegando ao municipal com o Movimento BH pelo Parto Normal.
Valéria Soares, minha sobrinha, saiu de São Paulo para parir Ian em BH em setembro, sabia da rede de apoio que teria. Usufruiu do “SUS” , nas terapias integrativas oferecidas pelo Hospital Sofia Feldman, e da assistência privada, tendo seu filho na Maternidade Santa Fé. Lá, ela conquistou o direito de ter seu parto de cócoras, de ter seu bebê em seu peito logo após o nascimento, mas porque tinha um médico adepto à humanização. Se chegasse lá e fosse atendida no plantão, com certeza não teria acesso à cadeira de parto e a outros procedimentos menos invasivos e se veria diante da frieza dos protocolos institucionais. Em Belo Horizonte, a maternidade do Unimed Dia e o Mater Dei estão mais abertos a acolher as mães que demandam partos em ambiência favorável e os quartos PP estão sendo utilizados. Sabe-se que nós, mulheres não precisamos ir para os blocos cirúrgicos para terem nossos filhos naturalmente. Há que simplificar o parto, é mais barato, é comprovadamente o melhor para a mãe e a criança.
Se analisarmos a história do parto ao longo do tempo, veremos que o parto era um evento eminentemente feminino – coisa de parteira, de comadre - e o homem entre aspas ocupou esse lugar, com a figura do médico, que reluta em compor uma equipe multiprofissional e permitir a inserção da enfermeira obstetra no cenário. Já está comprovado que, com a presença da parteira acadêmica no momento do parto, muitas cesáreas seriam evitadas. Alguns querem garantir que o parto é um ato médico. Os médicos foram treinados para intervir, acabar com aquela dor entre aspas. As enfermeiras, para acolher, assistir e têm mais paciência e disponibilidade para dar o tempo necessário ao parto. Mas, no Brasil, embora a Rede Cegonha preconize a inserção da enfermeira obstetra no sistema, elas ainda não conquistaram este lugar na maior parte das maternidades. Aqui mesmo em Belo Horizonte, elas somente têm esse espaço no Maternidade Risoleta Neves e Hospital Sofia Feldman. Nos outros hospitais, elas chegam apenas à sala do pré-parto.
Os médicos relutam por causa da reserva de mercado. Não compreendem que continuam tendo seus lugares, quando há intercorrências que demandem intervenções médicas. Eles foram treinados a intervir, a minorar as dores, a fazer cirurgias. As enfermeiras podem ser grandes ajudantes destes médicos sem tempo para dar tempo ao tempo do parto normal. Com os médicos fazendo residência no Risoleta Neves e, agora, no Sofia Feldman, esse cenário pode mudar, muitos vão aprender a assistir em outro modelo, mais humanizado, menos intervencionista e baseado em evidências científicas.
A cesárea atende às conveniências dos médicos? Das mulheres?
Dos médicos, sabemos que, na grande maioria dos casos, sim. As cesarianas aumentam em vésperas de feriados. Muitas mulheres também optam pela cesariana, mas acreditamos que, grande parte delas, por falta de informações. Gerou-se uma cultura de que a cesárea é mais segura. Mas é uma cirurgia. E em cirurgias, sempre há riscos.
Correr este risco sem necessidade?
Essa é uma cultura recente, trinta anos mais ou menos, e vem de uma sociedade que foge da dor, da morte, do sofrimento. Nós, mulheres que conquistamos partos normais sabemos que a dor do parto é dor, mas não precisa ser sofrimento. Há inúmeros métodos não farmacológicos de alívio à dor, já experimentados por várias mulheres, que transformam o parto em uma experiência prazerosa. Sabemos também que saímos transformadas de uma vivência de parto normal, este empoderamento nos dá poder para outras situações de nossas vidas.
A questão é de saúde pública e de saúde financeira. A assistência cirúrgica vai demandar muito mais medicamentos, fios para costurar... É mais cara para o SUS e os planos de saúde. Demanda mais tempo de internação para a mãe e para o filho, e deles, muitos terminam no CTI neonatal para acabar de completar o amadurecimento dos pulmões, que seriam naturalmente amadurecidos no ventre. O nenê mama remédios e, ao invés de ir para sua casa, fica internada entre frias máquinas e profissionais de jaleco. Pode, ainda, carregar seqüelas físicas, problemas pulmonares pelo resto das suas vidas. Ocorre no Brasil uma epidemia de prematuridade.
Belo Horizonte registrou o maior índice de crianças de baixo peso. Eu pergunto, quantas nasceram de cesárea?
Michel Odent questiona, onde vai parar essa humanidade pós-cesárea, pois nunca houve algo igual em toda a nossa história. Os médicos, pequenos deuses, devem repensar o seu papel e abrir espaço para outros profissionais, as mulheres, demandam esclarecimentos sobre as reais implicações de uma cesariana e os benefícios do parto normal.
O Ministério da Saúde tem feito uma intervenção interessante com a Rede Cegonha, que pode fazer diferença no cenário do parto no futuro. A ANVISA está orientando as maternidades a construírem quartos PPP (onde a mulher fica no mesmo lugar no Pré Parto, Parto e Pós-parto), mas muitas fazem o quarto para apresentarem para a fiscalização - PPP para Anvisa ver - e as mulheres continuam indo, teimosamente, para o bloco cirúrgico, algumas vezes porque o anestesista ou a pediatra só aceita atender a mãe ou a criança no bloco cirúrgico.
Houve alguns avanços, como a extinção dos berçários, a presença de um acompanhante no parto, mas muitas delas ficam sozinhas no pós-parto em algumas maternidades privadas; a inserção de doulas comunitárias no SUS. Doulas foram treinadas para atender no Hospital Dia da Unimed, mas ainda não foram aceitas pelas equipes. Embora, há pouco, uma médica de lá, adepta das doulas, disse que vai solicitar que elas assistam em seus plantões. Ela já reconheceu a importância da doula na equipe de assistência. As enfermeiras obstetras, quando forem aceitas pelos médicos, vão comprovar como enriquecem a equipe.
Estamos caminhando, mas temos que caminhar mais rápido e abrir caminho para que as crianças de agora e do futuro tenham um parto humanizado e um
bom acolhimento da família. Meus aplausos à iniciativa da Câmara promovendo essa audiência pública, muito bem vinda. E obrigada, em nome de nossas mães e nossos pais, pelo convite à ONG Bem Nascer. Espero ter colocado uma pulga atrás das orelhas, levantado um questionamento interno nos profissionais de saúde e nos políticos que atuam nesta casa e que, de alguma forma, podem contribuir para a mudança de cultura.
E volto a repetir Michel Odent, “para mudar o mundo, há que se mudar a forma de nascer."

Eu pergunto:

E a Câmara Municipal de Carmo do Rio Claro, vai se aliar à Organização Mundial de Saúde, ao Ministério da Saúde - que está implantado a Rede Cegonha, à Secretaria Estadual de Saúde, com o programa Mães de Minas (um braço da Rede Cegonha), à ANVISA que fiscaliza a rede suplementar, aos movimentos sociais?


sexta-feira, 2 de março de 2012

Eu com meus filhos!

Coisa mais difícil hoje é a gente se reunir. Esta é a primeira foto que eu tenho com meus filhos. Todos são muito queridos. A primeira é a Iana, ela tem 24 anos e faz Design Gráfico, a segunda é a Ayrá Sol, rapinha do tacho, bailarina do Palácio das Artes e o outro é o Iago, o meu mais velho. Formou-se em Sociologia na UFMG e está fazendo seu caminho.

Sou muita grata a Deus pelas suas presenças em minha vida!!!

UAI!

Recebi uma contribuição do meu querido primo, Ricardo Pereira. Ele disse que encontrou referências ao nosso tão querido UAI. Segundo ele, a professora Dorália Galesso fez uma pesquisa sobre o tema para JK. Ela descobriu que a palavra era um código usado pelos inconfidentes para se comunicarem. Quando alguém batia à porta, a senha era UAI - traduzindo U de União, A de Amor e I de Independência.

Primo, já ouvi falar que uai deriva do Why, usado pelos ingleses nas terras de Minas Gerais.

Mas, uai, qual a origem correta?

Ricardo, obrigada pela visita e contribuição.