Esta foto irreverente, tirada na Aparecida do Norte reflete bem o caráter livre do Tio Toninho. Ele vivia às voltas com maritatacas e passarinhos. Criou um urubu que se chamou Pepita. Vou contar uma histórinha dele interessante. Ele teve câncer na garganta. Um dia, parou na casa da Claudete. Era muito querido por lá. Chegou, pôs a mão na garganta acenando que não podia mais falar. Foi um caos, foi mulher chorando para todo lado. Ele sentou-se na mesa da cozinha e pediu um papel, onde pediu: mingau, o que foi feito imediatamente. Ele comeu e foi embora. Quando entrou no seu fusquinha branco, gritou para dentro da casa: Ô cambada de gente boba!
sábado, 8 de setembro de 2012
Encontre-se na foto da JUC 1970
Encontro da JUC (Juventude Unida Carmelitana) , no Colégio Montfort. A turma rezava!Estou vendo o Dito e a Terezinha, a Bel, a Irmã Veroneze, o então Biel (Gabriel Vilela), ao meu lado. Lá em cima, eu vejo a Thaís e a Filó, a saudosa Vaninha, o Zé Marco, a Jaqueline, a Tetê, a Tóia, a Solange, esqueci agora o nome da filha da Dona Hosana, a Berenice, a Rosa...Lá em cimão, está o Biquinho, ao lado da Heloísa e abraçado com quem? Vejo ainda o Pedro Lúcio, a Ritinha Qual o nome do rapaz do violão?
À beira d´água!
O aterro foi ponto de encontro da turma. No alto, tomando uma cervejinha no Sô Zé. Embaixo, havia chegado uns amigos do Luís Eduardo Palacine, acamparam no aterro. Fomos lá visitá-los. Este da frente, agachado, era um tremendo de um gato, chamava-se Chico e eu, modestamente, consegui conquistá-lo.
Momentos que ficaram guardados na memória.
Momentos que ficaram guardados na memória.
Eles eram tão bonitinhos!
A foto de cima era uma quermesse que rolava no Colégio. Da esquerda para direita: Venerando Reis (Nôno) Lurdinha Marinho, Cesar Marinho (eu), Minha Mãe Maria Augusta Marinho e Meu Tio Didi, Emídio Marinho Filho. Servido de Base uma Rural Willis Overland. Provavelmente 1968. (informações enviadas pelo Boquita) Os peregrinos
O pessoal lá de casa não pensa em outra coisa que não seja caminhar. Elas já fizeram várias vezes o Caminho da Fé e, no mês passado, inauguraram o Caminho da Serra da Canastra. Tata e Pepeca não perdem uma. A última caminhada contou com a presença da Nana de Minas. Veja fotos de algumas destas caminhadas.
Conheça os prefeitos de Carmo do Rio Claro
Pedro Augusto Correia - 1931 a 1936
Casemiro de Sena Madureira - de 1936 a 10/05/1946
Brás da Silva Vilela - 10/5/1946 a 31/12/1946
De 31/12/1946 a 2/4/47 assumiram: Sebastião José Soares, Profa.Maria Stela Marinho e José Maria da Silva
José Evaristo Santana - 1947 a 1948
Geraldo Andrade Vilela - 1948 a 1951
José Evaristo Santana - 1951 a 1955
José Evaristo Santana - 1951 a 1955
Geraldo Andrade Vilela - 1955 a 1959
Roberval Teixeira Bueno - 1959 a 1963
Venerando Domingues dos Reis Júnior - 1963 a 1967
José Evaristo Santana - 1967 a 1971
Fernando Rafael Macedo - 1971 a 1973
Paulo Carvalho - 01/2/1963 a dezembro/1973
Luís Introcaso Neto - dez/1973 a 31/11977
Francisco Soares da Silva (Chico Neca) - 31/1/1977 a dez/1978 e de março/1979 a jan/1982
José de Oliveira Neves - janeiro a fevereiro de 1979
João Batista Borges 1/2/1983 a julho de 1986 e3 de 9/9/1986 a 1/1/1989
Sebastião José Soares - 27/8/1986 a 9/9/1986
Ângelo Leite Pereira - 1/1/1997 a 31/12/2000
Sebastião Luis Marques - 10/5/1992 a 15/6/1992
Dr. José Romunal Fialho Cronemberger - 1/1/1993 a 31/12/1996
Ângelo Leite Pereira - 1997 a 2000
João Batista Borge - 2001 a 2004
Ângelo Leite Pereira - 2005 a 2008
João Batista Borges - 1/1/2001 a 31/12/2004
Cida Vilela -atual prefeita
Casemiro de Sena Madureira - de 1936 a 10/05/1946
Brás da Silva Vilela - 10/5/1946 a 31/12/1946
De 31/12/1946 a 2/4/47 assumiram: Sebastião José Soares, Profa.Maria Stela Marinho e José Maria da Silva
José Evaristo Santana - 1947 a 1948
Geraldo Andrade Vilela - 1948 a 1951
José Evaristo Santana - 1951 a 1955
José Evaristo Santana - 1951 a 1955Geraldo Andrade Vilela - 1955 a 1959
Roberval Teixeira Bueno - 1959 a 1963
Venerando Domingues dos Reis Júnior - 1963 a 1967
José Evaristo Santana - 1967 a 1971
Fernando Rafael Macedo - 1971 a 1973
Paulo Carvalho - 01/2/1963 a dezembro/1973
Luís Introcaso Neto - dez/1973 a 31/11977
Francisco Soares da Silva (Chico Neca) - 31/1/1977 a dez/1978 e de março/1979 a jan/1982
José de Oliveira Neves - janeiro a fevereiro de 1979
João Batista Borges 1/2/1983 a julho de 1986 e3 de 9/9/1986 a 1/1/1989
Sebastião José Soares - 27/8/1986 a 9/9/1986
Ângelo Leite Pereira - 1/1/1997 a 31/12/2000
Sebastião Luis Marques - 10/5/1992 a 15/6/1992
Dr. José Romunal Fialho Cronemberger - 1/1/1993 a 31/12/1996
Ângelo Leite Pereira - 1997 a 2000
João Batista Borge - 2001 a 2004
Ângelo Leite Pereira - 2005 a 2008
João Batista Borges - 1/1/2001 a 31/12/2004
Cida Vilela -atual prefeita
Ângelo na cabeça!
O candidado à prefeitura de Carmo do Rio Claro, Ângelo Leite Pereira nasceu na cidade, em 22 de abril de 1948. É filho de José Pereira e Valda Leite Pereira. Estudou no Grupo Escolar Cel. Manoel Pinto e depois cursou Adminsitração. Casou-se com Heloísa Martins Marques Pereira com quem teve duas filhas: Andréia e Helena. Iniciou a vida política como vereador em 1982 e se elegeu prefeito em 1989. Foi eleito novamnente em 1977 e em 2005. Entre suas principais realizações estão:.jpg)
.jpg)
(Estas informações foram retiradas do livro A Pequena Notável - Carmo do Rio Claro, de Eugen Emmerick Horváth)
Infelizmente não voto no Carmo, mas recomendo o voto para o Ângelo. Uma vez pessoa o procurou, dizendo que recebera uma mensagem da santa Nhá Chica, dizendo que ele tem uma grande missão em Carmo do Rio Claro. Vamos dar mais uma chance para o Ângelo. Tenho certeza que a categoria dos voadores agradecem.
Origem do Itacy
A Zona Rural do Carmo ocupa uma área de 865,45 km quadrados. Existem vários bairros rurais. São eles:
Itaci,Mandembo, Três Barras, Santa Quitéria, Itapixé, Ferreiras, Furna, Taquaral, Buracão, Santa Luzia e Leandros.
A origem do Itaci é bem anterior à do Carmo, está diretamente ligada à linhagem das famosas três "ilhoas" que vieram da Ilha do Fayal, dos arquipélagos portugueses paa a região das minas, em 1723. Uma delas, Júlia Maria da Caridade veio para se casar com Diogo Garcia, também natural da mesma ilha. Seus descendentes se espalharam pela maior parte das bacias do Rio Sapucaí e Rio Grande. Uma de suas netas, na década de 1770, estabelecendo-se com a fazenda, funda uma capela junto ao Rio Sapucaí, já perto da sua barra no Rio Grande, dedicada ao Senhor Bom Jesus do Itaci. (Informações - A Pequena Notável - de Eugen Emmerich Horváth)
História do Itacy contada por Donana Lemos e registrada no Livro Um Quadro de Saudades - Carmo do Rio Claro, de Celeste Noviello Ferreira.
Nos primeiros tempos era uma uma propriedade plantada em lavoura de café, às margens do Rio Sapucaí, sendo seus proprietários, Sr. Francisco Pinto e esposa Donana, mais tarde viúva e apelidada Donana do Porto. Existia no Itacy, antes de construir a primeira capela um assobradado. Havia uma ponte de madeira sobre o rio Sapucaí e um porto para passagem de boiadas. A propriedade de Donana do Porto, por morte sua, passou a pertencer a Manoel Goulart de Andrade e Sua esposa Dona Maria Goulart de Andrade, que doaram onze alqueires de terras à Diocese de Campanha (MG), para que fosse construída uma capela. Em torno ela começou ao arraial do Porto Ponte, sendo venerada na citada capela a imagem de Bom Jesus dos Aflitos, que antes pertencia a três fazendas: Córrego Bonito, propriedade de Manoel Ignácio de Andrade; Itacy, de propriedade de Manoel Pereira de Carvalho, e Santa Rosa, de Jonas Pinto Vilela. ...
Itacy pertenceu muitos anos à Boa Esperança. Em virtude da dificuldade no transporte e por amor ao Car o, os dinâmicos fazendeiros, já falecidos, José de Andrade Lemos, Antônio de Oliveira Leite, Joaquim Benfica Vilela e Gabriel da Silva do Ó, auxiliados por outros, conseguiram a passagem do município para o Carmo.
Todo dia 6 de agosto acontece no Itaci a tradicional festa de Senhor do Bom Jesus dos Aflitos. Leilões, procissões e bailes atraem visitantes do Carmo e de toda a região.
Olhos de Passarinho
Você é gesto de Deus
Limpo como água de fonte
Seus olhos parecem
olhos de passarinhos
Inocentes
O orvalho
A primeira chuva
A estrela Dalva
O sol do amanhecer
Meu bichinho
Minha cria
Minha sina
Recria em mim outra infância!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
"Face" a Face
A Áurea, filha da Dona Bernadeth e o Norzinho, herdou a veia engraçada do pai. Estar com ela é estar constantemente rindo. Esta foto eu capturei do seu Face. Ela e um colega de trabalho. Muito engraçada.
Bons tempos!
Julho, década de 70. O Carmo recebia visitantes de vários lugares. Muitos carmelitanos tinham migrado para o Rio de Janeiro, na década de 50 e, mais tarde, na década de 60/70, foram em massa para São Paulo. Julho era tempo de voltar para o Baile dos Carmelitanos Ausentes. Nossa vida era animada, nossa turma era conhecida por Turma do Marcelo. No feriado, os amigos começavam a chegar. De Belo Horizonte, vinha meu primo Ricardo, o Tião, com os amigos Caetano, Tasso (?), Duda - que era fofo demais e nos deixava louca! Do Rio, vinha o Big Boy, mostrando aquele pele morena carioca, malhado. Com ele, aprendemos a nadar na piscina do GEC com técnica correta. E muitos outros. Durante o dia, ou íamos para o aterro ou balsa nadar, ou jogar vôley no Ginásio ou sentar no banco da praça pra conversar fiado. Este era um programa que persistia em tempos de férias, em tempos de aula. Todos os dias, a gente ia ver o Pôr, o pôr-do-sol. A Edna do Alípio gritava à porta: Vamos ver o Pôr!
Na primeira foto: Maísa, Dedete, uma prima dela, a Edna e as filhas da Nivaldal - Carla, Cláudia e Cleise.
Na foto debaixo, a Dodora, a Maria do Carmo Soares, a Bel, eu e a Cláudia. Lá atrás, a Berenice e seu marido, no casamento do Luizinho com a Maria Eunice, no GEC.
Na primeira foto: Maísa, Dedete, uma prima dela, a Edna e as filhas da Nivaldal - Carla, Cláudia e Cleise.
Na foto debaixo, a Dodora, a Maria do Carmo Soares, a Bel, eu e a Cláudia. Lá atrás, a Berenice e seu marido, no casamento do Luizinho com a Maria Eunice, no GEC.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Ana Maria dá nome a troféu de teatro.
O prêmio do XI Festival de Teatro Escolar Escola Fazendo Cena,, promovido pela Escola Vencer, homenageia minha irmã, Ana Maria Vilela Soares. O festival é aberto a todas as escolas de Carmo do Rio Claro, da zona rural ou urbana. As apresentações aconteceram no Auditório Municipal Carmelitana Figueiredo Santana, antiga Capela. A homenagem é merecida, pois Ana Maria é um ícone da cultura carmelitana e contribuiu muito com a pesquisa e lançamento do livro sobre a FamíliaVilela do município.
Foto: nanademinas.com.br
Veja a homenagem no :
http://www.youtube.com/watch?v=dP9ZAJqF9ts&feature=player_embedded
Internet nas praças do Carmo
Carmo terá internet gratuita em todas as praças
Está está em fase de testes a implantação do serviço de internet gratuita em todas as praças da zona urbana de Carmo do Rio Claro.A empresa vencedora da licitação e que irá gerir o serviço no município é a Vante com sede na cidade de Passos.O serviço a ser implantado abrangerá todas as praças da cidade, “é uma forma de facilitar o acesso à internet para todos os carmelitanos, que com isso não dependerão de provedores ou mesmo de operadoras”, disse o responsável pela empresa.
Para acessar a internet nesses locais, basta que o usuário tenha com ele o aparelho que possua disponibilidade de acesso, como celular, notebook, tablet e outros, “a partir da implantação, basta que o usuário esteja com o seu celular ou qualquer outro aparelho que tenha acesso a internet, independente de operadora do celular, inclusive sem a necessidade de modem nos aparelhos como notebook”, disse o responsável pela empresa.
domingo, 2 de setembro de 2012
Carmo tem praga de padre?
"O
Carmo tem praga de padre"
Sempre ouvi essa máxima. “Essa praga foi
lançada pelo Pe. Cipriano Canton, por volta de 1918/20. A sociedade estava
criticando a sua conduta, ele então foi embora dizendo: O Carmo dará um passo
para frente e dois para trás". Conta o Job, que ele foi embora de balsa e lançou a praga
balançando um lencinho branco em direção ao Carmo e isentou da praga e abençoou
a família Figueiredo.
Os padres
Padre Marcelo
Era cheio
de pompa e protocolo. Usava barrete na cabeça, sapatos de fivela. Ele criou um
embaraço no carnaval, convocando as beatas para fazerem um manifesto à noite
contra o carnaval. Nessa época, a igreja funcionava na Capela
O Tião
da Lola, meu irmão, completou essa história. As beatas se colocaram em frente a
capela. A banda de música veio vindo da praça.
Um bloco na frente, a banda de música e um bloco atrás. O bloco da frente foi
andando e a banda não viu que havia uma barreira de beatas e continuou tocando.
Segundo o Tião, se a banda estivesse na frente, o carnaval do Carmo tinha
acabado. Resultado: o cortejo continuou em direção à capela e o padre e as
beatas fugiram correndo.
Ele reuniu as beatas na
Capela, dispostas e entrar na frente dos blocos que vinham descendo ao lado da
igreja. Vinha um bloco, no meio a banda, e atrás, outro bloco. Elas se postaram
na frente da capela. Mas como a banda estava no meio, não viu e continuou
tocando e, assim, os blocos continuaram. As beatas fugiram. "Se não fosse
a banda estar no meio, se ela estivesse à frente, teria acabado ali o carnaval
do Carmo." Ainda bem que até hoje ele desce a Wenceslau livremente.
Padre Ênio Romangholi
Ele estava apitando um jogo. Treinava
os alunos no Campo do GEC. A certa altura, Rubens Palacine pediu para passar a
bola. O sujeito passou com muita força
- Menas força! Gritou o Rubinho.
Padre Ênio tirou o apito e respondeu:
- Menos não, menor força. Adverso não
vareia.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Uma perda lamentável!
Faleceu há dois dias a minha prima, Maria Alice Figueiredo, de problemas advindos de uma operação de vesícula. Devia ter mais ou menos 61 anos. Era agrônoma e residia em Curitiba. Passou o natal conosco no Porto, ao lado de toda a família e do seu marido, Álvaro. Ficamos muito tristes com a notícia, a despedida sempre nos pega de surpresa. Não podíamos imaginar que aquela, era última vez que veríamos a prima.
Maria Alice era chamada pelos irmãos de Ice. Eu me lembro quando vinha nos visitar. Era uma moça bonita, tinha então 18 anos. Eu ficava muito orgulhosa de ver que, aquela moça chamava a minha avó de vó e era minha prima. Era filha do Tio Luiz e da Tia Santa. Tio Luiz era irmão do papai e morou muitos anos em Jaguapitã, no Paraná. Tia Santa era prima prmeira do Tio Luíz, filho do Tio Piruá, que morava em Passos.
Eles tiveram oito filhos. Destes, três já se despediram e foram para o andar de cima: o Gordo, a Joana e, agora, a Maria Alice, para tristeza de todos nós. A Tia Santa morreu com 95 anos no ano passado.
Que Deus dê conformidade a todos pois, como se diz, a morte faz parte da vida. Que os anjos de luz a acolham em sua glória.
Maria Alice era chamada pelos irmãos de Ice. Eu me lembro quando vinha nos visitar. Era uma moça bonita, tinha então 18 anos. Eu ficava muito orgulhosa de ver que, aquela moça chamava a minha avó de vó e era minha prima. Era filha do Tio Luiz e da Tia Santa. Tio Luiz era irmão do papai e morou muitos anos em Jaguapitã, no Paraná. Tia Santa era prima prmeira do Tio Luíz, filho do Tio Piruá, que morava em Passos.
Eles tiveram oito filhos. Destes, três já se despediram e foram para o andar de cima: o Gordo, a Joana e, agora, a Maria Alice, para tristeza de todos nós. A Tia Santa morreu com 95 anos no ano passado.
Que Deus dê conformidade a todos pois, como se diz, a morte faz parte da vida. Que os anjos de luz a acolham em sua glória.
domingo, 26 de agosto de 2012
Deliciosas Histórias do Coró - A família JACOB
Uma das melhores contribuições da cultura sírio-libanesa é a culinária. Ela faz parte da culinária carmelitana. Toda a população consome pão de chapa, chancliche e quibe em seus cardápios diários. O melhor pão de chapa da cidade é o da Dagraça. Ela distribui para as padarias e supermercados da cidade. O meu querido Coró tem escritos histórias deliciosas no Facebook. Ele é descendente de sírios-libanesas e conta aqui a historia da sua família. Ele é filho do Tãozinho que vestiu nossos pés durante toda a infância, tinha uma sapataria e da Dona Iracy, tão doce e tão querida! Deixo para vocês as lembranças do Coró.
Histórias do Carmo
Da Síria, do Líbano, de Jorge e Ássima Jacob, de Alberto Jacob e de Norzinho
Havia no Carmo uma relevante colônia de sírio-libaneses. Começaram a vir para o Sul-de-Minas na década de 1890, fugindo da falta de perspectiva econômica da região, então dominada pela política turco-otomana e também porque o império turco-otomano estava dizimando aquelas populações, estuprando as mulheres, saqueando as cidades e obrigando os cristãos do norte do Líbano - origem daqueles que vieram para o Carmo – a servir o exército turco-otomano. São denominados até hoje de sírio-libaneses, pois a Síria e o Líbano faziam parte de um único país e estiveram por muito tempo ligados; compunham juntos o Império Turco-Otomano, passando a pertencer a França após a Primeira Guerra Mundial, quando foram administrativamente separados. Os sírio-libaneses são erroneamente chamados de “turcos”, pois quando emigravam, recebiam passaportes turcos, mas tinham ódio mortal por este povo. O filme “Lawrence da Arábia” conta uma parte desta história.
O Brasil, na época, atravessava a sua primeira fase de urbanização e industrialização, o que propiciava um clima muito favorável a novos negócios. Diferente dos imigrantes europeus, que vinham em busca de terras para cultivo, os libaneses encontraram nas cidades um local para a criação de indústrias e casas de comércio. A maioria deles começou a sua vida no país vendendo mercadorias de porta em porta como mascates (do árabe “Masqat”, cidade no golfo de Omã). Muito disciplinados com dinheiro, enriqueceram e foram responsáveis pela abertura de pequenas confecções e lojas de tecidos. Vários dos libaneses que vivem ou viveram no Brasil colaboraram inclusive com o desenvolvimento do próprio Líbano, com envio ao país de recursos que propiciaram a construção de hospitais, escolas e bibliotecas. E, claro, ajudaram o Brasil em seu desenvolvimento também. E no Carmo, como no restante do país, muitos são os descendentes de sírio-libaneses que conhecemos e com quem convivemos, somos parentes, casamos, somos amigos e que tem uma grande história, que acabou se misturando com a história do Brasil.
Vindos da cidade de Basbina, estado de Akar, norte do Líbano, onde nasceram, também vieram para o Carmo Jorge Jacob e Ássima Calilio Jacob. Chegaram a se mudar do Carmo para Honduras, mas acabaram por retornar a esta terra de que tanto gostavam. Aqui formaram família, e seus filhos, Nemésio Jacob, Tunito Jacob, Suraia Jacob, Alberto Jacob, Zecão Jacob, Julieta Jacob, Júlio Jacob, Olga Jacob, Iracy Jacob e Paulo Jacob, são bastante conhecidos. Alguns são mais conhecidos, pois moraram no Carmo suas vidas inteiras. Tunito Jacob, pai de Dimas Jacob, Zecão, marido de Inês Agostini, Olga Jacob, esposa de Emídio Marinho (Didi) e Iracy Jacob, esposa do Tãozinho, do Cine Guarany. Tunito, diminutivo de Antônio, tem seu apelido originado em Honduras onde nasceu, e também vem de Honduras o nome do loteamento, hoje bairro Honduras, que Suraia fez juntamente com seu marido, Antônio David.
E essa grande família fez muitos amigos no Carmo. Um deles, o saudoso, memorável e muito espirituoso Norzinho, que era considerado “de casa”. Honor chegava e saía conforme sua vontade. Tinha liberdade de chegar em horários de refeições, se sentava e comia como qualquer um da família. Tecia por Dona Ássima um respeito singular. Ela não se adaptou ao português e não conseguiu aprender bem a língua, mas transmitia a todos as regras da casa, e Honor entendia muito bem do que ela não gostava. E ela, por seu lado, gostava do Norzinho, pois o achava engraçado, mesmo não entendendo bem as brincadeiras que ele vivia fazendo com todos.
A casa da família Jacob era enorme e parte dela ainda existe. Fica onde hoje é a farmácia São Geraldo e na casa mora atualmente Dona Fiinha, doceira. A casa, na verdade, fazia parte de um pequeno sítio que ia daquela esquina até o córrego. Tunito tinha um pequeno retiro de leite e havia a casa e o ponto de comércio na frente, na esquina. Nos fundos da casa havia um jardim, belíssimo, com fonte e todo ladeado de hortênsias. Esta residência de Jorge Jacob foi a primeira a ter banheiro dentro de casa no Carmo. Antes, todas tinham os banheiros no quintal. Os carmelitanos o criticaram muito por isto na época, mas sabia o que estava fazendo, pois como viajava sempre para o exterior, incorporou essa comodidade facilmente. Havia também um pomar com muitas frutas, desde peras até uvas. Tudo muito bem cuidado. Jorge Jacob cuidava especialmente do parreiral e quando as uvas estavam maduras chamava toda a família e amigos e dava a cada pessoa uma pequena tesoura para cortar dos cachos de uva, não podia arrancar, e todos se deliciavam.
Na mocidade, Norzinho era amigo inseparável de Alberto Jacob. Aos 20 anos tinham os mesmos gostos: pouca bebida, muita dança, muitos bailes, dançavam bem, muita farra e muita conversa com amigos até altas horas. Só uma coisa preocupava Alberto: a hora de chegar em casa. Dona Ássima era rigorosa com horários, pois como toda mãe, se preocupava. E se havia algo que aquela libanesa robusta não gostava mesmo era de se preocupar. E naquele dia os dois amigos erraram a hora e Alberto já sabia que o clima não estaria bom em casa. Resolveu chamar Norzinho para dormir em sua casa, pensando que estando com Honor, sua mãe não externaria sua insatisfação com o seu deslize com o horário. E Alberto sabia muito bem como era Dona Ássima quando estava contrariada... Norzinho aceitou sem pestanejar, afinal, que problema poderia haver em dormir na casa de pessoas tão queridas? Pois bem, chegando em casa, todos dormindo, Alberto ofereceu sua cama para Norzinho, que também aceitou de pronto, e foi dormir em um quartinho que havia perto da copa da casa. Cansados, rapidamente dormiram...
Honor nunca teve um acordar tão intenso. Sem entender nada, debaixo de cobertores, acordou com alguém lhe batendo fortemente e gritando palavras que ele não sabia o significado, mas sabia muito bem que vinham de alguém muito irritado. Era Dona Ássima dando o devido corretivo em Alberto, que ela pensava que estava na cama. Já tinha batido o suficiente quando notou que quem estava na cama era o amigo de seus filhos, de quem ela muito gostava. Ficou muito acanhada, mas deu de ombros e saiu resmungando, afinal já tinha batido mesmo, ele era como um filho e Honor também merecia o corretivo.
Muitos anos se passaram e Norzinho de vez em quando perguntava a Alberto se ele sabia que a mãe iria na sua cama lhe bater. Alberto nunca respondeu nem que sim nem que não... apenas esboçava um leve sorriso... e até morrer, Honor nos contava esta história e de como eram pesadas as mãos da bondosa Dona Ássima Jacob e de como ela batia bem...
sábado, 25 de agosto de 2012
Pudim de Pão da Dona Prudenciana
"Do caderno de anotações da vovó selecionei algumas receitas para publicá-las da maneira como ela as escreveu, para que entendamos a sua época, o modo como escrevia com canetas de penas e tinteiros, a grafia usada no período e o quanto era interessante a linguagem, com termos como: "deite o tanto quanto baste", "forno esperto", "poe cheiro doce", "mexendo com toda violência", "o tanto quanto amoleça", "doce e sal o quanto tempere", "três quartas de assucar e uma dita de manteiga", "amolde com água até fazer capitão", "em ponto de passar no pano", "ponha em um lado da balança 12 ovos e do outro lado o mesmo tanto de farinha de trigo, tire-a e ponha o mesmo tanto de açúcar, tire-o e ponha o mesmo tanto de toucinho".
Esta é a introdução escrita por Edgar Pereira da Silva, no seu livro "Doce Arte da Época Colonial Mineira"
Este é Edgar, responsável pelo Museu Carlota Pereira, inaugurado no ano passado, na praça de baixo.
Vou dar uma amostrinha das receitas de Dona Prudenciana.
Esta é a introdução escrita por Edgar Pereira da Silva, no seu livro "Doce Arte da Época Colonial Mineira"
Este é Edgar, responsável pelo Museu Carlota Pereira, inaugurado no ano passado, na praça de baixo.
Vou dar uma amostrinha das receitas de Dona Prudenciana.
PUDIM DE PÃO
150 gramas de pão amanhecido embebido em agua bem assucarada. Estando molle deixe-se escorrer bem a água, passa-se a peneira, junta-se uma colher de manteiga, duas de queijo ralado e seis gemas. Mistura-se tudo muito bem. Põe-se em fôrma passada com assucar queimado e cozinha-se em banho-Maria. Deixa-se esfriar para tirar da fôrma e polvilha-se com assucar e canella.
Banho Maria é um tacho com agua a ferver, onde se colloca a fôrma que contêm a massa, que se deseja cozinhar por esse processo. O banho-Maria pode ser feito sobre o fogo, levando, neste caso, um testo de brazas sobre a fôrma ou o forno. Despeja-se em canequinhas ou pires e serve-se a frio. Póde-se tambem utilizar como recheio".
Ilustres Carmelitanos
Dr. Paulo Sawaya nasceu no Carmo. Era médico, dedicou-se ao ensino e à pesquisa, com ênfase em Fisiologia Comparada, principalmente de animais marinhos. Foi um dos pioneiros da Universidade de São Paulo/USP,onde foi diretor por muitos anos do Departamento de Fisiologia Geral.
Idealizou, fundou e dirigiu por muitos anos, o Instituto de Biologia Marinha da USP, hoje, Centro de Biologia Marinha, São Sebastião/SP. Foi membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Mesmo aposentado, ainda continou orientando pós-graduandos até quase os 90 anos de idade. Foi agraciado pela USP como Professor Emérito.
Faleceu em São Paulo, ao s92 anos, em 22/10/1995.
(Fonte: Um Quadro de Saudades/Carmo do Rio Claro/Celeste Noviello Ferreira)
Triiiiimmmmm.....
Trim..... trim.....trim....
Alô - segura o telefone grande e preto e pergunta: de onde fala?
É do número 82,quer falar com quem?
Com a Cleise, filha da Nivalda.
O telefone urbano chegou ao Carmo em 1968 e foi uma grande novidade. Foi na gestão do prefeito José Evaristo Santana. Depois, veio o interurbano. Fernando Rafael Machedo e Paulo Carvalho administravam a Companhia Telefônica. E na época do então prefeito Dr. Luiz Introcaso Nego a Companhia passou à Telemig o serviço de interurbano, em fins de 1978, quando foram instalados 480 aparelhos na cidade.
Alô - segura o telefone grande e preto e pergunta: de onde fala?
É do número 82,quer falar com quem?
Com a Cleise, filha da Nivalda.
O telefone urbano chegou ao Carmo em 1968 e foi uma grande novidade. Foi na gestão do prefeito José Evaristo Santana. Depois, veio o interurbano. Fernando Rafael Machedo e Paulo Carvalho administravam a Companhia Telefônica. E na época do então prefeito Dr. Luiz Introcaso Nego a Companhia passou à Telemig o serviço de interurbano, em fins de 1978, quando foram instalados 480 aparelhos na cidade.
Assinar:
Postagens (Atom)








.jpg)






.jpg)





























