O local se encheu de luzes ontem à noite. Várias instalações luminosas foram espalhadas pelo parque. Havia bicicletas de um e dois lugares para passear e também os brinquedos estavam liberados. Shows paralelos aconteciam a todo momento. Cinquenta mil pessoas passaram pelo Parque Municipal de Belo Horizonte. Há críticas, poucas barracas de comida e filas imensas para comprar. Agora, é hora de fazer em BH a virada cultural e deixar esta multidão se espalhar pelas praças. Parabéns pela iniciativa. Foi bom ver as grades de contato do parque com o palácio serem retiradas.
sábado, 15 de setembro de 2012
Vamos nos responsabilizar por nossos loucos
Esta semana eu tive uma experiência diferente. Impactante. Visitei um centro de atenção em saúde mental em Belo Horizonte. Na clínica anterior em que estavam, que foi fechada, viviam em condições degradantes. Ficaram 30 anos sem se ver no espelho, sem ver o mundo, sem ver televisão, sem ouvir rádio. Alguns chegaram ali jovens e ali envelheceram, com certeza sem um tratamento adequado. Famílias ali abandonaram seus filhos há décadas, suas mães e avós com distúrbios mentais. Talvez alguns tenham entrado ainda com possibilidade de tratamento.
Mas o que se vê hoje são olhos perdidos no nada, choros, uma mulher andava pelo corredor dizendo eu quero sair daqui, eu quero sair daqui. Mas o amor começa a entrar naquele lugar. A cidadania começa a acontecer. São levados a passear pela rua, a andar na praça, a tomar sorvete. A ver enfim a vida de novo. Formaram nestes longos anos uma família. Um deles é mais lúcido e ajudou dizendo o nome dos outros, que já nem se lembram mais. Uma vovó se ajeitou para a foto e deu um largo sorriso. Ela tem importância. Ela é alguém. Eles são fotografados para o prontuário, tem nome e um rosto, que também ficará pendurado em sua cama. Há homens e mulheres que perderam-se tanto, que ficam nus; alguns arrastam-se pelo chão. Enfermeiros e médicos se enchem de compaixão para acolher aquele pequeno fiapo do mundo, as pessoas esquecidas da sociedade. Agora, serão preparados, cuidados, acolhidos, para depois irem para as casas de atenção à saúde mental.
Aí, eu me lembrei do Carmo e de nossos queridos loucos. Os antigos e os novos que andam pela rua enchendo de graça e diferença. Que mal havia em Belinha, que ela tivesse resolvido rodar em torno dos postes, andar descendo e subindo o passeio ou que de vez em quando rodasse a baiana, desse círculos com suas saias rodadas. Que bom era estar na rua e ouvir o canto do Daniel. Quem mal havia no conto do Daniel? Oleroolerooolero um dum!
RRRReceba as flores que lhe dou. Em cada flor um beijo meu ...
Tem também os bêbados personagens, como a Maria, que era desbocada. Para escândalos de alguns repetia: Beijá é mió que metê! Ou "Ai que vontade beijar labos de homem!" Um dia passou lá em casa e gritou à porta: Nivarda, tem Sulino? Larguei da pinga peguei com o Sulino! Eu a atendi àquele dia. Por sorte, tínhamos Sulino e o servi para a Maria, que rumou pros lados do Bairro do Rosário dizendo: - Vou pra lá e quero voltar assim - e deu cambaleadas. Quem mal Maria fazia a não ser a si mesma? E o Parmera chuta! E o Modesto cadê o resto?
A Fatinha, minha irmã, escreveu um texto, que vou localizar, em que ela dizia que não sabia o que os loucos viam na Casa da Nivalda. Um dia, chegou e pegou o Delegado dormindo no sofá da sala de entrada. De outra, era a Lúcia preta dormindo na porta.
E a nossa Dona Olímpia (famoso personagem das ruas de Ouro Preto), a Gerarda, cujo peito era um altar de medalhinhas de santo. Que mal fazia a Gerarda, a não ser dar acesso de vez em quando em nossa casa, onde deixávamos sempre uma caneca de leite pra Gerarda, que ia lá todos os dias.Nos meus tempos de criança, o terror era a Maria Cachucha. Ela andava com um bornal, dizia-se que ela carregava um rato morto dentro dele. E o Antônio Zacarias que de doido não tinha nada. Mas de presença de espírito, tudo.
Que mal fez Antônio Zacarias para a sociedade?
Lembro-me também de alguns loucos varridos que viviam trancados em um quarto fora do hospital. A família Figueiredo era chamada de família de loucos, muitos, loucos de lucidez, no meu ponto de vista. Extravagantes, ousados, irreverentes. Destaquei dos Casos do Job recortes de um personagem interessante e "louco": Eustáquio Figueiredo. A Vó Corina dizia que ele deve ter sido trocado na pia batismal. E também flashes de lucidez de Antônio Zacarias. Hoje ainda se vê pela rua o Paulão emprestando dinheiro para o Antônio Carlos, trocando cheques, falando sozinho e andando o dia inteiro pelas ruas da cidade. Que mal o Paulão faz?
Figueiredo é família
de loucos. Venham comigo lá na década de 30.Eustáquio Figueiredo andava trajado de linho
branco, sapatos de duas cores, suspensórios. Com a maior naturalidade, à hora
do almoço, colocava a sua mesa no passeio e tranquilamente almoçava tomando
vinho, como se estivesse em Paris.
Araci, sua filha, morreu no hospício, em Barbacena. Quando o
carro ia saindo para levá-la à internação, ela perguntou para a Corina, sua
irmã:
- Corina, e ocê quando é que vai?
Araci morreu no hospício.
Vi um documentário "Loucos por Sanidade" que fala do antigo hospício de Barbacena, onde os pacientes eram tratados a choque. É chamado até do campo de concentração brasileiro. Para lá, iam não só loucos, mas os que deviam ser apartados da sociedade, políticos indesejáveis, mocinhas que envergonhavam as famílias. Eu acredito que as famílias deveriam se responsabilizar pelos seus "loucos", a sociedade deveria aceitá-los pelas ruas, os que não são violentos. E os responsáveis pelo cuidados deles, que os tratem com cidadania e respeito humano.
Essa da
Represa é ótima!
Não estou falando da
represa de Furnas. Estou falando da nossa Represa, a Olívia que de dia lavava
roupas e era séria e, à noite, tomava umas pinguinhas e soltava o verbo e o seu
lado espirituoso.
Quando o Padre
Marcelo desmanchou a igreja, levava a Nossa Senhora da Aparecida para andar nas
casas. Pulava as casas duvidosas (quando a mulher não procedia bem). Olívia
estava descendo a rua, quando uma mulher começou a gritar: - Cachaceira! Num
repente, retrucou:
- Mas a santa tá lá
em casa!
Antônio Zacarias
Quem se lembra do Antônio Zacarias? Ele ficou
cego e foi morar no asilo. Gostava de uma pinguinha. Numa das saudosas festas
juninas que aconteciam no hospital, alguém perguntou se ele queria um quentão.
Ele retrucou:
- Dá pra me trazer um
mais simplizinho?
Ele fazia versinhos.
Uma vez a Noeli vinha andando perto do correio, quando viu o Antônio Zacarias.
Pediu: faz um versinho para mim. Ele fez:
"Atravessei o rio, no fundo de uma caneca.Senta aqui no meu colo, cinturinha de boneca"
Uma mulher feia também resolveu pedir um verso. Antônio Zacarias fez:
"Atravessei o rio, no fundo de uma cabaça, onde tem mulher bonita, mulher feia não tem graça!"
"Atravessei o rio, no fundo de uma caneca.Senta aqui no meu colo, cinturinha de boneca"
Uma mulher feia também resolveu pedir um verso. Antônio Zacarias fez:
"Atravessei o rio, no fundo de uma cabaça, onde tem mulher bonita, mulher feia não tem graça!"
A propósito, você que me acompanha, alguém tem fotos de alguns destes personagens carmelitanos?
Meu nome é Olympia Angélica de Almeida Cotta. Sou filha do Coronel José Gomes de Almeida Cotta e de Dona Amélia Carneiro Leão, Marquesa do Paraná. Eu nasci em Santa Rita Durão mas o destino infernal me carregou pra Vila Rica. Me carregou para penar e sofrer com esse povo. Eu nasci no ano de 1889. Sinceridade, senhora das Mercês, compadecei de mim. Misericórdia. Socorro! Amparai-me. Livra-me dos inimigos. •Amor tive um só. Uma vez, detrás da rótula do sobrado número 16, onde morava, meu coração bateu mais forte porque meu pretendente predileto vinha batendo saltos na calçada. Ele trazia flores, mas não me casei com ele nem com ninguém. Meu pai, o coronel José Gomes de Almeida Cotta disse que ele não era homem para mim já que o senhor pode saber e assuntar por aí que eu sou descendente do poeta Santa Rita Durão, que venho de uma linhagem de nobres e não poderia nunca ter por esposo um republicano. Um daqueles que maquinam a derrubada da nobreza. Digo a você, meu jovem: Era um pretendente por demais belo. Me deu um abacate, um dia. Não poderia me ter e me deu um abacate. Um abacate amargo. Ó, ainda sinto seu fel na boca até hoje. O meu último homem foi Juscelino. Era meu noivo mas nunca dei esperanças. Vinha aqui em casa me cortejar, mas amores e abacates nunca mais. Vou ficando por aqui, meu jovem. Se for do seu conforme, me dê uma moeda. Se não, me dê um papel de bala, um toco de cigarro ou qualquercoisa que o senhor achar que sou merecedora. Meu mundo carrego aqui. Minhas riquezas são vossos presentes. Que Deus seja louvado! Não há de faltar chapéu para a minha cabeça, ainda que eu viva mais 20 anos.”
“Lá vai Ouro Preto embora, todos bebem e ninguém chora…” Sinhá Olimpia
![]() |
| A donzela Sinhá Olímpia. |
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
No Aterro
Esta foto foi tirada quando os amigos do Luiz Eduardo Palacine acamparam no aterro. Olha lá esta blogueira de chapéu, novinha em folha. Que saudades! Na foto estou reconhecendo o Coró, o Marcelo Pimenta, o Tony, a Carla, a Edna, o Juca, a Cláudia. Eu me lembro perfeitamente deste dia.
O aterro naquele tempo era a nossa praia. Tinha, inclusive, areia na beirada, colocada por um prefeito. Houve uma época que tinha até um bar boiando na água. Neste dia, levamos bebidas e comidas, além de instrumentos para o batuque. Saudades do Tony, que já foi para o andar de cima.
O aterro naquele tempo era a nossa praia. Tinha, inclusive, areia na beirada, colocada por um prefeito. Houve uma época que tinha até um bar boiando na água. Neste dia, levamos bebidas e comidas, além de instrumentos para o batuque. Saudades do Tony, que já foi para o andar de cima.
Tal avô, tal neto!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
E para fechar....
Uma risada deliciosa da minha hermana, Carla Soares, sempre super engraçada e uma ótima companhia.
FAZ MUITO TEMPO!
por Carla Soares, Terça, 4 de Setembro de 2012 às 11:03 ·
Saudades!
Saudades do tempo em que não havia saudade.
Tempo de não lembranças, não passados, não vivências.
Tempos de liberdade sem lastros.
Da vida intocada, da presença presente das pessoas queridas.
Do amor que protegia.
Da verdade.
Da bondade.
Da sinceridade.
Da honestidade.
Da generosidade.
Saudade da permanência!
Carla Soares - 04.09.2012
Saudades do tempo em que não havia saudade.
Tempo de não lembranças, não passados, não vivências.
Tempos de liberdade sem lastros.
Da vida intocada, da presença presente das pessoas queridas.
Do amor que protegia.
Da verdade.
Da bondade.
Da sinceridade.
Da honestidade.
Da generosidade.
Saudade da permanência!
Carla Soares - 04.09.2012
Família Freire
Parabéns pela família maravilhosa, que transmite união e harmonia!
Não sei porque as pessoas não conseguem deixar comentários. Recebi este no meu Facebook da minha querida amiga Cecília Freire (a segunda da esquerda para a direita: "Cleise tentei comentar no seu blog, em várias postagens, mas não consegui. Vai aí o meu muito obrigada por vc postar a fotinha de minha família... Amei tudo, continue tá...Beijão e saudades". Obrigada Cecília, pois o ofício de blogueira é muito solitário. Sei que recebo dezenas de visitas diárias, mas não sei quem é que está ali do outro lado, lendo as histórias.
Não sei porque as pessoas não conseguem deixar comentários. Recebi este no meu Facebook da minha querida amiga Cecília Freire (a segunda da esquerda para a direita: "Cleise tentei comentar no seu blog, em várias postagens, mas não consegui. Vai aí o meu muito obrigada por vc postar a fotinha de minha família... Amei tudo, continue tá...Beijão e saudades". Obrigada Cecília, pois o ofício de blogueira é muito solitário. Sei que recebo dezenas de visitas diárias, mas não sei quem é que está ali do outro lado, lendo as histórias.
Noites Brancas
Belo Horizonte é a minha segunda cidade. Com o tempo, passei a amá-la. Tem sempre um clima super gostoso, um arzinho de montanha e é muito arborizada. A Praça da Savassi foi recentemente reformada e conta agora com 4 fontes. Ficou muito linda e ainda mais gostosa! Um bom programa é ir a Status às sextas feiras curtir um conjunto tocando música popular brasileira, degustando um vinho no calçadão. São muitas as ofertas 0800 em BH. No site gratisbh podemos saber o que acontece. No próximo final de semana, serão derrubadas as grades que separam o Palácio das Artes do Parque Municipal e vai acontecer de seis da noite às 6 da manhã a programação denominada Noites Brancas. O evento copia um outro lá de Paris e promete atravessar a noite com shows, apresentação de esquetes teatrais e performances de arte contemporânea. Vale a pena conferir!
O Romeu e Julieta do Biel
A primeira vez que vi o Romeu e Julieta, de Gabriel Vilela, com o Grupo Galpão, senti uma emoção incrível! As músicas, os trejeitos, a mineiridade; parecia que o "Biel" estava nos levando novamente para o Carmo, para a nossa infância. Ele conseguiu criar um Romeu e Julieta particularíssimo! Este primo é mesmo um verdadeiro gênio!
"Face" a Face
Famílias lindas e queridas! |
| A Família Aschar. Todos tem uma doçura inata! |
![]() |
| Família Reis, aí tem de tudo, colegas, amigos, professora... Tudo de bom! |
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
SEJA BEM-VINDO
O portal de entrada de Carmo do Rio Claro reproduz uma asa delta e confirma a sua vocação para o vôo livre. Que todos sejam muito bem vindos a Carmo do Rio Claro. Assim que atravessar este portal, irá se deparar com muito artesanato genuíno em tear mineiro, com a mais refinada arte doceira de Minas, com um povo hospitaleiro por natureza. Ao acordar, vai se deparar com o azul do céu e o verde escancarado das montanhas - da Serra da Tormenta e Serra do Tabuleiro e na extensão das vistas, várzeas, vales e águas, muitas águas, o Lago de Furnas.
Igrejas
![]() |
| Capela Nosso Senhor dos Passos, construída no século XVIII, em estilo barroco. Fica ao pé da Serra da Tormenta. |
![]() |
| Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no Itaci |
![]() |
| Igreja Matriz de Carmo do Rio Claro, em traços retos, estilo modernoso. Foi construída na década de 60. |
O chamego da tia, desde pequena!
Valerinha (Valéria Carvalho Soares, filha do Joaquim José e da Toninha) no meu colo na festa de aniversário de 90 anos da Vó Alice. Era um chamego só!
Valerinha em minha casa, grávida,ao lado da Lucília, tomando um vinho, enchendo minha vida de alegria, me ajudando arrumar a minha casa com suas preciosas dicas. Esperando Ian, que nasceu em Belo Horizonte, num parto vapt vupt com meu amigo Dr. Marco Aurélio Valadares.
Viva a vida! Viva a família! Viva os momentos especiais!
sábado, 8 de setembro de 2012
Minhas crias
A primeira é a Iana Soares Otoni Pereira, estudante de design na Fumec. Herdou o sangue artístico da família Pereira do Norte. O pai é de Teófilo Otoni. Iana manifestou o dom quando resolveu fazer vestibular para Design. Até então, diferente do Iago, não havia desenhado muito. Nos primeiros trabalhos, já demonstrou que o DNA prevalecia. Hoje, é uma promessa. Eu boto fé!
A segunda da foto é Ayrá Sol Soares Coelho, filha do Renato, aqui de Belo Horizonte, com quem estou há 20 anos. Tem 14 anos. Ela faz formação em balé no Centro de formação da Fundação Clóvis Salgado. Dança desde muito pequenininha. Uma vez, estávamos numa casa em Pipa, Rio Grande do Norte, corria uma festa. De repente todos pararam e se voltaram para Ayrá que, com quatro aninhos fazia uma performance de dança. Hoje, a técnica está imperando sobre o talento, mas este um dia vai se incorporar à técnica e Ayrá vai desabrochar.
Ao meu lado, Iago Soares Otoni Pereira, sociólogo e um filósofo por natureza. Iago bateu asas e voou. É um buscador, assim como eu fui. Mora em comunidade, num bairro de Belo Horizonte. Viaja pelo Brasil de carona, frequenta meditações que pedem semanas de silêncio, transita entre os poetas vendendo poesias, cria músicas eletrônicas no computador. Sempre me disse: - Mãe, você teve sorte, nasceu na década de 70. Ele é meio que uma continuação dos hippies da época, estilo naturalista, ambientalista e engajado. Atualmente, está fazendo uma pesquisa sobre o SUS e viajando a trabalho pelo Brasil.
Entre nós, reina amor e respeito, coisas que aprendi de berço, de minha família, em Carmo do Rio Claro.
A segunda da foto é Ayrá Sol Soares Coelho, filha do Renato, aqui de Belo Horizonte, com quem estou há 20 anos. Tem 14 anos. Ela faz formação em balé no Centro de formação da Fundação Clóvis Salgado. Dança desde muito pequenininha. Uma vez, estávamos numa casa em Pipa, Rio Grande do Norte, corria uma festa. De repente todos pararam e se voltaram para Ayrá que, com quatro aninhos fazia uma performance de dança. Hoje, a técnica está imperando sobre o talento, mas este um dia vai se incorporar à técnica e Ayrá vai desabrochar.
Ao meu lado, Iago Soares Otoni Pereira, sociólogo e um filósofo por natureza. Iago bateu asas e voou. É um buscador, assim como eu fui. Mora em comunidade, num bairro de Belo Horizonte. Viaja pelo Brasil de carona, frequenta meditações que pedem semanas de silêncio, transita entre os poetas vendendo poesias, cria músicas eletrônicas no computador. Sempre me disse: - Mãe, você teve sorte, nasceu na década de 70. Ele é meio que uma continuação dos hippies da época, estilo naturalista, ambientalista e engajado. Atualmente, está fazendo uma pesquisa sobre o SUS e viajando a trabalho pelo Brasil.
Entre nós, reina amor e respeito, coisas que aprendi de berço, de minha família, em Carmo do Rio Claro.
História do GEC
Ana Maria Vilela Soares e Joaquim José Vilela Soares no auge da beleza e juventude!
O GEC - Grêmio Esportivo Carmelitano foi criado inicialmente com o nome de Centro Carmelitano em 10 de março de 1927. Sua primeira diretoria foi formada por: Sr. Milton de Araújo Pereira (pres,) Dr. Sebastião Campista César (vice-pres.), Sr. João Batista Ferreira (1º secret.), Sr. Francisco Sampaio (2º sec.), Zeferino Paiva (tesoureiro). Diretores: Sr. Edetildes de Souza Macedo, Sr.Valdemar Prado e Sr.
Agripino da Veiga Marinho.
Passou a se denominar Grêmio Esportivo Carmelitano em 15 de novembro de 1933. Funcionava em um prédio alugado à rua Wenceslau Brás. Teve como sócios fundadores: Milton Araújo Pereira, Agripino da Veiga Marinho, Amadeu Carielo, Zeferino Paiva, Miguel Noronha Peres, Honor de Castro, José Bonifácio (Labareda), Eleutério Guilhermino, Emídio de Carvalho Marinho.
Em 20 de novembro de 1940 foi inaugurada sua sede própria à Rua XV de Novembro (atual Camilo Aschar), sob a presidência do Sr. Milton Araújo Pereira. Esta época foi marcada pelo sucesso do time de futebol do GEC.
E veio a tragédia. Em 12 de setembro de 1963, a sede foi queimada, devido a um curto circuito. Daí, passou a funcionar em casas particulares. Na presidência do Sr. Lúcio Lemos deliberou-se a construção da nova sede à Praça D. Maria Goulart
Agripino da Veiga Marinho.
Passou a se denominar Grêmio Esportivo Carmelitano em 15 de novembro de 1933. Funcionava em um prédio alugado à rua Wenceslau Brás. Teve como sócios fundadores: Milton Araújo Pereira, Agripino da Veiga Marinho, Amadeu Carielo, Zeferino Paiva, Miguel Noronha Peres, Honor de Castro, José Bonifácio (Labareda), Eleutério Guilhermino, Emídio de Carvalho Marinho.
Em 20 de novembro de 1940 foi inaugurada sua sede própria à Rua XV de Novembro (atual Camilo Aschar), sob a presidência do Sr. Milton Araújo Pereira. Esta época foi marcada pelo sucesso do time de futebol do GEC.
E veio a tragédia. Em 12 de setembro de 1963, a sede foi queimada, devido a um curto circuito. Daí, passou a funcionar em casas particulares. Na presidência do Sr. Lúcio Lemos deliberou-se a construção da nova sede à Praça D. Maria Goulart
Assinar:
Postagens (Atom)




.jpg)


























Famílias lindas e queridas!















