sábado, 12 de janeiro de 2013

Quem se lembra do JOÃO JILÓ...


Quem me lembrou João Jiló foi minha irmã Fatinha no Facebook. Veja a estória das nossas infâncias.

Era uma vez um caçador que saiu para caçar numa sexta-feira da Paixão.
Todo mundo falava com ele assim.
— Não vá hoje, não, João Jiló.
Na sexta-feira da Paixão, a gente não caça.


— Comigo não tem nada disso! — respondeu João Jiló.
E foi.
João Jiló tinha um cachorro feio e magro.
Quando João Jiló chegou ao mato, o cachorro desapareceu.
João Jiló ficou sozinho, sozinho.
João, Jiló andou muito, virou todo o mato e não viu nada, nem um passarinho!
De repente, João Jiló ouviu um assobio fino.
João Jiló foi acompanhando o assobio e viu um galo feio, em cima de uma árvore.
O galo tinha os olhos vermelhos e arregalados.
O galo viu o caçador e falou:
— Ai! João Jiló! Atire devagar, João Jiló, porque dói, dói, dói, João Jiló!
João Jiló atirou e o galo caiu morto.
João Jiló foi embora com o galo para casa.
Ia comê-lo assado.
Chegando a casa, João Jiló começou a depenar o galo.
O galo, então, começou a falar:
— Ai! João Jiló! Depene devagar, João Jiló, porque dói, dói, dói, João Jiló!
João Jiló depenou o galo bem depenadinho e temperou-o, pôs o galo na panela e pôs a panela no forno bem quente.
O galo, então, começou a falar assim:
— Ai! João Jiló! Abra a porta para eu sair, João Jiló, porque dói, dói, dói, João Jiló!
João Jiló não se incomodou. Ficou bem quieto.
De repente, João Jiló começou a ouvir um barulho, vindo do forno:
— zzz! zzzz! zzz! zzz! zzz! zzz! zzzz!
E o galo falou:
— Saia daí, João Jiló! Eu vou fugir, João Jiló, porque dói, dói, dói, João Jiló!
E a porta do forno abriu-se de repente.
O galo saiu voando pela porta da cozinha afora.
Atravessou a horta, atravessou a rua, atravessou a cidade e foi ficar espetado na torre da igreja.
De lá o galo não saiu ainda, para castigo de João Jiló...




Luto!

Notícia publicada no CARMO EM NOTÍCIAS

Faleceu na manhã deste sábado na cidade de Passos, D. Vilma Maria Corrêa Vilela.
Tinha 74 anos e nos últimos meses vinha com a saúde deteriorada por um câncer nos ossos. Chegou a sofrer duas quedas. A última resultou em fratura e cirurgia para colocação de pino. O câncer já havia se espalhado para outros órgãos. Comerciante, viúva do produtor rural e político Pedro Henrique Vilela, mais conhecido por Pedro Buzina, era mãe de Carlos Henrique (vereador), Cida (prefeita), Clésio, Marcos, Elton e Patrícia. O enterro está marcado para as 18h, com passagem pela Matriz da Sagrada Família.

NOSSOS PÊSAMES A TODOS OS FAMILIARES!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Álbum de Família

Esta é a Daniela, filha do meu irmão, Luizinho e da Maria Eunice. Daniela é ótima, muito engraçada e de boca "suja". Irreverente, puxou a Vó Marieta. Mora em Poços, com o Alemão e tem uma filhinha.
A família Pimenta/Vilela
Natal de 2011, no Porto.
Niver de 70 anos do Joaquim. Os doze filhos reunidos.

"Face"a Face

A foto foi tirada na "távola redonda" da casa do Joaquim e Toninha. Este de blusa branca é o Afonso, um dos filhos do Tio Toninho que lá apareceu depois de dezenas de anos. 
Achei esta foto no Face do Boquita. Olha aí nóis novinhos. Acho que foi tirada na casa do Dr. Aldo.
Família Marinho reunida.
Sr. Vadeco, eterno cavaleiro. Ele é filho do Seu Gabrielzinho uma das pessoas mais engraçadas de Carmo do
Rio Claro. O Job Milton, que me conta os casos, disse que nas décadas de 30/40 havia mais personagens engraçados no Carmo. Mas se formos olhar os descendentes dos engraçados, vemos que muitos herdaram deles a veia cômica. Os netos do Seu Gabrielzinho são super engraçados, vide a Edna, o José Reis, a Jane. Amadeu Carielo era outro engraçadíssimo. Dizem que o Fioro herdou a sua graça. Mesma coisa com o Norzinho, a Áurea é engraçadíssima. Minha sobrinha, Rani, adora sentar nas rodas de conversa quando a Aurinha está presente. Muito engraçada também é a Maísa Peres. Uma das histórias que ela contou no Natal: Numa padaria estava escrito: Pão com manteiga: R$ 0,50, Pão com Margarina: R$ 0,40, Pão sem manteiga, R$ 0,30 e pão sem margarina, R$ 0,20.kkkkkkkkk



Mas de 30 mil visitas.

Desde a criação deste blog, a cerca de um ano, já recebi 33.360 visitas. Obrigada, sejam sempre bem-vindos. Mandem sugestões de pauta.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Lembram-se de O Pasquim?

O jornal O Pasquim marcou época, em plena ditadura foi um instrumento de combate à censura utilizando muito humor.
A equipe era formada por Paulo Francis, Tarso de Castro, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Ivan Lessa, Ferreira Gullar, Sergio Cabral, Flávio Rangel e muitos outros. c

A Revista O Cruzeiro

O Amigo da Onça fechava a revista com seu bom humor!
Era criança e vivia na Fazenda Água Limpa junto a meu pai Edmundo e mnha mãe, Nivalda. As únicas revistas que chegavam por lá eram O Cruzeiro e Seleções. Lembro-me da mamãe e Tata (minha irmã) lendo avidamente as últimas notícias. De uma delas não esqueço, quando Kennedy morreu.Senti a morte como se fosse de meu pai, é que o achava muito parecido com ele. Algumas capas para matarmos as saudades.
Carmem Miranda arrasando!
No tempo das Mulheres de Areia.
O Rei.
Olha que linda a Hebe Camargo!
Pelé em começo de carreira.

Histórias de Furnas

As corredeiras do Rio Grande foram escolhidas para instalação da Hidrelétrica de Furnas.
Foto da Primeira Missa
Rio Grande


Segundo a Wikipédia:

A Usina Hidrelétrica de Furnas foi a primeira a ser construída pela empresa de quem ela herdou o nome. Está localizada no curso médio do  Rio Grande, no trecho denominado "Corredeiras das Furnas", entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais. No início da construção pertencia ao município de Alpinópolis-MG, e possui uma potência nominal de 1.216 MW (8 X 152 MW)[1]. A operação da Usina de Furnas está certificada pela NBR ISO 9002, desde dezembro de 2000.
Sua construção começou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em 1963. A construção dessa usina, uma das maiores da América Latina na época, permitiu que se evitasse o colapso energético do País, na década de 60.
Turbinas de Furnas


O reservatório, um dos maiores do Brasil, com 1.440 km² e 3.500 km de perímetro, banha 34 municípios de Minas Gerais. A inundação de áreas férteis trouxe prejuízos para os agricultores, mas possibilitou, além do desenvolvimento da região com a nova usina, o aumento da renda relacionada ao turismo, visto que a indundação formou novas e belas paisagens, como os cânions na cidade de Capitólio.
Considerado louco na época, Itamar impediu a privatização de Furnas. Na ocasião, colocou tanques na cidade e até em frente o Palácio da Liberdade, o que eu testemunhei.

A tentativa de privatização

A empresa Furnas havia sido incluída no Plano Nacional de Desestatização, idealizado e implantado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Porém, o então governador de Minas Gerais, Itamar Franco, insurgiu-se contra a privatização da empresa, conclamando o povo mineiro e brasileiro para impedirem que mais um patrimônio do brasileiro fosse privatizado. Na ocasião, Itamar mobilizou a Polícia Militar de Minas Gerais na região da usina, ameaçando explodir uma barragem caso Furnas fosse privatizada. Apesar desta postura ter sido criticada, Itamar conseguiu seu objetivo e a empresa não foi privatizada.[2


Eu me lembro, quem chegava ao Carmo na década de 60, ia visitar as obras da hidrelétrica. De pequena, morria de medo destas linhas de transmissão que passaram a habitar as nossas paisagens.

 

Palavras mortas!

Algumas palavras caíram em desuso, morreram, perderam-se no tempo. O jornalista mineiro, jornalista Alberto Villa, publicou o livro "Dicionário das Palavras Mortas", lançado pela Globo Livros.

(O jornalista Alberto Villas nasceu em Belo Horizonte em 1950. Decidiu-se pela carreira ao vencer em 1970 o Concurso de Contos do Estado do Paraná. Formado em Paris, onde viveu por seis anos, colaborou com quase todos os jornais alternativos da época. Em 1980 voltou para o Brasil, onde trabalhou em O Estado de S. Paulo, Rede Bandeirantes, SBT, TV Manchete e Rede Globo de Televisão. Em 2006 lançou o seu primeiro livro, O mundo acabou!. É também autor de Afinal, o que viemos fazer em Paris?, Admirável mundo velho! e Onde foi parar nosso tempo?).
As palavras trazem saudades. Veja algumas delas:

Macacas de auditório/fulana é escurinha/pega lá um tamborete, esse é meu cupincha, isto está uma mixórdia (bangunça), tal pessoa é neurastênica (tem problemas nervosos), esta mulher é uma sirigaita, olha que mancebo lindo, fulana tem voz de taquara rachada...Jogar víspora, lavar a égua, fuzarca...
Radiola, eletrola, compact disc, long play...E aí por diante, reuniu  cerca de mil palavras. Uma viagem no tempo.

Não sei se está lá, mas eu me lembro: Que brotinho lindo! Barango, Cafona, Bocomoco. Beijar para nossa querida Chiquita era comer goiaba. Tomar taba (ser convidada a dançar e não aceitar). Éuma brasa mora!

Na orelha do livro, Max Gehringer comenta: "O que Villas fez foi garimpar palavras por puro deleite, como quem encontra um empoeirado disco de vinil da Jovem Guarda (Meu Broto, com Teddy Milton) e aí embarca numa nostálgica viagem no tempo".


Matando as saudades!

Que bebe grapete repete com muito prazer...
Deu zebra!
Esta foto foi colocada no Face por minha amiga Cida Pimenta. As merendeiras eram simples quando éramos crianças. Lembro-me bem desta aí. A água ou suco ficava quente e com gosto de plástico. Quase sempre, eu levava aí dentro pão com goiabada. Tempos do Grupo Escolar Cel.Manoel Pinto. Foram minhas professoras: Dona Bernadeth, Dona Leni, Dona Aparecida Marques e Dona Maísa. Com Dona Maísa ganhei o gosto pela leitura e por me inteirar dos acontecimentos. No quarto ano, sentava-me à frente da TV para assistir os jornais. Ela semeou em mim o gosto do saber. No Ginásio, minhas lembranças são da Sumaya, da Lúcia, da Mirian, Matassa, Pedro Antônio, Tia Cida. Para todos, a minha homenagem.
A Noely anda postando no Facebook antigas propagandas e lembranças. Faço minhas as suas saudades!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Curiosidade!

Encontrei uma informação interessante no site guiadascachoeiras.com.br. Segundo ele,  quando as cidades estavam mudando de nome, por exemplo, de Barro Preto para Conceição Aparecida, de  São Joaquim da Serra Negra para Alterosa, de Ventania para Alpinópolis...cogitou-se mudar o nome de Carmo do Rio Claro para Muritiguara, mas o então secretário municipal, Agripino da Veiga Marinho se empenhou junto a autoridades e políticos e evitou a mudança. Neste tempo, o correio extraviava constantemente cartas da cidade para Rio Claro, no estado de São Paulo. E este era o motivo da mudança. Graças a Deus que não nos tornamos muritiguarenses ou muritiguanos. Pensa bem!
A propósito, alguém sabe o que significa muritiguara?
 
 

Um tesouro!

Museu de Etnologia e Arqueologia Antônio Adauto Leite enriquece muito Carmo do Rio Claro. As peças foram encontradas na fazenda do Antônio Adauto e guardada mais de anos. Conheci o acervo primeiramente na Fazenda Córrego Bonito. Ele tinha receio, então, de entregar o tesouro na mão da prefeitura. Pelo que eu sei, doou para uma fundação e garantiu a preservação dos objetos que contam a vida dos índios Cataguases. Esta foto é do meu primo, Renato Soares, que também as expõe no Museu. Algumas igaçabas, em destaque, eram usadas para enterrrar os mortos e contam com ossos dentro. O Museu fica no antigo auditório da Casa das Irmãs da Providência.

Da boa!

A Cachaça Coração de Minas surgiu após a compra de uma propriedade pela família Pereira, em Carmo do Rio Claro Sul de Minas Gerais, na qual a ideia inicial era trabalhar com a agricultura de milho. Porém a família, ao ser surpreendida com uma pequena estrutura de alambique dentro da fazenda, decidiu aproveitar as instalações para produzir cachaça em pequena escala.

Após o 1º ano de produção e com a boa aceitação do produto, a família decidiu investir profissionalmente na atividade e produzir uma cachaça com qualidade diferenciada, desde o processo de produção, passando pelo armazenamento e envelhecimento.

A partir dessa decisão foram realizados vários cursos e especializações na área de produção de cachaça de qualidade, o que foi essencial para resultar em um produto diferenciado.

Hoje, a Cachaça Coração de Minas é um produto aprovado e apreciado tanto nas análises químicas quanto nas sensoriais; tanto pelos especialistas em degustação, e principalmente pelos consumidores.

Enfim, é tudo isso que faz a Cachaça Coração de Minas ser referência em qualidade da legítima cachaça mineira!
(O texto foi retirado do site oficial da cachaça)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A tragédia que aconteceu em Passos em 1909.

 

Eu me lembro que a cidade de Passos era vista como terra de jagunços. Acho que se deve a este fato marcado em negrito no texto abaixo quando, numa emboscada foram assassinados os principais líderes políticos adversários do então governador Wenceslau Brás. Depois do ocorrido, conta-se que Passos ficou sem uma governança e na mão dos jaguços. Hoje, é uma cidade próspera e muito agradável. Conheça um pouco mais. Minha irmã, Alice mora lá com a família (o marido João e o filho Gabriel). Reside lá também meu genro, William Jonathan Monteiro,  que me indicou este site. Ele faz parte de um grupo que trabalha pela preservação da história passense.

 Encontre informações detalhadas sobre este crime no site da família Lemos.

http://familialemos.org/index.php/Casos-e-Historias/Neca-Medeiros-de-Passos 

 

 

O Golpe de 26 de setembro de 1909 : Assassinato do Coronel Manoel Lemos de Medeiros ,
(Coronel Neca Medeiros ), Presidente da Câmara Municipal de Passos


A Historia Política de Manuel Lemos de Medeiros : O Coronel Neca Medeiros da cidade de Passos
Extraída da Edição de 1998 ,Comemorativa do Sesquicentenário da Câmara de Passos , por Antonio Grilo
Aos 28 de novembro de 1889 , as 7 horas da noite , na Casa da Câmara Municipal , o Coronel Neca assistiu a sessão comemorativa da adesão que a Câmara e o povo prestavam `a Republica , nova forma de governo proclamada a 15/11/1889 no Rio de Janeiro. Nesta mesma sessão foi aprovada a nomeação de uma comissão que ficaria responsável pela organização de uma guarda cívica . Dentre os escolhidos para esta comissão estavam Caetano Machado Curvelo e Francisco Lemos de Medeiros . Foi também aprovada a criação de uma Guarda Noturna . Foi lavrada uma ata que foi assinada por varias pessoas presentes , entre as quais , Caetano Machado Curvelo e Manuel Lemos de Medeiros .
Em 11/04/1893, em sessão ordinária da Câmara Municipal, Manuel Lemos de Medeiros toma posse como vereador eleito pela primeira vez .
Em 1894 , os Irmãos Medeiros (
Manuel Lemos de Medeiros e Francisco Lemos de Medeiros ) eram importantes figuras entre os diversos líderes rurais do grupo conhecido como "lavouristas" ,onde predominavam os interesses agrários . No grupo contrario , chamado de "governistas" ou "gomistas" , capitaneado pelos recém chegados Irmãos Gomes (Francisco Gomes de Souza Lemos e Jayme Gomes de Souza Lemos), predominavam os interesses comerciais , industriais e urbanos.
Originou-se aí os dois grupos politicos famosos , os "patos" (gomistas) e os "perus" (lavouristas).
Em 24/01/1898, os vereadores demonstraram sua preocupação com a demora da chegada dos trilhos da Estrada de Ferro de Muzambinho (e ainda demoraria mais de 20 anos para a primeira locomotiva chegar a Passos).
No dia 08/06/1901 , o Cel. Neca Medeiros renuncia ao cargo de vereador e publica o texto no "Comércio e Lavoura" do dia 9.
Nos dias seguintes governistas e lavouristas travaram violentas batalhas através de jornais e folhetins .
No dia 30/06/1903 foram roubados e destruidos por jagunços , os livros de alistamentos de eleitores .
Os governistas acusaram a oposição lavourista pelo roubo dos livros insitindo que os alistamentos lhe eram desfavoráveis.Os lavouristas revoltados acusavam os da situação de manipularem os alistamentos.
O Governo do Estado aceitou as reclamações dos Gomes , anulou todos os alistamentos e prorrogou os mandatos dos Gomes (governistas) e as eleições até 1904.
Em 1904 as eleições encerram a tradição dos governistas : a Câmara em sua quase totalidade , torna-se representação do lavourismo , com Manoel Lemos de Medeiros , o Neca Medeiros , na Presidência e como seu Agente Executivo,tomando posse no ultimo dia do ano de 1904.
Em 1905 aparece em Passos o primeiro automóvel.
Neca começa em 01/01/1905 a sua gestão , que teve aspectos extremamente positivos e cuja administração foi considerada boa até por alguns de seus adversários:
Criou a primeira escola pública no Córrego do Ferro (hoje Itaú de Minas) e varias escolas rurais no município.
Em 1906 implantou a primeira linha telefônica com Guaxupé .
Em 27/10/1907 , a Câmara fazia editar o primeiro número do jornal Cidade de Passos , nas oficinas do extinto Comércio e Lavoura.
Ampliou o fornecimento de água com a substituição de boa parte da rede de canalização de água.
Participou na construção da Casa Paroquial,em importantes modificações no Matadouro e nas ações permanentes de reparos e ampliações de estradas , pontes e ruas em todo o município.
Sua maior realização foi o Grupo Escolar , conforme o próprio Cel Neca relata no Relatório do Triênio 1905-1907 :"Ante a obra grandiosa da reforma do ensino iniciada neste Estado pelo ilustre mineiro e notável estadista Dr. Carvalho Brito , afaguei desde logo a idéia de trabalhar tenazmente para que a nossa terra , onde tanto se faz sentir a necessidade das escolas ao lado do amor que este povo vota `a instrução , pudesse também , cidade importante e populosa que é , imitar o exemplo de suas co-irmãs , onde já se vão fazendo sentir os benéficos efeitos dessa notável instituição de ensino que se chama Grupo Escolar."
No mesmo dia 27/10/1907 , em que circulava o primeiro número do "Cidade de Passos" , foi lançada a pedra fundamental do Grupo Escolar.
Em 1908 , Neca Medeiros entra em atrito com Wenceslau Brás Pereira Gomes , advogado da parte contrária, num processo que envolvia patrimônios e heranças familiares , no Fórum de Monte Santo de Minas . A partir daí cortaram relações . Uma vez que logo depois , Wenceslau chega a Presidência do Estado , para tentar amenizar politicamente as coisas , Neca Medeiros resolve homenagear o governante e inaugura o Grupo com o nome de Grupo Escolar Wenceslau Brás (nome que permaneceu até 1998). Apesar disto Neca não conseguiu restabelecer as relações políticas para garantir a administração local . Wenceslau Brás , escudado no seu poderoso Secretário de Segurança , foi o artífice do Golpe de 1909 que levou Neca Medeiros `a morte trágica , na cozinha do quartel da polícia,em 26/09/1909. O estudo detalhado deste golpe se encontra no livro "Capanga e Jagunço" do Prof. Antonio Theodoro Grilo , previsto para publicação em 1999 .Foi também relatado de forma romanceada no livro " Chapadão do Bugre" de Mario Palmério.
Em 1909 , a vida da cidade era caracterizada por agitações políticas e manifestações de violência . Inquéritos e crimes conhecidos de todos e cuja identificação dos autores era de conhecimento público continuavam sem solução.
A Secretaria de Segurança do Estado envia um Delegado Militar , o Alferes Isidoro Correia Lima com o objetivo de desmantelar as milícias particulares e desmontar o domínio dos coronéis da oposição . O delegado se apresenta `a Câmara e ao Agente Executivo , Neca Medeiros .
Os coronéis Neca Medeiros , Chico Medeiros , Juca Miranda e outros ,acreditavam ter o Alferes inteiramente sob controle.
A edição do Cidade de Passos no domingo,05/09/1909,publicou ataques `a polícia e a Isidoro, chamando-o de "barriga de farelo" , um "bunda-mole" .
Os coronéis falharam de forma quase pueril ao não lembrar que a força policial pertencia ao quadro do Estado e não do município.
Em 26/08/1909, Juca Miranda mata seu cunhado Joãozinho Modesto por questões familiares. Todos sabiam disso e acreditavam que êle ficaria impune por ser um dos líderes mais influentes do lavourismo e braço direito de Neca Medeiros. O Alferes tem então o motivo que necessitava para um inquérito que permitisse reunir todos os chefes para serem ouvidos sem causar qualquer desconfiança com relação a algum plano secreto que êle tivesse.
O plano secreto era convocar para depor , um a um , os 18 principais líderes do lavourismo que seriam levados ao salão do pavimento superior da cadeia , onde funcionava a Câmara . Durante o depoimento, o soldado Furquim, a paisana, previamente escondido no "quartinho do pinico" , os enforcaria por trás , evitando ruídos e sangue .Para isso o Alferes tinha comprado boa quantidade de corda e uma machadinha, na venda do Vilobaldo,no Largo da Matriz.
O plano fracassou porque Furquim não conseguiu enforcar Juca Miranda , que lutou e quase teve sua cabeça decepada pelo Alferes , com a machadinha . Juca conseguiu fugir , e foi morto a tiros já perto da esquina,defronte da casa do Juiz. Houve pânico e um corre-corre desenfreado . O Alferes manda a tropa abrir fogo contra o grupo , forma-se um tiroteio na esquina da rua Direita , entre a cadeia e o quartel (hoje, entre o Fórum e a Casa Confiança) .
Quando a figura mais destacada do lavourismo e Presidente da Câmara , Neca Medeiros , saiu da Câmara em direção ao quartel , viu Jorge Davis caído sobre as pedras da calçada . Pegou no braço do Alferes e saiu andando e reclamando com êle sobre esta morte .O soldado veio por trás e atirou nas costas do Cel. Neca , que gritou alto , empurrou o Alferes para o lado e entrou no quartel já meio tonto. A polícia entrou junto . Neca correu para a cozinha e ia fechar a porta quando a polícia o empurrou para dentro com porta e tudo.Jogaram êle sobre o fogão e atiraram . Tiraram seus pertences de valor e suas botinas.
O Jorge Davis caído na esquina , não morreu , a bala acertou em cima do relógio .
O Alferes Isidoro Correia Lima e seus cinco praças : Miguel Furquim Machado , José Barroso , Theodoro Diamantino, Bertolino Octaviano Gomes e José Sebastião Moreira de Melo , fugiram para Santa Rita de Cássia . O relógio da Matriz marcava 13 horas quando cessou o Golpe em si , marcando para sempre esse distante domingo de 26/09/1909 .
Houve reuniões inflamadas. Houve concentração de jagunços na casa velha do Cel. Chico Medeiros .
No dia seguinte , sob o peso fúnebre dos sepultamentos , e talvez pela ação moderadora do Cónego João Pedro Ferreira Lopes , tinham serenado bastante os ânimos . Os jagunços foram dispersos já no segundo dia e nunca mais apareceram.
Uma semana depois chegaram os "cavalarianos", um batalhão de cavalaria, e houve uma "caça `as bruxas" na cidade . Qualquer denúncia era motivo de prisão. Prenderam o Alferes , o Chico Medeiros , e varios outros.
Depois da devassa , o processo e o júri avançaram até 1910. Ao final dessa agonia jurídica , a cidade assistiu a uma espécie de pacto : para não condenar os soldados , absolveram (quase) todos os outros ...

Visual do Varandas da Montanha

Vista da piscina do Hotel Varandas da Montanha, em Carmo do Rio Claro. A partir daí, o visual é impressionante, vales, montanhas e águas de Furnas. Vê-se também o triste gramado do Aterro, antes um imenso lago, hoje secando sob os efeitos do sol escaldante. Uma opção de requinte para clientes exigentes. Vale à pena conferir!

"Face" a face

Casamento da Marina e do Lúcio, casal eterno e amoroso. Um exemplo.
Minha sempre amiga Rô.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma boa opção

Uma boa opção em camping, na região de Carmo do Rio Claro, é o Camping Pedra Molhada.Administrado pelos queridos Dujinha e Paulinho, o espaço conta com cachoeira e piscina de água natural. Lugar aprazível. Lugar bom para se refrescar no calorão do Carmo.

Tudo azul!

Agora a Fazenda Água Limpa está assim, azul imperial, como nos tempos antigos. Os sobrinhos ainda culturam uma certa nostalgia da casa antiga que, com certeza, passava um ar de mistérios, de assombração...No meu tempo de criança, então, sem eletricidade, imaginem só os grandes salões no escuro. Mas ainda hoje se conta casos e recentes. Há pouco mesmo, um visitante viu um homem de sapato social sentado numa cadeira de balanço na sala de entrada. Depois, procurou o homem e o sapato em alguém, nada. Disse que ficou com medo de voltar lá. Há dois anos mais ou menos, esteve por lá prima Beth, do Elcino, que é médium. Segundo relatou, todos os dias quatro homens e uma mulher se encontram nesta mesma sala. O filho dela, também médium, estava dormindo no quarto ao lado e se mudou: "não consigo dormir com tanta conversa", comentou.

Nesta mesma ocasião, coincidiu de uma pessoa fazer uma filmagem com celular e não é que filmou pessoas/fantasmas. Via-se perfeitamente um homem com um cachorro,uma mulher e uma criança. Na região, corre o boato de que na Fazenda tem um corpo seco. Deve-se a um fato ocorrido no passado, quando colocaram fogo na mata no dia de S.Lourenço, que dizia a crença, não podia. Havia muito vento e dois morreram queimados e foram zelados em um quarto da fazenda. Nós, de criança, morríamos de medo deste quarto, hoje transmutado e transformado em capela. E, a pouco, o pedreiro que está fazendo a reforma, conhecido por Doído, relatou que em Conceição da Aparecida ouviu de uma pessoa que lá tem um homem que grita do teto: vou jogar uma perna, vou jogar um braço! Onde chega a imaginação...

Posso garantirque tenho dormido tranquila e nunca vi, nem quero ver nada por lá; mas contar, isso sim, vou contar sempre os casos de assombração que fazem parte do repertório oral da nossa população.

Saudades e Nostalgias

Foto da década de 40/50
Saudosa terra em que nasci, que mal te fiz que me obrigaste a separar de ti??? Foto da cidade ainda com a antiga Igreja Matriz.
Revejo palmo a palmo os seus encantos, a sua calma que mais parece magia!

Histórias do Sul de Minas no Facebook.

O Edmundo Figueiredo, meu irmão, criou um grupo na Internet - Histórias do Sul de Minas - eu compartilho. Esta foto eu tirei de lá. Dimundinho, como era chamado pelos íntimos sempre se interessou pela história do Carmo e tem recolhido documentos para um futuro livro. Acesse e acompanhe o link no Facebook.
É sempre tão nostálgico ver fotos antigas do Carmo, de um tempo que não vivi, de um Carmo que não vi. Aí, a paineira do Vô Pipoca (ficava em frente a casa do Job) em sua fase "seca" sem flores e sem painas, mas ainda assim acolhendo os carmelitanos. A praça nem existia, o lugar era chamado de "Largo". Segundo o Job tinha, ao centro, um chafariz.
Antes de praça ser construída, a área foi cercada e todos iam passear no "Quadrado". Os casarões quase todos foram abaixo, assim como a igreja antiga, na foto vista parcialmente. É bom, muito bom viajar no passado, resgatar antigas  histórias e a manter viva a tradição oral dos carmelitanos.

Carnaval no Pontal do Lago

O Batata, meu cunhado, é voador de asa delta.Tem uma turma super animada. Oitenta deles passaram o reveillon no Pontal do Lago, à beira do Lago de Furnas, aliás, ali praticamente seco. A festa foi à fantasia. Aí na foto, Lampião e Maria Bonita.
Bruna e Rani comemoraram o Reveillon na Pousada da Mavi e depois foram para o Baile do GEC

Yuri na Alemanha

Este, de lenço, é o meu sobrinho, Yuri Melo, filho da Fatinha e do Batata. Ele voou para a Alemanha no Reveillon, onde encontrou-se com o amigo Robin ( ao lado), filho da Fatinha do Intercâmbio. De lá, Yuri voa para a Dinamarca, onde fica seis meses em uma escola que reúne estudantes de todo o mundo. Em seguida, fica dois meses viajando pela Europa. Ele agora, de novo visual (hasta) está arrasando. Segundo sua irmã, Rani, "ele está causando" e fazendo sucesso com as garotas. Yuri é uma pessoa linda, muito querida e super paz. Boa viagem para ele.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

E A SALA NEM FEZ FALTA!

Tom Figueiredo com Tião da Lola.
A fazenda preserva tudo como antes.
A Casa, antes de ser restaurada e suas 39 janelas, patrimônio cultural.
'SALA DE VISITA DE MINEIRO (COZINHA). ALGUÉM SENTIU FALTA DA SALA?"
O Reveillon 2013 foi na cozinha da Fazenda Água Limpa e colocamos esta inscrição na parede. A cozinha foi toda enfeitada em chita e luzinhas coloridas. Família reunida, recebemos a honrosa presença do primo Tom Figueiredo, filho de Job Figueiredo, irmão da Vó Alice. Tom reside em São Paulo, onde é reconhecido como um grande publicitário; escreve também para O Estadão.

Em volta da mesa, muitos casos rolaram e muita risada. Esteve presente também a Maísa Peres, que tem um refinado senso de humor. Carmelitano é bom contador de causos e repassa assim a tradição oral do nosso povo. No Carmo, existiram personagens interessantíssimos e engenhosos na criação de situações engraçadas. Passaram por lá o Antônio Zacarias, o Gabrielzinho, o José de Arimatéia, entre muitos outros. Cantamos velhos sambas, ao som do violão do Beto (Gilberto Carvalho, filho do Joaquim), o mantra oficial da família - viver e não ter a vergonha de ser feliz.... e contamos, ainda, com a voz do Tom, em capela e mostrando que não sai do tom. Eu fiz um oráculo. Dentro dele, frases recortadas das revistas e que coincidiram com fatos e circunstâncias da vida das pessoas. Levava, também,  pequenos retalhos de histórias de família coletadas com o Job Milton.

O Natal foi no Tião da Lola, Pousada da Mavi. Contou com os queridos filhos do Tião, André, Aline e Alexandres, outros sobrinhos, primos e irmãos. Fiz um presépio igualmente o que era feito em casa, antigamente.

O Reveillon no Carmo ofereceu várias opções. O mais caro foi no Varandas da Montanha que, segundo a nossa colunista Nana de Minas, contou com ótimo buffet e música de qualidade. Teve reveillon no GEC, no Pontal do Lago, na Celenice (este para os clientes do Hotel Fazenda Tormenta). Os chalés do Pontal foram alugados pelos "asa", amigos do Batata, marido da minha irmã, Fatinha, cerca de 80 pessoas Contou com os melhores fogos da região, 12 minutos de luzes e cores; a festa foi à fantasia. Ali perto, na Pousada da Mavi, a turma da Rani Figueiredo, filha da Fatinha, realizava outra fez para seus amigos - 18, que vieram de Jundiaí.

Da Fazenda Água Limpa, só vimos clarões atrás das montanhas. A Fazenda, durante o período que estivemos lá, recebeu várias visitas, pessoas de Barro Preto, antigos colonos, amigos de São Paulo; todos assinaram o livro de presença à entrada da casa. Puderam conferir as paredes da casa, construídas em pau a pique. Foi retirado um quadrado de tinta da parede, deixando a mostra o trabalho do pau a pique. Qual não foi a surpresa, ao retirar e ver que mostrava dois tipos de construção diferente; um amarrado com cipó e outro com parafuso. Ali, logo na entrada, esculturas de negras e negros homenageiam os construtores da grande casa. Histórias de assombração permeiam as conversas. Recentemente, um dos "asa" viu um homem balançando na cadeira de balanço... Estas histórias apimentam ainda mais os dias na Água Limpa.

A Casa está quase totalmente reformada, o entorno começa a passar por reformas também. As paredes, antes amarelas, hoje estão brancas e as janelas, antes vermelhas, hoje estão azuis.Ainda perduram por lá muros de adobe, muros de pedra, paineiras centenárias, grandes porões com morcegos, um verdadeiro acervo histórico. Para firmar um dos quartos, foi construído debaixo do porão um pequeno cômodo, onde o Joaquim, meu irmão, construiu o seu "Barezinho", com uma mesa,duas cadeiras e dois bancos, além de uma geladeira, já com bebidas e tira-gosto. O lugar é super fresquinho.

No Carmo, entrevistei o Job Milton Figueiredo Pereira, coletando casos de personagens carmelitanos para o livro Risos do Carmo, que ele está escrevendo comigo.

Na Fazenda Água limpa eu reencontro com o cerne do meu ser. Cada pedra, cada tijolo; cada paineira toca-me de maneira especial; remonta-me à infância, quando ali morei. Ainda hoje ouve-se, ali, o "fogo apagô" na várzea. À tarde, adoro ficar vendo os pássaros indo  para os ninhos, maritacas, tucanos, gaviões, andorinhas.. Ficar ouvindo os sons da minha infância.

 O cenário permanece ali, mágico, estático, exatamente como nos tempos de menina. Só mudam os personagens! Ali, percebe-se claramente a linha do tempo e que a fila anda...