sábado, 19 de abril de 2014
FAZENDA ÁGUA LIMPA - antes e depois
CHÃO
Venho de
estrada de terra vermelha
De café e bolo
de fubá na varanda
De berrante
Boiada
Rodeio
Venho de tardes
sonolentas
Onde zumbido de
mosquito é música
Que embala sono
E cigarra tanajura
aleluia paturi
Tatu galinha
cavalos manga de vez vacas mochas mojando, papai sorrindo
Cheirando à
tinta de pena
a suor de campo
vaca parida na várzea.
Mãe lavando
roupa com anil
Cheirinho roxo
quarando ao sol
Panelinhas e a
gente criando a casinha
Colhendo ovos e
alfaces
Matando frangos
que saíam pulando sem cabeça porque eu não conseguia não ter dó
então eles
pulavam,
mas na hora de
dividir
o santo antônio
era meu
e o jogo
brigado aos gritos
até papai
decidir a questão.
Venho de
orvalho molhando pés
Leite fresco de
vaca
Pai e mãe
rezando terço
Desejando boa
noite
Barulho de
cobras, grilos e sapos
Lá fora no meio
do mato.
Os santos da Família Pereira.
Nesta Páscoa, resolvi lembrar pessoas que realmente foram cristãs. Eu tive um tio que era santo. Chamava-se João Teixeira. Era
irmão da mãe da mamãe, minha avó Beatriz, também uma santa. Nesta semana santa,
vou reproduzir um artigo que sua prima, Rosalda, escreveu em Cascatinha (deve
ser alguma fazenda de Barro Preto), em 19 de dezembro de 1934. João Teixeira era para mim é uma foto que
tinha na casa da Tia Anésia e do Tio Evaristo. Eles moravam em um sítio ali no
São Benedito. A foto me encantava, coloria os meus domingos, quando deixava
meus pais lá fora chupando laranja e ia contemplar aquele moço lindo na parede
da Tia Anésia.
Vou
reproduzir o português da época:
“TUDO
TRISTE
(Pela
morte de João Teixeira)
Fecho-me sósinha em meu quarto
silencioso e triste para mais uma vez meditar sobre a sua morte tão prematura.
É sob a influência do triste
aspecto de um dia de chuva que escrevo estas linhas, parecendo que a natureza
toda se compraz em argumentar a minha tristeza...
Quis ver-me antes de morrer...
Chamaram-me às pressas. Fui. Quando cheguei, todos me abraçaram chorando e eu
tive que me deter na sala atè que passasse um pouco a emoção. Enxugando depois
as lágrimas que teimavam em saltar-me dos olhos tomei alento e entrei. Parecia
já um cadáver, mas se a matéria sucumbia
o espírito não fraquejava ainda: porque quando abriu os olhos, os grandes
olhos, fitou-me tristemente e disse:
- Você chorou; e porque? Isto
não é nada., O que poderá acontecer è eu morrer, mas para isso já estou preparado. Confessei-me hontem e
Deus està commigo. E como eu lhe pedisse para não falar em morte elle
continuou: - Creia minha prima, que nunca desejei a morte, porque isto não é
digno de um christão, mas sempre pensei nella e nunca me esqueci destas
palavras da Sagrada Escriptura: - “Lembra-te que és pós e que em pós te
tornarás”. E continuou ainda: Deus era Senhor do meu destino por isso o aceitei
resignado.
Sahi da casa de meus paes
procurando luctar pela vida e fui buscar a morte. Deus assim o quis e eu
dou-lhe infinitas graças por me ter permittido regressar com vida a casa
paterna, concedendo-me a suprema ventura de morrer no regaço materno, recebendo
a benção de meus paes e o beijo de meus irmãos.
Tentei animal-o para a vida,
dizendo-lhe que estava muito moço ainda para pensar em morrer e que tomasse com
regularidade os remédios para que sarasse e sahisse logo da cama. Respondeu-me:
Sahirei amanhã cedo se Deus quiser.
E com efeito, ás sete horas da manhã do dia
seguinte entregou sua alma a Deus. Sim, pode-se ter quasi a certeza de que Deus
o recebeu em seu Reino porque sabe que foi um santo e morreu com as melhores
disposições de espírito.
Para provar esta verdade copio
aqui um trexo de uma carta escripta por elle.
Trexo de uma carta escripta em 9 de março de 1934:
Sempre
bondosa prima,
Recebi
tua carta que, como sempre veio dar-me immenso prazer, mormente agora que ando
doente e aborrecido.
Tudo
para mim tem se tornado nubloso, parecendo que um véu espesso turva a minha
existência. Há momentos em que vontades exquisitas.
Estar
em um logar ermo, onde só exista o meu Eu, Deus e a Natureza.
Minha
prima. Bem sabes que sempre confiei em ti e por isso tomo a liberdade de
contar-te todos os meus pensamentos, porque sei perfeitamente que os sabes
comprehender. É verdade que nada tens com meus pensamentos, ou melhormente com
a minha vida, mas, como já te disse, és a minha confidente e sinto-me feliz em
relatar-te os meus sentimentos. O meu ideal, de certos tempos para cá, è ser
padre; mas é um ideal que me preocupa seriamente.
Já
sou um tanto idoso (25 anos) mas isto não me empediria; o maior impedimento é o
meu estado de saúde que não é muito bom, devido aos grandes abalos moraes
porque tenho passado de alguns mezes para cá; insucessos em negócios e
sobretudo a deslealdade de alguns amigos iníquos.
Tenho
pensado que não haverá mais sublime que ser um guia da humanidade. Sim; dessa
humanidade actual que irrefletidamente segue a vida a seu bel prazer,
esquecendo-se que existe um Deus a quem todos nós temos que prestar contas um
dia. Sabes perfeitamente que o século que atravessamos tudo admite e, eu, nas
minhas horas de reflexão, penso que se fosse um padre saberia arrebatar essa humanidade perdida
do caminho do mal para o caminho do bem; não como um sábio, mas como um
devotado ministro de Christo, mormente
na actualidade que vejo mundo composto de hypocrisia e falsidade.
Que
dizes das minhas ideias? Sinto deveras não gozar boa saúde, sinão poderias
contar que daqui a uns oito annos tinhas um primo padre. Mas sei que o meu
esforço por mais que seja irá sempre prejudicando e não chegarei a realizar o
meu desejo; de formas que contentar-me-ei em ir alimentando os meus doces
ideaes.”
João Teixeira não foi um poeta,
não foi um artista, não foi um sábio e nem foi um santo. Mas foi tudo isto ao
mesmo tempo, porque soube sempre comprehender e admirar o que é bom e bello.
Foi mais ainda um amigo de
todos; pobres e ricos, sábios ou nescios. Estimava os ricos e amava os pobres.
Admira os sábios e compadecia-se dos ignorantes. E mais que tudo isso, ainda, a
sua alma soube sempre compreender o poder supremo do nosso Creador e procurou
sempre incutir aos descrentes sua fé inabalável.
Que Deus o tenha em Sua Eterna
Glória gosando a recompensa das virtudes que praticou cá na terra. “
Rosalda
Cascatinha, 13 de dezembro de
1934
Publicado no jornal O Carmo do
Rio Claro , domingo, 23 de dezembro de 1934
quarta-feira, 19 de março de 2014
Um cônsul no Carmo
O cônsul foi o assunto do dia no carnaval da família em Carmo do Rio Claro. John Dodrell é cônsul geral britânico em São Paulo e diretor de Comércio e Investimento no Brasil da United Kingdom Trade & Investment (UKTI), organização de desenvolvimento de negócios internacionais do Reino Unido. . Ele é casado com uma amiga da minha irmã, Ana Maria Vilela Soares, Dilsa. Eles ficaram hospedados na casa dela, visitaram a Fazenda Água Limpa e passaram, também, pela Pousada da Mavi, para visitar meu irmão, o Tião da Lola. A família estava reunida numa das casinhas da fazendinha. Sei que só se falava no cônsul, o que servir ao cônsul, que toalha de mesa colocar para o cônsul.... No final, eles adoraram Carmo do Rio Claro e as visitas.
Saiba mais no www.nanademinas.com.br
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quarta-feira, 5 de março de 2014
Vamos descansar... respirar...
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| Antonio Guedes despedindo do Rio de Janeiro, num magnífico pôr do sol. |
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| A bicicleta é do César Marinho, ciclista apaixonado. Roda toda a região do Carmo na sua bike. |
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| A foto é linda, uma pintura. Uma pintura bela e triste. A água está muito baixa! Ao fundo, a serra que parece um elefante deitado sobre a planície. |
CARNAVAL DA ALEGRIA. O pessoal tá postando no Face e eu aqui repercutindo...
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| É o amooorrr! Um lindo casal! Lucília e Dumato, assim o conheci. Qual é o nome dele Lucília? |
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| A Turma da Lucília,filha do Joaquim José e da Toninha. Lindas gatinhas carmelitanas. Pura animação no Carnaval Alegria. |
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| A Marly e os foliões mascarados. |
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| Saiba quem são eles no site da Nana. |
Veja mais no melhor site de Carmo do Rio Claro
nanademinas.com.br
CRÔNICAS DE BELO HORIZONTE: O DIA EM QUE A CAPITAL DE MINAS CARNAVALIZOU
Prometo, é a última vez que falo de carnaval. Mas, gente, é quarta feira de cinzase nem me lembrei disto. Acordei com uma sensação gostosa no corpo, de quem dançou e desopilou todas as minhas mágoas. Esqueci, gente, é quaresma. Mas quaresma passa tão batido aqui na capital. Vou contar só mais um pouquinho. Aqui rolou um carnaval pouco sexualizado, um carnaval politizado, engraçado, criativo e extremamente diversificado. Enquanto os foliões aproveitavam a festa que se espalhou pela cidade, havia opções de jazz, exposições, mostras de cinema etc nos centros culturais.
Teve a Noites Brancas no Parque Municipal e o povo foi, passou por lá a noite inteira vendo a diversidade de artes
acontecerem; a Virada Cultural. O belorizontino gostou.
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| Rosângela Castro e Mário Lúcio Arreguy, na Praça da Liberdade. |
Estou com saudades
do carnaval. Estou com saudades da descoberta. De sair pelas ruas sem saber o
que ia encontrar. A surpresa de, já no supermercado, trombar com homens
vestidos de mulher e pessoas com colares coloridos. Belo Horizonte é tranquila, pra dentro, discreta. Mas era
carnaval e tudo se permitia. O carnaval prometia 1 milhão de pessoas, blocos em
todos os bairros. A população tomou as ruas. Quem conhece BH, sabe que todo
mundo viajava e, se quisesse sossego, era só ficar aqui. Mas no ano passado o
fenômeno começou a se manifestar e a mostrar a que vinha.
Penso que é consequência, em parte, dos movimentos da
Praia da Estação, da ocupação da Câmara que, para festejar a vitória sobre o
preço das passagens de ônibus, ocupou debaixo
do Viaduto de Santa Teresa e a rua atrás da estação ferroviária. E por ali se
espalharam shows, performances, vários tipos de som; até um jogo de queimada e um balanço pendurado
do viaduto faziam parte do evento.
A Praia da Estação também tem um conteúdo
político. Começou porque o prefeito Márcio Lacerda começou a vender os espaços
da praça. Só podia ocupar se pagasse um tributo. Então, a moçada desce para a
Praça da Estação de roupas de banho, jogam frescobol, cantam, dançam... O prefeito
desliga a fonte. Então, a moçada contrata um caminhão pipa e todo mundo toma
banho..
.
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| Aqui começou, o povo tomou a praça da Estação em protesto e inventou uma nova maneira bem humorada e prazerosa de protestar. |
Político por
natureza, a alma mineira brincou e juntou às marchinhas de carnaval críticas
políticas. No ano passado, venceu “As Coxinhas da Madrasta”. O vereador Léo
Burguês andou cometendo o delito fazendo compras para a Câmara Municipal. Este ano, no concurso de marchinhas ganhou “A
Marchinha do Pó Royal”. Ironiza a história do avião de cocaína encontrado em
avião dos Perrelas.
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| Marchinha do Pó Royal, ironia política. Nada bom para Aécio Neves. |
“Deixaram o Pó Royal cair no chão/ em
pleno baile de carnaval/achei que ia rolar a confusão/mas a turma achou legal./O
pó chegou voando no salão/que farra sensacional/deu até notícia na televisão/virou
Baile do Pó Royal./O pó rela no pé/O pé rela no pó/O pó rela no pé/O pé rela no
pó/Esse pó é de quem tô pensando?/Ah é sim, ah é sim/Você sabe eu também sei/Ah
é sim, ah é sim/Não espalha que vai ser melhor”.
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| Bia Castro César e Soraya Lacerda no Baianas Ozadas |
E foi assim este carnaval muito
peculiar que aconteceu. Para grande parte de nós, que aqui moramos, foi uma surpreendente
surpresa. Que bom sair por aí, cruzar com gente fantasiada, ouvir diferentes
ritmos. A gente ainda não conhecia os blocos. Fomos atrás sem saber direito. Ficamos
conhecendo “As Baianas Ozadas” que cantaram Caymi rua João Pinheiro abaixo até
a Praça da Estação. Por ali haviam passado O Samba da Madrugada, Dona Jandira,
A Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte, culminando com Martinho da Vila.
Martinália cantou na Savassi no sábado.
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| Tambor Mineiro |
Lá no Prado, rolou o melhor do batuque
com o Mestre Tizumba, hoje ator global, no Tambor Mineiro. No Mercado das
Borboletas, rola sempre um som mais contemporâneo, teve lá um funk bom. Teve
Soul com o pessoal do Quarteirão do Soul, que é fantástico. Eles se reúnem
toda semana perto do Mercado Novo ou na Praça Sete e relembram nas roupas,
indumentárias e músicas o som de James Brown. A todo momento eu me lembrava de minha
irmã Carla,que ama o rock e que, no Carmo, vive lamentando não ter rock no
carnaval. Pois é, teve. Na segunda noite, cansados de tentar ouvir o som no
palanque – a acústica não estava boa – dançamos rock no meio do quarteirão. No
palco, um grupo especial tocava Beatles e outras músicas em ritmo de samba.
Chic demais!
Como uma comportada senhora do Carmo,
fiquei ali pela região da Savassi, exatamente no quarteirão fechado da Status,
livraria tradicional que acabou trazendo restaurantes para o entorno,
transformando o quarteirão em espaço agradável, extremamente prazeroso. Ali,
ficavam as famílias, as crianças e nós, da “terceira” ou “segunda” idade
curtindo as marchinhas tradicionais, que muito me emocionam. Também os sambas
de raiz.
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| Quarteirão da Livraria Status, na Savassi, um ponto de encontro para happy hours. |
Saudade de sair pelas ruas e descobrir
um Belo Horizonte novo, pleno de criatividade. Detalhe: não houve maiores
ocorrências, tudo rolou em paz, com bloquinhos em todos os bairros. Na terça,
teve o Bloco da Esquina, homenageava o Clube da Esquina. Enfim, Belo Horizonte
é multi, é um caldeirão de arte em plena fervura.
Vamos continuar ocupando as ruas com
shows, performances, movimentos. Uma outra coisa legal que aconteceu
recentemente foi o “Dia Grátis da Gratidão”. Nesta versão, foi na Praça da
Liberdade. Você levava o que queria doar, se desfazer, sempre em boas condições
– livros, roupas, objetos, vasos de flores etc – e levava o que queria
gratuitamente. Também se dava abraços, aulas de dança, apresentação de
marionetes.... Achei chic demais! Em um tempo tão consumista, um gesto assim
tão lindo! Vamos fazer outros por aí?
terça-feira, 4 de março de 2014
REENCONTRO DE AMIGOS
Elas marcaram de se encontrar na Kátia. Velhos amigos dos bons e velhos tempos. Faço ideia o tanto que foi bom! A propósito, as meninas estão ótimas! Todas entre 50 e quase perto dos 60 anos ainda brilhantes e lindas!
AMIGO É ASSIM....PASSA
TEMPO.... NÃO IMPORTA... QUANDO ENCONTRA.... É SÓ ALEGRIA.... (Cecília)
Encontro delicioso com
amigos de mto tempo que moram fora,foi bom D+++,demos altas gargalhadas até as
3 da matina,com,Cecília,Cide,Tia Salete,Bel,José
Luiz,Katia,Carla,Claudia,Marcilio e eu Lógico,né? (Cléa)
segunda-feira, 3 de março de 2014
Um olhar para o carnaval de Belô
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| Praça da Savassi, um dos melhores lugares de BH para curtir o carnaval. BLOCOS DE RUA, CERCA DE 200 SAÍRAM PELAS RUAS DA CAPITAL, OCUPARAM TODOS OS BAIRROS. |
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| BLOCO DO QUEIXINHO TOCOU MARCHINHAS. |
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| OS BLOCOS CARICATOS, TRADICIONAIS EM BELO HORIZONTE |
Hoje tem desfile das escolas de samba e dos blocos caricatos, também típicos de BH, todos com o rosto pintado, cada um nas suas cores. Muito lindos! Eu os vi muito quando trabalhava na Belotur e cobria os carnavais. No ano que vem minhas irmãs prometem passar aqui. Vou sugerir um bloco. É cheio de bloquinhos pelas ruas, me lembrei de nossos bloquinhos no Carmo.
BLOCO PENAS DE PAVÃO DE KRISHNA
TEM ESCOLA DE SAMBA. A CIDADE JARDIM É DAS MAIS TRADICIONAIS
Belo Horizonte do nada começou a ter um carnaval muito particular. Tem conotação política, linguagens contemporâneas, quase 200 blocos de rua, 70 palcos em toda a cidade. A população ocupou as ruas. Teve bloco pra tudo quanto é gosto. Teve as Penas de Pavão de Krishna, com distribuição de frutas e sucos...O bloco "Baianas Ozadas", criado por baianos que residem em BH homenageou Caymi. Ele puxou um monte de gente descendo a Av. João Pinheiro até a Praça da Estação. "Minha jangada vai sair pro mar..." Durante a semana, eles lavaram as escadarias do Memorial Minas Gerais Vale, muito criativo. Homens e mulheres de baiana.
Dele, desci pra Savassi com outro bloco - Trovão de Minas. Muito legal. Batuque puro. Em certo momento, todo o bloco correu pela Avenida Cristóvão Colombo. Eu junto. Mas o que eu queria eram marchinhas e samba de raiz. Na Savassi, sentei na Status, onde rolava um som eletrônico. Detalhe, hoje eu estava sozinha. Comprei uma caipivodka e dancei tudo o que estava engasgado. Sozinha, na minha, curti as marchinhas e os sambinhas.
No primeiro dia de carnaval, choveu, então fizemos um carnaval particular com algumas amigas. Sempre fantasiada com um turbante de baiana todo colorido.
Teve no sábado - também na Savassi - um grupo que tocava Beatles, em ritmo de samba. Mas a acústica estava horrível e a multidão não permitiu aproximação para ouvir melhor. Então, viramos a av. Getúlio Vargas. Aí, rolava um rock. Eu e minhas amigas, todas da minha idade, entre 50 e 60. Fizemos um rebuliço. De repente estava cheio de jovens dançando com a gente. Nossa geração tem muito gás!
Dele, desci pra Savassi com outro bloco - Trovão de Minas. Muito legal. Batuque puro. Em certo momento, todo o bloco correu pela Avenida Cristóvão Colombo. Eu junto. Mas o que eu queria eram marchinhas e samba de raiz. Na Savassi, sentei na Status, onde rolava um som eletrônico. Detalhe, hoje eu estava sozinha. Comprei uma caipivodka e dancei tudo o que estava engasgado. Sozinha, na minha, curti as marchinhas e os sambinhas.
No primeiro dia de carnaval, choveu, então fizemos um carnaval particular com algumas amigas. Sempre fantasiada com um turbante de baiana todo colorido.
Teve no sábado - também na Savassi - um grupo que tocava Beatles, em ritmo de samba. Mas a acústica estava horrível e a multidão não permitiu aproximação para ouvir melhor. Então, viramos a av. Getúlio Vargas. Aí, rolava um rock. Eu e minhas amigas, todas da minha idade, entre 50 e 60. Fizemos um rebuliço. De repente estava cheio de jovens dançando com a gente. Nossa geração tem muito gás!
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| GRAVEOLA DEU SHOW NA SAVASSI. |
Hoje, fiquei andando pela Savassi, enquanto o Graveola tocava, uma música mais experimental e contemporânea. Achei do outro lado da Getúlio Vargas um reggae. Nó, minha mana Carla vai amar, já que ela gosta mesmo é de rock. Pessoas bonitas. Estava super divertido. Muita gente fantasiada. Homens vestidos de mulheres.
Na Praça da Estação cantaram Martinália e Martinho da Vila, mas não encarei a multidão. Mas no próximo, vou me programar melhor. Perdi blocos de marchinhas saindo do Praça da Liberdade, um autêntico tambor no Tambor Mineiro, no Prado. Altos shows no Mercado das Borboletas....black souL... Eram muitas as opções. Tenho tentando participar um pouco e sentir o clima. Gosto mesmo é de ficar por aqui, na Savassi. A prefeitura está de parabéns, tinha banheiro à vontade e, as ruas da Savassi pelo menos amanheceram lavadas.
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Agora, marchinha boa mesmo, perfeita, maravilhosa. Que faz com que eu dance de olhos fechados saboreando o momento, são as marchinhas da Turma do Aguenta. Porque ali, estou cercada pelos meus conterrâneos, estou na minha terra, no meu lugar. Porque estou ali desde a fundação do bloco. Eles sabem que eu mando beijos e reverências para o grupo durante a folia. Amo! Mas, agora estou dividida entre os dois carnavais e entre dois amores.
Flashes do Carnaval do CARMO
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| Lindo o João, filho do Hertinho e Vaninha. Brilhante! Feliz! Capturei do Face,ele está no Rio de Janeiro. |
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| Carnaval do Hotel Varandas da Montanha! MAIS NOTÍCIAS NO www.nanademinas.com.br |
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| Minha sobrinha Lucília com o namorado e o filho do Nelsinho (esqueci o nome). Ela também está brilhando! Feliz da vida! |
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| E aí está a Wenceslau, bombando! |
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