quinta-feira, 31 de março de 2011
A DILMA VEIO EM BH E EU ESTAVA LÁ
domingo, 27 de março de 2011
DR. LUIS ESPIRITUOSO!
TIO NECA MORREU!

Um PERSONAGEM - ANTÔNIO NEGRINHO
sábado, 26 de março de 2011
DESENVOLVA UM ESTADO DE ESPÍRITO ANTICÂNCER!

sexta-feira, 25 de março de 2011
Ah ah ah ah ah ah... Essa da Represa é ótima!
Sabe essa paineira aí de cima...
quinta-feira, 24 de março de 2011
MEMÓRIA DE FURNAS - GUAPÉ EM PÉ DE GUERRA!

VAMOS ENTRAR NESSA CAMPANHA!
- Recebi esse recado da Nilzinha Reis.
Você que é bairrista como eu faça campanha para o Thómas,o nosso atleta que está disputando o 1º lugar no projeto "CAÇA TALENTO DO FUTEBOL"da TV Alterosa.
Entre mais de 15000 garotos ,ele conseguiu ficar entre os 3 primeiros e agora disputa o 1º lugar.Thómas cursa o 9º ano,na E.E. Monsenhor Mário.Para ajudá-lo é só enviar mensagem pelo celular doThomas,para o nº 50006.
Beijos.
Nilza.- 20 de março de 2011 20:43

sexta-feira, 18 de março de 2011
ESTOU SOLIDÁRIA
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
QUEM É VOCÊ QUE ME VISITA?
O TIO TONINHO - 1
Na foto, em pé Tio Toninho e ao lado: Jair e Joaquim José, na festa de 90 anos da vó Alice, na Fazenda Água Limpa.CASOS DO JOB - CURIOSIDADES
OS NOMES DAS RUAS
Vista parcial do Carmo, ainda com dois coretos. As árvores pequenininhas. Nenhum carro nas ruas. De fato, era pacata.
Olha aí o Cascalho, a igrejinha no pé da Serra da Tormenta. Hoje há ali uma pracinha, a igreja está restaurada e as casas se esparramaram ao redor.
A Wenceslau na década 60/70, ainda com a casa da da. Maria Goulart.
O Bar XV de todos nós ficava no final da rua XV de Novembro.MORREU A POESIA!

Eu o vi uma vez, foi numa feira no GEC, ele estava de boné xadrez e um charmoso cachecol e o achei muito bonito. Daquelas pessoas que passam e deixam rastros. Emanava uma aura, um magnetismo. Debruçada sobre o excepcional livro de Jose Eglair Lopes – “História da Ventania”, deparei com a história de Omar. Ele nasceu em Alpinópolis em 11/10/1927. Filho de Abrelino Cabral Krauss (Seu Bilico) e Dona Anna Gonçalves Krauss (Sinhaninha).
A cidade o premiou como cidadão honorário. Foi acadêmico da Academia Taguatinguense de Letras e músico da Ordem dos Músicos do Brasil. Fundou o Grupo de Teatro Krauss e 12”. Escreveu e publicou livros de poesias, romances, memórias, autobiografia, adaptações para teatro, contos, crônicas...É impressionante o peso da sua obra. Fiquei impactada! Eu, que sou escritora também. Como ele escreveu e desenvolveu projetos ano a ano e criou livremente por anos a fio! Como ele se deu pelas palavras. Quanto destemor... Quanta entrega! Quanto amor! Gerou 9 filhos. Entre eles, a nossa querida Naina, filha da carmelitana, Maria Cesarina Paiva Krauss.
Rua Coronel Rosendo – 1983 – memória
Barulho do Silêncio – 1984 – conto e crônica
Lê com Lê... Clé com Clé – 1985 – tragicomédia
Retalhos D´Alma- 1985 – poesia e conto
Dona Rita Viúva Ladina – 1985 – melodrama
O livro do Padre Vicente – 1989 – memória
Nova Rezende “1937” – 1989 – memória
Trovas da Latinidade – 1989 – antologia (participou com 1 poesia)
Sonata a 4 mãos – 1992 – coautoria com sua esposa, Maria Helena – conto e crônica
A Flor dos Cafezais – 1990 – romance
Vida minha em livro aberto – 1991 – poesia
Circo pavilhão felicidade e entrevista – 1991 – memória
Poemas em letras vivas – 1993 – poesia
Íris, a sobrevivente – 1995 – romance
Padre Aníbal – 1995 – poesia
Brados de Amizade – 1996 – poesia
Rosa dos Ventos, Rosa dos Ventos – 1996 – antologia (com dois poemas)
Pequena História da Paróquia de São Sebastião da Ventania – 1996 (colaborador)
Recheios do Meu Balaio – 1998 – autobiografia com poesia
Florilégio dos meus poemas – 1998 – teatro bíblico
A voz das Letras – 1999 – poesia
Feliz andarilho – 1999 – poesia
Divina Júlia – 1999 – adaptação para teatro de um conto de Danielle Queiróz
Antologia Romântica – 1999 – antologia (participação com poesia)
Versos a Diversos – 2000 – poesia
Em 2001 e 2003:
A Morte do Justo – adaptação para teatro
Desejos de Felicidade – poesia
Segredos da Ventania – memória
Poltrona 4 – conto
Poltrona 4 era a poltrona do ônibus da Santa Cruz que o levava diariamente para Passos, onde Omar fazia academia. Enquanto olhava a paisagem e conversava com os outros do ônibus, fazia tudo virar literatura. A poltrona 4 era reservada para um jovem ancião – Omar. Morreu um menestrel. Com certeza o céu se encherá de poesia!
O blog www.soudalaiacultural.blogspot.com publicou esse artigo de Omar Krauss:Um dia eu vou morrer. Vou. O Mundo com suas coisas maravilhosas, o firmamento azul que chamamos de céu, as verdes matas, o mar, os rios, os córregos, os prédios...tudo irá ficar para trás.
Das coisas que irão ficar, as mais importantes são os animais.
No meio dos animais ficarão homens amigos, mulheres amigas, crianças amigas. Sempre foi assim com os outros que deixaram o Mundo nosso, então, vai aí minha confissão:
Quando eu era criança, para mim, nada melhor do que o Circo. No Catecismo do Padre Vicente, da Anita, da Antoninha, da Tia Olegário, minha catequista amada, da Samira, da Ruth, aprendi que nós viemos ao Mundo para conhecer, amar e servir a Deus e gozar d’Ele lá no céu. Que beleza! Eu com 7 anos pensava que era fácil ir para céu, um paraíso lindo, lugar dos bons, eternamente. Esse eternamente, não dá para ninguém compreender. É mistério!
E, um dos meus mistérios é a bondade do céu.
Veja se me entende, caro leitor.Eu amava Circo, nada melhor do que Circo, isso, não só quando criança, mas até hoje vibro com Circo, ainda amo: a entrada solene ao Circo, bancada ou cadeira, a entrega ao porteiro fardado, do bilhete amarelo ou verde, chamado ingresso, o cheiro do quentão, da pipoca, a bandeja de pirulito de várias cores...uma olhadela ao longe, para ver que estava ali para assistir “O céu uniu dois corações”, a Terezinha rola-rola, o palhaço “Bigola, meu nêgo”!...ou Chupim, ou ainda o Bambolim e o Cherêta, a voz impostada do Diretor: “Respeitável público, o meu cordial boa noite!” Ah, como é bom o Circo! É uma saudade...dor gostosa!...
Bem, e o Céu? Claro que o lugar que nos está preparado por Deus, sua bondade é única, inigualável!
Permita-me concluir a minha confissão:
Por mais que eu leia, por mais que eu saiba o absurdo do meu pensamento, sem censura nenhuma, sem medo de crítica, pois cada pessoa tem o seu Céu na imaginação. Como é o seu Céu???
O meu é um Circo, com lona, bancada de tábua, picadeiro de palha de arroz, no palco, uma cortina de chitão de estampas vivas com iluminação elétrica muito forte, o povo, com roupas normais; não vejo alminhas de fumaça, não.
Muita gente da Ventania, de outros lugares também, mas não está lotado e há silêncio e expectativa.
Toca uma sineta e começa um desfile nos chamados santos; muitos Anjos; em seguida, atravessa a picadeiro, uma senhora linda, vestida de branco e azul. Minha tia me cutuca e diz baixinho, aquela é a Nossa Senhora, a Maria, ela abana a mão direita e o povo bate palmas. O silêncio fica profundo e uma música suave; o meu corpo arrepia. É Jesus, o Salvador. Que beleza! O povo canta o Tantum ergo, o tão sublime Sacramento! Bate um cheiro de incenso. A cortina do palco se abre e ali dentro, no palco, Deus Pai e Deus Espírito Santo, juntamente com o Cristo, os três salientando a Trindade Santíssima, abençoa o povo que está ajoelhado, contrito e muito feliz.
Meus Deus! Se for assim, será assim. Acho pensar que o Céu, para onde quero ir, é como meu Circo dos meus tempos de criança pura!
Sempre tive vontade de deixar escrito essa minha...inocência.
Não penso estar escandalizando meu leitor. Por mais que eu queira criar outra imaginação, não consigo.
Por enquanto, fico pensando assim, “Antes que o Mundo acabe”.
Tomara que a Misericórdia de Deus me conceda o Céu como ele é: Resplendores de Luz, Perpétua!
Fonte: Dener Moreira de Souza
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
JUVENTUDE UNIDA CARMELITANA
CASA DA NIVALDA - quem viveu não esquece!

Na porta, as cadeiras do alpendre, que já acolheram tantos! A mesma turma da cozinha, nas super mini-saias e o nosso saudoso Tony. Quando todo o movimento acabava no Bar XV, a turma ia para o alpendre da Casa da Nivalda e varávamos a madrugada comendo pipoca, conversando e rindo... MÚSICA, MAESTRO!
Toninha ( com seu irmão e prima) e Joaquim José em Baile do Gec da rua Dr. Monte Razo.
A Franfarra continua viva!!!segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
PELA REABERTURA DO BAR XV!

sábado, 19 de fevereiro de 2011
HOMENAGEM PÓSTUMA!

Nunca mais veremos o fuska marron do Otair cortar as ruas do Carmo. Parecia até que o Altair estaria sempre ali. Ele atravessou a vida no seu fusquinha e numa tranquilidade... Agora, resta-me levar ele e seu fuska para a minha literatura.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
QUEM FUNDOU A TURMA DO AGUENTA?

sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ai que saudades do CINE GUARANI
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
ARRASOU!
A LUA CHEIA MAIS LINDA QUE O CARMO JÁ VIU!

sábado, 5 de fevereiro de 2011
MUITO ESTRANHO!
Este ano vamos experimentar quatro datas incomum .... 1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11 e tem mais!!! Agora vão descobrir, pegue os últimos 2 dígitos do ano em que nasceu mais a idade que você vai ter este ano e será igual a 111 para todos!
ALGUEM EXPLICA ?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O TESTAMENTO DE JUDAS!
Vejam que engraçado o texto que o Cesar Marinho (Boquita) enviou para o blog, vocês conhecem esses personagens?
"Nos nove dias do mês de abril de mil novecentos e cinqüenta, nesta cidade de Carmo do Rio Claro, Estado de Minas Gerais, na Casa Lagartixa, de propriedade de meu particularíssimo amigo – o barrigudinho Fernando Macedo, aonde vim a chamado, compareci, eu, Satanás, Tabelião do Vigésimo Quarto Ofício do termo e comarca do Inferno, perante mim compareceu Judas Iscariotis, essa figura impoluta, de caráter sem jaça, da nobre e seleta família dos Iscariotis e Lombricóides – num preito de grande amizade e saudade eterna, lança aqui aos seus diletos amigos e companheiros o seu testamento, esperando assim agradar todos os seus capangas que ansiosos estão para ver a sua caveira.
Então perante as testemunhas incapazes e mesquinhas Osvaldo Alves da Silva, José Severino da Costa, Mozart Gonçalves, Nicanor de Castro e Joel Pereira – me declarou ele testador que queria fazer seu testamento, pelo que me foi ditado, eu o escrevi e é o seguinte:
Eu, Judas Iscariotis, hipócrita, covarde, desclassificado, vacinado contra a peste, o tal que as creolas preferem, porque dizem que eu tenho it, o bilu-bilu da mamãe, o teteinha do papai, enfim o gostozão, deixo aqui o meu precioso testamento, cujos herdeiros serão os meus companheiros de cachaçadas, serenatas e de bailes no Quitandinha. Espero que meus companheiros de traição não se zanguem com os presentes.
Lá vão eles:
De canela forte e dura
Deixo meu par da caçamba
E a minha dentadura.
O meu chapéu Panamá
Que veio da Guatemala
Pro cabelo atrapalhá
Deixo ao Dempsey do Balla.
Ao meu amigo Marcelo
Deixo meu terno amarelo.
Ao gostosão Luiz Palacini
A camisa de tricoline.
Ao Zé Alexandre de Oliveira
Os piolhos da cabeleira.
Aos estudantes de Guapé
As minhas meias com chulé.
Ao Miguel Rosa e ao Ladico
O meu adorado penico.
Ao simpático Rubinho
Deixo o meu colarinho.
Ao Fernando e ao Paulo Junqueira
O Antonio Jacinto Ferreira.
Para o Lolô que me ama
Deixarei o meu pijama.
Ao Zé Joaquim o portento
Recomendo o casamento.
O Totó e o Zeca
Repartam a minha cueca.
Para o Marcílio Vilela
O poder de tagarela.
Não posso jamais esquecer
Do meu amigo Siluca
A ele deixo um abraço
E um beijinho na nuca.
Ao meu amigo Ari Balla
Meu companheiro de troça
Prá ele se divertir
Deixo a minha sarna grossa.
A minha chuteira novinha
Que eu ganhei do Zébedeu
Ficará uma gracinha
No pezinho do Amadeu.
Ao René e ao Renato
A cada um um sapato.
Ao amigo Abrão Elias
Deixo minha covardia.
Aos torcedores do Flamengo
Uma Nêga cheia de dengo.
A todos os estudantes
Oito doses de purgante.
Ao simpático Nen Cabral
A morte quando o sol raiar.
O Zico que é chauxfer
Ficará com minha mulher.
Ao Vicente Barbeirinho
Vulgo bigode de arame
Prá engordar um pouquinho
Três bexigas de salame.
Agora chegou a vez
Do Francisquinho e Anício
Deixo minha barrigueira
Meu peitoral e rabicho.
A corda que me enforcou
E que muito me dá saudade
Servirá para enforcar
O amigo Sebastião Trindade.
O meu terninho surrado
Com cheirinho de suor
Prá andar bem alinhado
Ficará para o Nabor.
Ao 1° ano normal
Minha fantasia de carnaval.
Ao Abrão almofadinha
A pose e a gravatinha.
O gracioso Paulo Jacó
Ficará com minha avó.
Ao gorducho Dininho
Deixo todos os meus filhinhos.
Ao Alfeu e ao Domingos
O meu moderno cachimbo.
Para o Corsini e o Abel
2 garrafas de mel.
Ao Mario Vilela Pereira
Uma porca parideira.
Ao Zé Flávio amigão
Deixo todo o meu coração.
Ao Valter que é muito sério
Uma cova no cemitério.
Aos torcedores do Fluminense
Um purgante da água venense.
Ao José Augusto Ribeiro
A profissão de fogueteiro.
Para o Orlando Peres
Deixo o título de alferes.
Ao amigo Abel do Tino
Deixarei meus intestinos.
Ao Miro que é um colosso
Prá fazer bife no bar
Deixo a carne de pescoço
Pois todos hão de gostar.
Recordações, abrações e beijos
Ás alunas da Escola Normal
E uma bomba no fim do ano
São os meus votos sem igual.
Ao barbeiro da elite
O simpático Tetelo
Prá sarar de apendicite
5 quilos de farelo.
Para o amigo estimado
O mimoso Zé Ganguinha
Um arroto perfumado
De conhaque com caninha.
Ao simpático Manuel Prado
Amigo do coração
Deixo minha camisola
E o meu rasgado roupão.
Aos brotinhos do Carmo
Que eu adoro com fervor
Um lugar no Purgatório
Reservarei com amor.
Ao Laudarci Tomaz Elias
A minha cabeça vazia.
E para o Nelson Marinho
O meu lindo bigodinho.
Para o Nenzo e sua amada
Deixo a minha barrigada.
Ao Zé Rita e ao Zecão
O meu cavalo alazão.
E para o Geraldo Cardoso
Pinga com vinho amargoso.
Ao Nadim que é brigão
Deixarei um mosquetão.
Para o ilustre delegado
Uma tigela de melado.
Para o Cine Guarani
Dez filmes abacaxi.
Para o Lú e o para o Breno
Duas doses de veneno.
Ao Nelson Jacinto Ferreira
Deixo toda minha sujeira.
A Apriginho Vieira
Uma gauchinha faceira.
Ao distinto Biésinho
Deixarei um nenêsinho.
Ainda para o José Jonas
Um rabicho e uma sanfona.
O Toninho do João Tito
Ficará com meu cambito.
Ao Bartôlo que é muxiba
E me vendeu o paletó
Deixarei minha barriga
Prá comê-la com jiló.
O Nelson Trindade Pereira
Que é um leal companheiro
Prá tomar uma cachaça
Deixo meus trinta dinheiro.
Para o amigo Rachid
Rapaz esbelto e granfino
Prá fazer a toalete
Uma escova e um pente fino.
Ao Benedito “criatura”
Rapaz correto e distinto
Deixo com toda ternura
Um suspensório e um cinto.
Aos meus amigos malucos
Fernando e Paulo Junqueira
Além de um bom trabuco
Deixo ainda a cartucheira.
Ao Coluci apaixonado
Prá curar a sua sina
Deixarei com muito agrado
Um envelope de guaraína.
E para o Gerson e o Salomão
Minhas calças e o cinturão.
Para o Geraldo Marinho
Deixo dois lindos BROTINHOS.
Ao Luiz Gonzaga Vilela
Deixo o osso da canela.
Ao Fidélis e ao Coringa
Duas garrafas de pinga.
E a calça que é do Rubinho
Devolverei direitinho.
Ao amigo Barrilinho
Deixo o Fernando e o Paulinho.
Ao Domingos Jacinto Ferreira
Uma cinta e uma barrigueira.
Para o Antonio Damasceno
Uma carroça de feno.
O Nilson e o Moacir Vilela
Repartirão minha costela.
Aos torcedores do Glorioso
Um ano bem venturoso.
Ainda ao Fernando Macedo
Três litros de leite azedo.
Ao amigo Nenê Santana
Deixarei uma balzaquiana.
Para o Luiz Soares e o filho
Duas quartas de milho.
Ao Saul cheio de bossa
Uma bengala e uma carroça.
Ao Chiquinho da prefeitura
Deixo um par de ferradura.
Ao Zé Francisco ou Zé Chico
Que está querendo casar
Deixo a tampa do penico
Prá assim poder começar.
Ao Fernando contador
Contador só de potocas
Meu anzol que é um amor
Com caniço e a minhoca.
E ao Zé Ranulfo bancário
Que também já quer casar
Deixo-lhe o titulo de otário
Por tal atitude tomar.
Eu agora me dirijo
Com toda liberdade
Ao Edmundo Soares
O brotinho da cidade.
Prá esse viúvo “Dom Juan”
Que vive a enganar pequenas
Dou-lhe um conselho de irmã
Vá embora prá Alfenas.
A minha prenda d’agora
É para o Alberto Jacó
Deixo a ele minha espora
E uma cueca de filó.
Para o Paulo Magalhães
Que é rapaz apaixonado
Deixo a ele com amor
Meu retrato autografado.
E para toda mocinha
Que não sabe cozinhar
Reservo uma cadeirinha
Prá no Inferno assentar.
A minha viola de pinho
E meu formoso pandeiro
Deixo com todo carinho
Para o Roquinho barbeiro.
E agora para os brotinhos
E balzaquianas também
Um abraço apertadinho
E um beijo do Racém.
E agora prá terminar
Dou o meu adeus eterno
Havemos de encontrar
Nas profundezas do inferno.
Terminando muito bem
Escutem o que vou falar
Não deixo nada a ninguém
Pois foram me ver queimar.
Atenção
A sobra do dinheiro
Que a turma arrecadou
Deixarei ao testamenteiro
Que muito fosfato gastou.
E, assim, eu, Satanás, Tabelião, fiz este testamento, e confirmo ter nele escrito com fidelidade a vontade do testador Judas Iscariotis, que foi lido por mim em voz alta perante ele e as testemunhas presentes.
Assinado
Judas Iscariotis
Carmo do Rio Claro, 9 de abril de 1950
Osvaldo Alves da Silva
Jose Severino da Costa
Mozart Gonçalves
Nicanor de Castro
Joel Pereira

