domingo, 31 de julho de 2011

DE OLHO NA GOVERNANTA!!!

Renato (meu companheiro), eu, Pepeca, Luciano, Nana, Marcelo e Rique.
foto publicada no www.nanademinas.com.br


Fui assistir à "Crônica de uma Casa Assassinada", escrita pelo escritor mineiro, natural de Curvelo, Lúcio Cardoso, e dirigida pelo carmelitano Gabriel Vilela e encenada no Teatro Alterosa, em BH, nesse final de semana. No elenco, Xuxa Lopes e a minha prima Maria do Carmo Soares, conhecida entre nós por Pepeca. Ela brilhou no espetáculo, construindo uma mulher que reúne todas as mulheres da minha infância. Vi nela a vó Alice, em seu despojamento e a Elisa - minha segunda mãe - em sua humildade no servir. Ela confirmou que Elisa foi o seu modelo: uma mulher que não julga e não se intromete nos assuntos da casa, humilde". No caótico da peça, que choca pelo conteúdo e apelo erótico, a governamenta - encenada por Pepeca - preserva e conserva a Minas Gerais ali negada. Chocou-me ouvir que Minas Gerais é feia e que  Minas é lugar horroroso para se morrer. Não concordo com o autor. Morrer em Minas é morrer cercada pela família. Quero morrer em Minas e ser enterrada em Carmo do Rio Claro.

Fiquei com muita vontade de ler o livro, pois sei que das 300 páginas ele tirou o sumo, no seu ponto de vista. A peça é uma leitura do romance muito particular de Gabriel Vilela. Há uma grande beleza plástica e um pano colorido que liga as cenas e os personagens. Ele vira de repente um útero, maravilhoso!A peça recebeu em Belo Horizonte palmas educadas, o público inclusive se levantou, mas sentia-se no ar um silêncio tenso. Nenhum entusiasmo. Ali, escancaradas estiveram as sombras de Minas Gerais. Mas sabemos que Minas Gerais são muitas, são outras: acolhedora, hospitaleira, honesta, reta e, como retratou a peça, extremamente religiosa.Em foco: o preconceito enrustido contra os homosexuais e referências à Bíblia e Igreja Católica. O cenário é uma mesa de jantar, onde tudo acontece, até as relações sexuais. A peça me lembrou Nelson Rodrigues. Sem dúvida, a governanta feita pela Pepeca merece prêmios, uma construção impecável do personagem e uma referência silenciosa à nossa Minas Gerais.

Fiquei me lembrando das primeiras peças do "Biel", quando ele ainda era mais próximo de nós. Quando o público do Palácio das Artes se levantou entusiasmado para aplaudir A Vida é Sonho, encenada por Regina Duarte, quando vi Minas Gerais também declarada, maravilhosamente declarada no Concílio do Amor e genialmente mostrada em Romeu e Julieta. A genialidade sempre presente.  A peça, com certeza, escandalizaria a muitos. Fiquei pensando, seria hilário, imaginem a Tia Carmelita, a Tia Lourdes e a Vó Alice assistindo esse espetáculo! Verdadeiras personagens dos corredores da Minas Gerais da nossa infância. A peça ainda viveu muitos dias dentro de mim.

O FORDINHO DO DR. JÚLIO


Um dos primeiros carros do Carmo - ou foi o primeiro? - hoje está restaurado e anda pelas ruas. Seu proprietário é o Antônio Peres. A Nilzinha mandou a foto e disse que o número da placa indica a data em que foi construído -1929....

segunda-feira, 25 de julho de 2011

QUEM JÁ OUVIU FALAR DO PORTO CARRITO?

Recebi do César Marinho -nosso querido Boquita - esse interessante artigo do seu tio Didi, onde ele revela suas lembranças sobre meu avô Soares e minha avó, Alice Figueiredo Soares. E conta detalhes inéditos como o tal banheiro que era lavado pela correnteza do rio. Agradeço a ela a colaboração.

"O Porto Carrito era um dos portos do Rio Sapucaí em Carmo do Rio Claro. Seus proprietários eram o Senhor Sebastião José Soares e Dona Alice Figueiredo Soares. O Porto se distanciava da cidade 6 km. No Porto Carrito existia a residência dos proprietários, um casarão antigo. O porto era o ponto de encontro dos carmelitanos e suas famílias, todos sempre recebidos com muito carinho. Era um ponto de turismo carmelitano. No rio Sapucaí navegava um vapor de nome “Francisco Feio”, que fazia um transporte até a cidade de Fama, em Minas Gerais, com passageiros e cargas.

Meu pai Emídio Carvalho Marinho e minha mãe Guiomar da Veiga Marinho (com saudades) juntos com a família visitavam o porto carrito várias vezes. Éramos crianças e achávamos uma beleza a chegada e a saída do vapor.

Era interessante na residência do porto existia uma construção um banheiro da residência, em cima de um córrego que passava pelo quintal da mesma, assim não necessitava a descarga de água depois de ocupá-lo. Também me lembro em frente á residência havia um pé de Jatobá, uma fruta doce e gostosa, porém difícil de comer. Meus pais eram muito amigos, dos proprietários do Porto Carrito. Sempre havia um lanche gostoso que era servido aos visitantes.

Meu saudoso Pai, Emídio Carvalho Marinho (com saudades) vendia bilhetes deloteria do Estado de Minas e do Estado do Espírito Santo, porém, o agente era o Senhor Sebastião José Soares. Ele foi Secretário da Prefeitura do Carmo nas épocas dos prefeitos Roberval Teixeira Bueno e Geraldo Andrade Vilela.

Enfim o povo carmelitano naquela época fazia do porto Carrito um ponto de turismo carmelitano.

O casal Sebastião José Soares e Alice Figueiredo Soares teve quatro filhos: Luiz, Edmundo, Antônio e Dario.

Vejam os portos do vapor Francisco Feio, que navegava i rio Sapucaí: Amoras, Cabo Verde, barranco Alto, Correnteza, Águas Verdes, Prado Leite e Ponte (Itacy). O final era o Porto Carrito, vindo da cidade de Fama em Minas Gerais.

Um lembrete: Nessa época a cidade possuía apenas dois carros de aluguel do João Valentim de Faria e de José Valentim de Faria.
O nome do vapor ‘Francisco Feio” é o do engenheiro, seu proprietário.

A navegação do Rio Sapucaí foi responsável pelo desenvolvimento da região.

Esse casal, proprietários do porto carrito, nos deixou há tempos. Desejamos que eles estejam juntos com os querubins e serafins, cantando as glórias celestiais."

Emídio Marinho Filho – Carmo do Rio Claro/MG


quinta-feira, 21 de julho de 2011

HOMENAGEM PÓSTUMA!

Eu me lembro do Aloísio ainda jovem, indo para São Paulo trabalhar e estudar. Formou-se em Publicidade e depois foi para o Carmo, onde aposentou-se no Banco do Brasil. Desde àquela época, ele já fazia poesias (estou aguardando seus poemas para publicar). Era então um sonhador. Aloísio Bueno de Carvalho é filho de Walmira Bueno Carvalho e José Ranulfo de Carvalho. Faleceu com 56 anos. A morte o pegou de repente. Lembro-me também dele no Aguenta, cantando as marchinhas com todo fervor!
Ando demorando a postar, mas quero que a família aceite os meus sinceros pêsames e que Deus lhes dê entendimento e compreensão.
Vou ofertar a meu amigo um poema de Brecht:

"Quando no quarto branco do hospital
acordei certa manhã
e ouvi o melro, compreendi bem.
Há algum tempo, já não tinha medo da morte
Pois nada me poderá faltar se eu mesmo faltar
Então consegui me alegrar com todos
os cantos de melros depois de mim."

sexta-feira, 15 de julho de 2011

MINHA FILHA PARTICIPA DE CONCURSO DE BALÉ

Hoje, daqui a pouco, minha filha Ayrá Sol Soares Coelho vai dançar mais uma vez a Valsa dos Arcos, uma produção do Cefar - Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. O grupo já ganhou cinco primeiros lugares com a dança. Ele vai se apresentar em Indaiatuba, interior de São Paulo. Ela será assistida pelas tias - Fatinha, Alice, Cláudia e sobrinhos.

UMA VERDADEIRA CONFRATERNIZAÇÃO!






UMA NOITE INESQUECÍVEL!











Ana Maria, explicando para os parentes como ler o livro e encontrar o seu nome na genealogia. Também agradece a presença de todos.
Foi a conclusão de anos e anos de trabalho. Ela estava muito feliz!
Seguem alguns flashes da festa, fotos tiradas pela Nana e gentilmente cedidas ao blog.

Acesse www.nanademinas.com.br









Depois de uma exaustiva semana, acho um tempinho para contar o que foi a grande festa que anunciei, o lançamento do livro de genealogia da minha irmã, Ana Maria Vilela Soares, que causou um verdadeiro frisson na cidade, principalmente entre os Vilelas e Soares. Os salões de beleza estavam cheios, os ateliês e as pousadas, movimentando a economia do Carmo. A noite estava fria e nos preparamos com muitos casacos, meias e botas, dispostos a enfrentar os 2 graus prometidos pela metereologia. Não senti frio. Para aquecer, a cachaça do Antônio Carlos (Espírito de Minas?) estava circulando livremente. No bar, vinho, wisky e cerveja. Os caldos aqueceram a noite.

A festa aconteceu na Pousada da Mavi, na fazenda do Tião da Lola, meu querido irmão. A família estava toda reunida. Só faltou a Carla. Sobrinhos, netos, bisnetos. Para os da geração da minha irmã, Tata e da própria Madrinha Ana, houve um verdadeiro reencontro entre amigos. Para os mais velhos também. O nosso querido Angelo brincava no faceboock, chamando a festa de Trumbucas Day.
Nossa amiga e colunista social, a Nana de Minas, que cedeu as fotos, esteve presente e brincava dizendo que não era Vilela e estava no subsolo. E dizíamos, não Nana, você é daquelas plantas companheiras que vivem juntas.
A capa do livro foi criação do nosso querido Biel, mais conhecido por Gabriel Vilela e mostra galhos de uma árvore que está na frente da sua casa, salvo engano, uma copaíba. Não pensem que o livro é cansativo, pois tem 623 páginas e a sua maioria com nomes. Mas os comentários da própria autora e do prólogo, assinado pelo cientista e escritor Antônio Cândido de Melo e Souza trazem esclarecimentos super interessantes sobre a nossa história. Além das fotos, que nos levam à uma viagem no tempo.

Segundo a apresentação: "a vontade de conhecer a minha origem e o interesse pela genealogia foram a razão primordial deste trabalho. Além disso, a constatação de que as novas gerações pouco ou nada sabem a respeito de seus ancestrais, foi motivação outra. Por tudo isso e por dispor de tempo em virtude de minha aposentadoria, decidi pôr mãos à obra e pesquisar a nossa história".
E assim fez Ana Maria nos últimos 13 anos. Debruçou-se sobre os livros da Igreja - de batismo, casamentos e óbitos - foi a Belo Horizonte, onde pesquisou no Arquivo Público Mineiro. Entrevistou as anciãs Vilela do Carmo e colheu da boca delas a história viva. Foi um verdadeiro Fio de Ariadne, percorrendo a história e chegando nas três ilhoas que cruzaram o Atlântico, vindas da Ilha de Fayal, em Portugal, dando origem a várias famílias, entre elas, os VILELAS.

Tia Maria Ignez, tia de Maria Leonor, mãe de Ana Maria, e o Tio Duduca (marido da Tia Lola) contavam que os primeiros Vilelas chegaram em Nepomuceno, no Arraial da Trombuca; o livro esclarece que daí veio o apelido "Trumbucas". Ana Maria informa que em 1970 ganhou do primo Djalma de Souza Vilela, fotocópias de 11 páginas contendo anotações sobre a Família Vilela de Carmo do Rio Claro feitas por Dr. Sebastião Campista César. Ela preservou o nome, que ele deu à sua obra "Genealogia da Família Vilela de Carmo do Rio Claro".

Segundo Ana Maria, " Tia Maria Ignez, que mamãe chamava de Minez, foi quem a criou, junto com o tio Duduca, desde os 4 meses, quando ela perdeu a mãe e foi morar na Água Limpa, onde foi criada pelos dois. Aliás, Mamãe tinha o apelido de Menina da Água Limpa. Tia Maria Ignez nos considerava como netos, o que, realmente, éramos, pois mãe é quem cria, não é verdade?"

Quem é Antônio Cândido?

Antônio Cândido de Melo e Souza nasceu no Rio de Janeiro e foi criado em Cássia. Um currículo resumidíssimo: é escritor, crítico literário, bacharel e licenciado em Ciências Sociais, professor universitário. Publicou mais de 20 livros, doutor honoris causa da Unicamp. Recebeu diversos prêmios literários, entre eles o Jabuti, recebeu o prêmio Juca Pato na distinção de Intelectual do ano...

"Este livro de Ana Maria Vilela Soares denota antes de mais nada interesse profundo pela família e pela cidade. A família é fragmento de um conjunto maior, os Vilelas do Sul de Minas, grupo que a partir de meados do século XVIII não apenas contribuiu de maneira importante para povoar e desenvolver a antiga capitania, depois província e finalmente estado, mas se espalhou por outras unidades da federação, sobretudo São Paulo. A cidade é Carmo do Rio Claro, onde se radicaram dois galhos desse tronco robusto..."

Encontrei por lá pessoas que não via há muito, como a Celenê e a Aretuza. Fiquei feliz de ver o meu querido primo, o Job Milton, que raramente sai de casa, junto com o Dito e família. José Haroldo falou poemas e alegrias. Tinha gente de Goiânia, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Três Pontas, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Conceição Aparecida, Batatais, São José dos Campos, Brasília. A família Fabrino foi em peso e lotou a pousada do Tião. Um gostoso samba tocava ao fundo. Gostei de ver a Nilzinha Reis, minha seguidora assídua nesse blog, o Zé Milton do Expresso Carmelitano, o Edgard e tantos outros.

A festa terminou com chave de ouro. Sobraram os gatos pingados - a Nana, a Fatinha, minha sobrinha Daniela e família, o Tião com os filhos, no começo estavam a Maria Eunice e o Luizinho, a Simone e a Marlene, a Alice, minha irmã e família e eu, em volta da cantoria do Lucas Ventania, que tinha uma capa de tropeiro nas costas e um chapéu na cabeça e foi muito bem vindo. A Simone colaborou com sua voz maravilhosa. Já a Marlene estava com dor de garganta e não aceitou nosso convite para cantar também.

Compareceram as 500 pessoas confirmadas. Foram vendidos 220 livros. Quem quiser adquirir, poderá procurar na Associação dos Artesãos ou com a própria autora. O livro é de encadernação dura, de ótima apresentação e custa R$ 60,00.

Todos saírem felizes, crianças, adultos e anciãos e comentavam que a festa esteve ótima.
Esse será mais um livro para minhas consultas e, aos poucos, vou passando para vocês histórias interessantes que ele relata.

sábado, 2 de julho de 2011

VEIA LUSITANA

( A linda Bruna ao lado da sua linda irmã, Amanda)


Definitivamente, a poesia corre na veia dos Figueiredos. Bruna Soares é filha do Joaquim José mais conhecido por Quinzé. Ela mandou para tia um lindo poema de sua autoria.


Quão profunda pode ser uma alma
a ponto de não ser decifrada?
Que blasfêmia também,
querer saber o que ninguém há de ter
Incompleta por falta de inspiração
O que aconteceu?
Sobrou razão!
Oh alma perdida, penada
De nada tens pena se for encontrada
No fundo era isso que queria, ou temia
Se decifrada, devoraria.

GRANDE LANÇAMENTO DE LIVRO EM CARMO DO RIO CLARO


(Ana Maria Vilela Soares, ao lado do Marcus Vinícius, Luizinho e João Paulo)

Carmo do Rio Claro se prepara para viver uma grande festa: o lançamento do livro GENEALOGIA DA FAMÍLIA VILELA DE CARMO DO RIO CLARO, de autoria da carmelitana, Dra. Ana Maria Vilela Soares. O evento vai acontecer no próximo dia 9 de julho, na Pousada da Mavi. Espera-se a presença de 400 pessoas, grande parte delas da família Vilela, Figueiredo e Soares, além de muitos amigos da autora de São Paulo. Vão comparecer Vilelas de vários estados brasileiros. Para entrar, é preciso convite. Por dez anos, Ana Maria Vilela se debruçou sobre documentos da igreja – registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além de fazer pesquisas em arquivos públicos mineiros.


Não é nada fácil percorrer esse fio de Ariadne e chegar à origem dessa família, que é enorme em Minas Gerais. Tudo começou com a chegada de três mulheres da Ilha do Faial, em Portugal, conhecida por “as três ilhoas”. Elas eram naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, da Vila Horta, Ilha Faial, Arquipélogo dos Açores. Vieram para Minas Gerais em 1722 e deram origem às famílias Rezende, Carvalho, Junqueira, Guimarães, Figueiredo, Garcia, Andrade, Meirelles e VILELA.


Naquele tempo, as mulheres não levavam o sobrenome da família. As três ilhoas se chamavam: Antônia da Graça, Helena Maria de Jesus e Júlia Maria da Caridade. Essa última se casou com Diogo Garcia e deu origem á família VILELA. Diogo Vilela era pai de Maria do Espírito Santo, que se casou com o Capitão Domingos Villela.


As informações foram obtidas no livro de Celeste Noviello Ferreira, O Quadro de Saudades-Carmo do Rio Claro.



CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A AUTORA



Ana Maria Vilela Soares é filha de Edmundo Figueiredo Soares e de Maria Leonor Vilela Soares. Nasceu em Carmo do Rio Claro em 13 de junho de 1937. Iniciou seus estudos no Grupo Escola Cel.Manoel Pinto. O segundo grau fez no Colégio Sion, de Campanha e no Ginásio e Escola Normal Sagrados Corações, no Carmo. Bacharel e Licenciada em História Natural pela Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFR, tornou-se mestra em Ciências (Histologia) pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/USP). O Pós-doutorado foi feito em Londres, no Departamento de Anatomia e Histologia do The London Hospital Medical College, da Universidade de Londres, em 1987 e 1988.


Professora Doutora do Departamento de Histologia e Embriologia do ICB/USP, desenvolveu pesquiss, com ênfase na área dos tecidos mineralizados e da secreção celular, orientou teses e publicou vários trabalhos em revistas nacionais e internacionais. É membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise.

Atualmente, Ana Maria está aposentada e vive entre São Paulo e o Carmo, onde tem uma casa na rua Dr. Monte Razo.

QUEM QUISER ADQUIRIR O LIVRO, PODE IR ATÉ A LOJINHA DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE CARMO DO RIO CLARO.



domingo, 19 de junho de 2011

Béééééé.....Béééé...

(Minha irmã, Carla, a Fazenda Água Limpa ao fundo)

(os sobrinhos no curral da Fazenda Água Limpa)

Uma das minhas mais cálidas lembranças é o amanhecer na Fazenda Água Limpa. Ele chegava com os galos e o berro das vacas, uma aqui, outra ali e, logo depois, estavam embaixo da nossa janela. Dali, vinha um cheirinho gostoso de esterco que, só quem é da roça sabe apreciar. Levantava, corria na cozinha, pegava uma caneca, punha açúcar no fundo e ia correndo, comendo o açúcar com o dedo até o curral. O leite descia morninho para nossas canecas, espumado, deixava um bigodinho branco em nossas bocas.

Já à noite, a minha lembrança é da mamãe (Nivalda) esquentando as sete mamadeiras em um fogareiro nas frias noites do inverno carmelitando daquela época, tempo de geadas. Ela enchia aquelas mamadeiras de vidro com aqueles bicões vermelhos e ia tratando as crias, uma a uma; dormíamos todos ao seu redor.

A gente mamava o morno leite, amor, a união dos nossos pais, o zelo, a noite com sua orquestra de grilos e sapos da várzea e o arrulhar das pombinhas no teto.

Minas é leite. Coalhadas, queijos, aliches, doces de leite....

Carmo do Rio Claro sempre foi pecuarista. Hoje tem fazendeiros que se destacam no cenário nacional como um dos maiores produtores de leite do Brasil – Antônio Carlos Pereira. Eu me lembro de ouvir, na casa da Monte Razo, todos os dias às 5h o motor da sua camionete ligando. Ele indo para a fazenda, venceu pelo esforço e trabalho. Inesquecíveis os queijos da cooperativa, o melhor cabacinha de todos os tempos. Ainda continuou sendo feito pelo Sr.(....), que infelizmente faleceu. Sempre ia lá comprar seus queijos e ele dizia que ninguém queria conhecer o ofício, que era difícil, tinha que enfiar a mão em água fervente...

Enfim, no Quadro de Saudades, de Celeste Noviello Ferreira ela conta mais sobre nossas premiadas manteigas do princípio do século.

“Carmo do Rio Claro sempre teve projeção nacional em produtos de laticínios.

Consta na história, sem registros oficiais que foi às margens do rio Sapucaí, construída a primeira fábrica de manteiga do Brasil e talvez da América do Sul, no Porto Belo, por iniciativa de Randolfo Fabrino, que se associou ao conselheiro Mayrink Veiga, estabelecido no Rio de Janeiro. Esta fábrica encerrou suas atividades em 1892, mas a chaminé resistiu ao tempo e foi, ainda em pé, coberta pelas águas da represa de Furnas em 1963.

Nos primórdios do século XX, o Brasil comemorou o primeiro centenário da abertura dos portos brasileiros à navegação internacional e foi, naquela época, 1908, realizada no Rio de Janeiro, uma exposição de produtos brasileiros. Nessa exposição a manteiga “Água Limpa”, fabricada na fazenda do mesmo nome, município de Carmo do Rio Claro, propriedade de Joaquim Braz de Carvalho Villela, foi premiada com medalha de prata. Estão guardados ainda na referida fazenda, o diploma, a medalha e latas (vazias) da manteiga.”

A Fazenda Água Limpa hoje é de propriedade de meu irmão, Joaquim José Vilela Soares.

Tem mais histórias do leite, conto depois...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

NÁBIA VILELA NOS ENCHE DE ORGULHO!

Nábia Vilela solta a voz sem nenhum esforço e é uma voz profunda e sem pátria. Não a achei regionalista, mas de uma personalidade incrível! Uma voz única. Ao mesmo tempo, nela se mistura a inconfundível voz da sua tia, Dagraça Borges, tão presente em nossa vida e um timbre exótico, uma voz que poderia ter vindo de qualquer outra parte do mundo.

Eu me orgulho de ter uma carmelitana tão talentosa! Foi o Cristiano Lemos quem me disse para divulgá-la. Aí está. Nábia Vilela é filha da Marlene e do Coringa, irmã a Simone.


UMA HOMENAGEM INESQUECÍVEL!

Quando meu querido irmão, Joaquim José Vilela Soares, completou 70 anos, a Família Soares se reuniu na Fazenda Água Limpa. Eu e minha filha fizemos um vídeo em homenagem a ele. Eu escolhi as músicas, os textos, as fotos e ela fez a produção. Agora, ela me ajudou a postar o vídeo para vocês. Então, confiram. Sempre que eu assisto, me emociono.



Untitled from iana soares otoni pereira on Vimeo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

UMA CARMELITANA NO SOFIA FELDMAN

A carmelitana sou eu. Por isso, ando sumida. Integro hoje a Assessoria de Comunicação do Hospital Sofia Feldman. Este hospital é referência nacional e internacional em partos humanizados. Aqui tem a casa de parto, que oferece uma banheira para partos na água. Um SUS eficiente. Com esse trabalho, uno o útil ao agradável, já que milito há 30 anos pela causa da maternidade consciente e o parto humanizado. Ainda estou organizando meus horários. Logo logo começo a postar normalmente.

CASA DA MEMÓRIA

A Rosa Maria Melo está trabalhando pela implantação da Casa da Memória do Artesanato de Carmo do Rio Claro. Quero parabenizá-la pela iniciativa e dizer que vai enriquecer muito o patrimônio cultural da nossa cidade.

Outra iniciativa importante está sendo estudada pela prefeita Cida Vilela: a implantação da Universidade Federal de Alfenas em Carmo do Rio Claro - a UNIFAL. Isso é verdadeiramente maravilhoso. O Carmo, que já foi referência em educação e onde todos na redondeza iam estudar: ou no Colégio Sagrado Coração ou no ginásio, oferecia uma educação nota 10. Uma universidade vai diminuir a migração dos carmelitanos para outras capitais. Estou torcendo para dar certo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Esclarecendo...

Oi Cleise, tudo bem?

Li o seu bolg e não consegui postar o comentário, segue via e-mail.

O Fordinho do Dr. Júlio foi comprado pelo Antônio de Pádua Peres em Passos e levado para restauração na oficina do Renato Balla. Ficou lindo e Antônio já dá voltas com ele pela cidade. Prometo fotografá-lo e enviar a foto.

A Rua do Soro é o final da Rua Delfim Moreira (a da Padaria Tia Rita), no pedaço que vai da Drogaria São Geraldo até o início do Bairro Honduras. É apenas um quarteirão.

Um abraço

Ana Maria Vilela Soares

terça-feira, 7 de junho de 2011

FAMÍLIA VENTURINI

(A Kátia Venturini lá no fundo..., na frente do eterno XV)
"Hermano Venturini veio de Belluno (Itália) com a família depois da guerra de 1840 para trabalhar em lavoura de café no Espírito Santo. Casou-se com Eulália. Em 1911, mudou-se de Pouso Alegre para Carmo do Rio Claro, já casado. Era ourives. Quando ficou viúvo, mudou-se para Piumhi onde constituiu nova família. Os filhos do primeiro casamento ficaram em Carmo do Rio Claro. Entre eles, o Sr. Hélio Venturini, que já faleceu e teve 16 filhos."


Entre eles, a minha querida Kátia, companheira do Manézinho. Aliás, todos lá são muito queridos. O Sr. Hélio Venturini foi uma das melhores pessoas que o Carmo já conheceu. Muito caridoso, cristão, leitor da Bíblia. Ele foi ministro da Eucaristia. Foi também excelente construtor, construiu inclusive a atual Igreja Matriz.


À família VENTURINI as minhas homenagens.

GEOGRAFIA DE CARMO DO RIO CLARO



Carmo do Rio Claro fica situado no estado de Minas Gerais, numa área de 1.086 quilômetros quadrados. Limita-se com os municípios de Guapé, Ilicínea, Nova Rezende, Campo do Meio, Boa Esperança, Alpinópolis, São José da Barra, Alterosa, Alfenas, Conceição da Aparecida.
O clima é temperado e seco. A cidade fica a 72 Km de Passos e 75 Km de Alfenas. O município, que é amplamente banhado pelas águas da Represa de Furnas, pertence á Bacia do Rio Grande, sendo drenado por vários ribeirões e córregos tribuários deste rio.
A cidade de Carmo do Rio Claro situa-se no centro-oeste da área municipal, à margem esquerda do Córrego do Sapo, ocupa uma colina suave. (Informações coletadas no livro Um quadro de Saudades/Celeste Noviello Ferreira)

NO TEMPO DAS HIDROVIAS...

Nós não vimos esse tempo, a geração da década de 70. Vimos a hidrelétrica chegando e o lago se implantando. Então, vamos imaginar. O Rio Sapucaí serviu nos séculos XVII e XVIII de rota para as inúmeras bandaeiras, que partiam da Capitania de São Paulo e Rio de Janeiro em busca de tesouros para a corte portuguesa. As cidades cresceram às suas margens. Navegavam pelo Rio Sapucaí vários vapores. Dona Celeste Noviello, conta:
"O Sul de Minas já conheceu sua hidrovia no século passado. As balsas impelidas por grandes varas deslizavam pelo rio Sapucaí, carregando mercadorias e passagem. Essas balsas, presas em cabos e roldanas, transportam, ainda hoje, pessoas, animais, veículos de uma margem para outra.
Em 1892 surgem os barcos a vapor. O primeiro vaporzinho a descer as águas do Sapucaí, chamava-se Guapy. Em 1910 surgiu a Navegação Fluvial do Sapucaí. Subsidiada pelo Estado, a empresa possuía um itinerário e horário regulares.
O vapor alojava 20 passageiros ou mais. Os porões eram destinados às cargas, conforme encomenda. Eles eram projetados com cabines para passageiros, dormitórios, cozinha, posto do piloto, sanitário..."
Gente, pensa bem que chique o vapor! As senhorinhas viajando com seus leques, deslizando pelo Sapucaí.
Era anunciada sua chegada nos Portos por um apito estridente. Os vapores do Sapucaí eram famosos, lembravam os do Mississipi, nos Estados Unidos, porém menores. Temos os nomes:Guapy, Wenceslau Brás, Júlio Bueno, navegavam no percurso do porto Cubatão, localizado entre Cordislândia e Paraguaçu, Porto Volta Grande (Careaçu) até o porto Sapucaí (Santa Rita do Sapucaí).
As últimas viagens do "Wenceslau Brás", datam de 1933, quando as caldeiras foram apagadas. Mesmo com a extinção da Navegação Fluvial do Sapucaí, outro trecho do rio, de Fama até Carmo do Rio Claro continuou navegável até a década de 40...A viagem se inciava em Fama e passava pelos portos Amoras, Cabo Verde, Barranco Alto, Azevedo, Correnteza, Águas Verdes, Prado Leite, Ponte, Tromba e finalizava no Porto Carrito, município de Carmo do Rio Claro". (Informações do livro `Sapucaí - o Caminho das Águas/publicadas no livro O Quadro de Saudades/Celeste Noviello Ferreira)
Lá, minha avó Alice conheceu o avô Soares. Ele até fez um versinho:
ali se tem só ares do campo! Um poeta carioca da baixada Fluminense, exatamente, do Morro Agudo. O município de Comendador Soares faz homenagem a um parente do Vô Soares, na verdade, Sebastião Soares. Pois é, ele foi para o Carmo trabalhar como gerente do Vapor Francisco Feio, que aportava na fazenda do Porto Carrito, onde vovó morava. Já fiz um romance com essa história. Está lá no livro "HORTÊNSIA PAINEIRA - INVENTÁRIO DAS ÁGUAS, ainda inédito. No Porto Carrito tinha uma casa de dois andares, com um uma estrutura em forma de triângulo sobre a casa, ao centro. O Job Milton frequentou a casa, no tempo em que Vô Soares e Vó Alice ali habitavam. Adorava porque a vó Alice levava comida para as crianças debaixo da paineira. A vista, era do rio Sapucaí.
Mas no tempo do velho Pipoca, pai da vó Alice, havia ali, além do escritório do Vapor Francisco Feio - onde vovô trabalhava, uma hospedaria. Vô Pipoca também conduzia os visitantes num trole até a cidade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

RECORDAÇÕES DE UMA CARMELITANA

(Essa construção aí na frente da igreja, funcionava como a rodoviária do Carmo. Também ficava ali a instalação da UEC, União Estudantil Católica, que colocava músicas para todos aos finais da tarde. No tempo da igreja atual, ela ainda estava lá. Eu me lembro.)


"Meu pai, David João José veio do Líbano para o Brasil na época da guerra. Aqui ele estabeleceu-se como comerciante. Teve loja, posto de gasolina e até uma agência Ford. Carros motorizados, quase não havia. Lembro-me de dois: o Fordinho do Dr. Antônio e do Dr. Júlio. As viagens eram feitas a cavalo, de carro de boi, de vapor (até Fama) e mais tarde de jardineira. Como era demorado ir de uma cidade a outra!Via-se muito, nas ruas, carrinhos de mão carregados de latas de soro que o povo apanhava na então chamada Rua do Soro.

Uma vez passou por aqui um circo muito famoso, do qual não me lembro o nome. Igual a esse, nunca mais! O cinema era mudo e novelas, só no rádio.Havia muitos mascates sírios, vistos sempre de mala na mão a vender alguma coisa. Nos casamentos, os noivos iam na jardineira do Zé Mindinha.As festas religiosas eram muito animadas. Os roceiros vinham de carro de boi, cujas rodas rangiam a anunciar a chegada. Balaios de quitandas, colchões, crianças e mantimentos. Era uma carga pesada. Era difícil vir à cidade e eles só vinham em época de festas:Semana Santa e Natal principalmente. O comércio se tornava movimentado.Aristides vendia doces em tabuleiros. Pessoa inesquecível. A banda do Zé maria tocava na praça em dias festivos e o povo se entusiasmava.Na Semana Santa, havia a Verônica (personagem bíblica) interpretada pela Olma (do Sô Júlio) e pela Naina. Como havia serenatas bonitas! Namoro, só às escondidas e com muito pudor. Namorava-se mais com os olhos.

Lojas mais antigas de que lembro: Lupi VI - perfumaria, Casa do Eloi Chaves (onde eram vendidos sapatos bordados com missangas), Loja do Sô Pedrinho, Farmácia do Dr. Gabriel

Médicos mais antigos - Dr. Antônio e Dr. Júlio.

(assinado por JULIETA DAVID CARIELO/Quadro de Saudades-Carmo do Rio Claro/Celeste Noviello Ferreira)

O Fordinho do Dr. Júlio Aguiar foi restaurado por ?? Quem tiver foto, favor enviar. A propósito, onde era a Rua do Soro?

Pérolas de MÁRIO QUINTANA!

(a foto é de Edmundo Figueiredo), meu irmão. Essa casinha fica nos arredores de Delfinópolis, muitas serras altas, em cada reentrância da montanha, há uma cachoeira, uma riqueza de água e de verde! Gosto muito de Quintana, que tem uma sutil ironia.





DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio.
DOS NOSSOS MALES

A nós os bastem nossos próprios ais,

que a ninguém sua cruz é pequenina,

Por pior que seja a situação na China.

Os nossos calos doem muito mais.

DA DISCRIÇÃO

Não te abras com teu amigo

Que ele um outro amigo tem

E o amigo do teu amigo

Possui amigos também.


DA CALÚNIA

Sorri com tranquilidade

Quando alguém te calunia.

Quem sabe o que não seria

Se ele dissesse a verdade...

DO SABOR DAS COISAS

Por mais raro que seja, ou mais antigo

Só um vinho é deveras excelente:

Aquele que tu bebes calmamente

Com o teu mais velho e silencioso amigo...

domingo, 29 de maio de 2011

CITAÇÕES

O meu avô Soares declamava essa trovinha:

"Quando mais me aproximo da velhice. As coisas do meu tempo eu mais venero.

Porém, por mais que insista,as moças do meu tempo eu não tolero"

Do Tio Duduca, marido da Tia Lôla:

"As almas de muita gente

são como o rio profundo.

A face tão transparente

e tanto lôdo no fundo"

O MAR DE MINAS


"Furnas inundou 1.440 quilômetros no Sul de Minas. A usina começou a operar em 1963, mas foi no dia 09 de janeiro de 1961 que ela fechou as comportas para o início do enchimento do reservatório de água. Desapareceram São José da Barra, Guapé, Barranco Alto, Fama e as estações de Pontalete e Santo Hilário entre outra localidades...

Hoje, Furnas gera energia para três estados de grande importância econômica para o país: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A região servida pela usina abrange cerca de 500 municípios". (Informações retiradas do Livro O Quadro de Saudades/Celeste Noviello Ferreira)

OS ILUSTRES



"Em álbum preservado por minha família que pertenceu ao meu avô materno. Dr. EPIPHANIO MAGALHÃES DE MACEDO, que foi agente executivo em Carmo do Rio Claro, professor, advogado atuante por muitos anos, encontramos retratos que podem justificar a vida tão intensa, e a luta pelo bem do município, como a inauguração da primeira caixa d´água do município, ordenação e tomada do hábito de Irmãs da Providência entre elas, a sua cunhada Irmã Maria Clara e as primas Irmã Saint Gervase Germana, Marta, todas filhas de família carmelitana. Podemos também destacar retratos do rio Sapucaí e do vapor São Cristovão, de sua propriedade e que fazia o comércio entre Carmo e Gaspar Lopes seguindo daí para seu destino final. É um álbum coms folhas grossas e pintadas artesanalmente".

O relato é da professora Glícia Maria Santana Cronemberger, publicado no livro Um Quadro de Saudades/Celeste Noviello Ferreira. Nem é preciso dizer que estou agora de olho nesse álbum. Na próxima visita ao Carmo, vamos ver se a Glícia o empresta para scanearmos as fotos, relíquias do passado.

Uma curiosidade...

...Encontrado no Lar Nossa Senhora do Carmo, por Wanda Carvalho, o registro minucioso do cinquentenário da chegada das Irmãs da Providência em Carmo do Rio Claro, 1954...

...Em 20 de março de 1958 foi inaugurado o Seminário dos Irmãos São Gabriel, onde hoje funciona o Lar Nossa Senhora do Carmo...

EM 1874





Nós não conhecemos os cidadãos que habitavam essas ruas nessa época. Sabemos que existia grande população de negros, índios e os portugueses que desbravaram a região. É sempre com nostalgia, saudades de um tempo que nem vivi, que remonto na mente imagens e o dia a dia naqueles velhos tempo.


Veja o que estava escrito no Almanak Sul Mineiro-1874, publicado no livro Um Quadro de Saudades, de Celeste Noviello Ferreira:



"Carmo do Rio Claro foi elevada à freguesia em 1810. No Largo da Matriz
está a igreja consagrada a Nossa Senhora do Carmo. As igrejas do Nosso Senhor
dos Passos e do Rosário ainda estão sendo concluídas. Passam perto da Freguesia
o Rio Claro e os Córregos do Espírito Santo, Contenda e Águas Quentes.
- Infra-estrutura - Existem 200 casas, sendo 7 de sobrado em 8 ruas e
diversas travessas. Está em construção uma prisão pública em uma praça regular.
O Cemitério Público está sendo construído.
- João Pinto de Magalhães começou a edificação da Matriz e prosseguiram a
obra, José Joaquim de Sant´Ana e João Pinto Vilela.
- Bons cidadãos residentes: Umbelina Cândida de São José, Braz Valentin de
Carvalho, José Bento de Carvalho, José Custódio de Sant´Ana, Antônio Pinto
Vilela, José Esteves Vilela e Joaquim Pinto Vilela.
- O Correio de Dores de Boa Esperança-Passos, passa pela Freguesia de Carmo
do Rio Claro de quinze em quinze dias.
PERSONAGENS CARMELITANOS EM 1874
* Sociedade Musical - Diretor: Ananoas Gomes Pereira
* Professor: Tristão Tavares de Lima
* Retratista (fotógrafo): Franscisco Carlos Cotrim
* Fogueteiro:José Ignácio Quintino
* Floristas: Amélia Augusta Brazileira e Prudenciana Tertuliana de
Oliveira
* Hoteleiros: Francisco Gomes de Faria Gaia e Alferes José da Costa
Faria"

terça-feira, 24 de maio de 2011

AGUARDEM O SOM!

O pessoal tá comentando o blog no Facebook. Muitos dos jovens reconhecem seus pais nas fotos antigas. Um deles, o Cristiano, disse que sentiu falta de áudio. Vou providenciar, mas ei de lembrar a todos que sou meio "analfabeta digital", sei o básico. Sou da época do começo da televisão e costumo teclar várias vezes para pedir alguma coisa ao computador, esqueço que ele não é manual e que, assim, demora mais porque ele tem que me atender várias vezes. Nós somos da época do cara a cara, olho no olho. Mandamos e-mail e depois ligamos para ver se a pessoa recebeu. E também, sou do jornal impresso, das palavras, não me ocorreu algo para os ouvidos. Mas, estou pesquisando e logo logo vou começar a postar áudios para essa moçada hipermegaantenada.

DOS FIGUEIREDOS

Quem se lembra do Nenê do Eustáquio, andando pela cidade naquele caminhão caindo aos pedaços? Ele fazia de tudo para sobreviver. Uma vez, montou um circo teatro. Sabe quem era a Bela Adormecida? O Ademir.

Uma vez ele convidou um amigo para pescar. Os dois foram numa moto. Numa descida, o companheiro falou:
- Cê não acha que ta correndo muito?
- Acho e tô, mas não tem freio.
(Casos do Job)

ESSA É BOA!

"Nhonhô Pinto costumava falar: As mulheres deviam se casar, os homens não
O Job pergunta: "casar com quem?"

CRÔNICAS DO GEC

Foi tudo de bom quando inaugurou a piscina do GEC, na gestão de Fernando Macedo, em 1975. Passamos a nos reunir lá todos os dias. Aprendemos a nadar com o Célio Marinho (o Big Boy), que era professor do Flamengo, chic não? O mais difícil era queimar, na época ninguém conhecia protetor solar, mas usávamos de tudo para nos bronzear. A zeladora, Dona Aparecida, passava o dedo em nossa pele para ver se tinha creme. Ela era mesmo muito zelosa!
Já queimamos com coca cola e até com azeite de dendê, mas não na piscina, é claro! Tinha tempo de baralho, tempo de ping pong. Muitos bailes também já aconteceram e acontecem na sede recreativa do Grêmio Esportivo Carmelitano.

A FAMÍLIA REIS

A família Reis reunida na casa do Niltinho, para preparar um encontro para julho na Pousada da Mavi,. A primeira é a Nilza Reis, que foi minha professora de Geografia e de educação física. Coordenava o time de vôley da cidade. Do outro lado, o Diô, que era da nossa turma. Era seresteiro e deixou registrados alguns momentos da época em suas fotos. Eu andava com a Bel. Lá atrás, o Niltinho, que foi meu colega de turma, com a Dinha (sua esposa) o Vado, a Marisa e a Tecê. "Sô "Jairo foi nosso professor, tão querido! Fazíamos colas em papéis tão pequenos, que ele guardava de lembrança. O Diô me contou que ele dizia que quem não cola, não sai da escola e que enquanto o aluno está fazendo a cola, está estudando. A foto foi capturada do Facebook para homenagear a família Reis. Alguns deles são seguidores deste blog.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

OS NOSSOS PORÕES...



"O passado é uma ameaça. A memória é o porão da alma. Todo mundo tem um porão dentro de si. E todos nós temos medo de um porão. O dos outros e o nosso próprio" (Tarde da Noite/Luiz Vilela)


Esse livro remontou-me a meus porões, os avessos das casas. Nós, crianças, frequentávamos naturalmente os porões. Os lá de casa eram de vermelhão e usados para passar roupa e para brincar de pique. As janelas eram largas e serviam de esconderijo. O porão da casa da minha amiga era tão antigo quanto a casa. Havia nele um chão de terra batida e uns tocos de madeira, onde ficávamos sentadas, conversando ou fumando escondido... E tem os porões da Fazenda Água Limpa, de pé direito alto, com toras imensas de madeira de lei. Num deles, papai guardava o arroz colhido, os sacos empilhados ou guardados em enormes reservatórios de madeira. O cheiro é inesquecível, assim como o ventinho fresco que corre nos porões. No outro, meu tio Toninho pegava morcegos, desorientando-os com uma vara. Ou, pegava passarinhos pelo puro prazer de soltá-los no porão e tentar pegar de novo na porta... Coisas desse homem menino tio da minha infância.



No tempo do meu pai, coisas de arreios e de cavalos ficavam num dos outros porões. Alguns são forrados com madeira, acredita-se que fossem usados como senzala. Meu sobrinho já achou moeda antiga no chão do porão. Isso sempre me encantou, pressentir as presenças que ali habitaram, o cheiro de naftalina, guardados...



E há ainda porões que não entrei e que conheço só de esticar o olho, sabendo que tudo ali é histórico e dá testemunho do tempo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A SEDE FICOU DEBAIXO D´ÁGUA



(Esta foto é da Fazenda Água Limpa, fica no município de Conceição Aparecida, mas seus proprietários são do Carmo. A fazenda escapou da inundação de Furnas, perdendo apenas as suas várzeas e hoje está sendo restaurada. Lá, já acontecem visitações públicas, algumas vezes de alunos das escolas do Barro Preto. É um verdadeiro museu vivo.)



"Fazenda da Vargem, uma fazenda enorme, contava-se 22 cômodos. Foi uma fazenda de muito luxo, o assoalho era lixado, dando o aspecto de envernizado. Em volta da casa, os passeios cimentados. Um enorme terreiro de café. Donana Lemos nasceu na fazenda e os irmãos Margarida, Alcebíades, Leopoldo, Matilde, Manoel, José Júnior, Fernando, Maria Goulart, Alíria, Antônio e Eduardo nasceram em Carmo do Rio Claro.

A fazenda foi quase toda inundada."

O livro Quadro de Saudades-Carmo do Rio Claro, de Celeste Noviello Ferreira, informa que a Fazenda da Vargem pertencia a D. Maria Umbelina Goulart. Ela doou 11 alqueires para sua sobrinha e filha de criação, Maria Umbelina (Nhanhá) e seu marido José de Andrade Lemos (Juca Lemos), pais de Donana Lemos.

Como esta, outras fazendas também foram inundadas pela hidrelétrica. Dizem que debaixo das águas existem fazendas ainda mobiliadas.




DO GABRIELZINHO

"O amigo saiu da sala e disse:

- Vou dar uma mijada.

Gabrielzinho:

- Não quero não, obrigada."

OBRIGADA PELA VISITA!

Até o dia de hoje, o blog recebeu 5.200 visitas. Colabore também enviando suas histórias,casos e fotos antigas ou atuais. Vamos acordar nossas lembranças, resgatá-las e registrá-las, para que não se percam e as novas gerações possam conhecer o nosso Carmo. Sabemos que ele existe desde o século XVII. Nós, protagonistas deste tempo atual, estamos também de passagem e precisamos deixar registrados os nossos passos, avanços e conquistas da modernidade.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

DOCES DO CARMO NA RECEPÇÃO DO OBAMA





A Nilzinha Reis mandou um link para a matéria do EPTV que confirma que os doces do Carmo foram servidos no banquete ao presidente Obama. Segundo a dona do buffet, os doces já são adquiridos pelo Itamaraty há muitos anos. Carmo do Rio Claro conta com 25 doceiras.



Essa mesa aí em cima é da Fazenda Água Limpa. Os docinhos foram levado pela Tia Lola e feitos por ela e a Tia Inês, doceiras de mão cheia, no aniversário de 50 anos de Joaquim José Vilela Soares.


Se você quer ver a matéria acesse:


eptv.globo.com/emc/VID.0.1.35460:4.doces+de+carmo+do+rio+claro+fazem+sucesso+ate+com+o+presidente+


obama.aspx





CURIOSIDADE!




'ESCRAVO FUGIDO

Fugiu do abaixo assignado, no dia 4 de outubro próximo findo, de sua fazenda do Quilombo na Freguesia da Ventania, o escravo ROMUALDO, com trinta e tantos annos de idade, alto, corpo regular, bôa dentadura, sem barba, teml um pequeno signal sobre a sombrancelha, finalmente, teml um importante signal que o torna bem conhecido - é cambaio, isto é, as pernas são tão tortas para dentro a ponto de romper a calça. Quem o prender e entregar ao abaixo assignado na Freguesia da Ventania, ou o recolher a uma cadêa segura, será bem gratificado.

Ventania, 18 de Novembro de 1886.

José Rodrigues de Oliveira" (História de Alpinópolis/José Iglair Lopes/pg155)

Dois anos depois, estava extinta a escravidão no Brasil.


Dizem que havia um quilombo aos pés da Serra e se chamava Quilombo do Cascalho. Os mais antigos se lembram de uma família de negros altos que ali residiam. E muitos da minha geração recordam-se da Lúcia, aquela negra alta que andava pelas ruas e que morava também ali. Seriam descendentes dos negros do quilombo?

Vejam o comentário que foi postado pela Renata (qual o seu sobrenome ?):

"Foi na Fazenda do Quilombro que nasceu meu avô, João de Oliveira Lemos, lá também viveu seus primeiros anos a Nicotinha Paiva, primeira sobrinha de meu avô e neta de José Rodrigues de Oliveira, o senhor do escravo. Quanto à origem dos negros do Cascalho, se vieram de lá, não sei, vamos precisar pesquisar"

Eu não sabia

que o Dr. Luís Introcaso foi prefeito de Alpinópolis. Mas foi breve sua estadia por lá. Ele entrou em 23 de novembro de 1947, pelo PTB e renunciou em 18/03/1948. A renúncia está ligada diretamente à rejeição do projeto que ele havia enviado à Câmara, propondo a ocupação de uma área atrás da igreja. Anos mais tarde, foi para Carmo do Rio Claro e ali, serviu com doação por anos e anos e anos a fio. Por isso, nunca o esqueceremos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

DATAS

Carmo do Rio Claro foi elevado à categoria de freguesia em 1810. Segundo anotações existentes no livro do Tombo nº 1, a freguesia se chamava Nossa Senhora do Carmo do Monte do Rio Claro. As terras foram doadas por José Joaquim de Santana. O primeiro vigário foi o Padre João Rodrigues Penteado.
O Carmo virou cidade em 5 de novembro de 1877, através da lei provincial nº 2416, em 5 de novembro de 1877.

TOM FIGUEIREDO LANÇA LIVRO EM SÃO PAULO

Esse primo, Tom Figueiredo, eu conheci faz um ano. E ele já tem 70. É filho do irmão da minha avó, Job Figueiredo. Foi criado em Campinas. Em São Paulo, é um publicitário muito conhecido e premiado. Vocês se lembram do nenezinho que ficava dando risadas com o cotonete? A propaganda é dele, que ganhou com ela um concurso. Ele está lançando o livro O Perseguidor, hoje em São Paulo.

Esteve no Carmo no carnaval de 2010. Na ocasião, ficávamos no Bar do Caruncho ouvindo música popular brasileira. Vários músicos se revezando no cavaquinho, que ele próprio toca, mas não tocou àquela vez. Mas disse que adorou o carnaval do Carmo.

DO ANTÔNIO ZACARIAS

Ele fazia versinhos. Uma vez a Noeli vinha andando perto do correio, quando viu o Antônio Zacarias. Pediu: faz um versinho para mim. Ele fez:
"Atravessei o rio, no fundo de uma caneca.Senta aqui no meu colo, cinturinha de boneca"
Uma mulher feia também resolveu pedir um verso. Antônio Zacarias fez:
"Atravessei o rio, no fundo de uma cabaça, onde tem mulher bonita, mulher feia não tem graça!"

CASOS DA TIA DOLORES

"Dona Nicotinha Paiva era modista. Tinha um ateliê ao lado da casa do Job Lá, ela ensinava costura para as moças da minha época. Elas aprendiam a xuliar a barra dos vestidos, depois a costurar. Ela era muito fina. Uma vez, veio um juiz para um almoço. Achava que o Carmo era uma cidade simplória. Dona Niconhinha organizou um banquete chique, até com lavabo, com taças para os vinhos, igual aos banquetes dos reis. Quando os convidados chegaram, ficaram de boca aberta. Tomaram até a a água do lavabo."
Segundo a Tia Dolores, Dona Nicotinha ficou na cama muitos anos e, no final da vida, foi cuidada pela sobrinha Maria do Rosário.

CASOS DO AMADEU

"Geraldo Fidélis era escrivão de polícia, incorruptível, certo certo, errado errado. O Amadeu Carielo o viu subindo perto da capela e comentou comigo e o Marcílio, quando ele o viu.
- Se Deus, algum dia entrar em férias, olha aí o substituto legal dele." (Job Milton)

DEU A LUZ!





Ainda hoje algumas ruas do Camo são escuras à noite. As lâmpadas muito amareladas. Mas, pelo menos, não apagam ao primeiro relâmpago, como no tempo da Cia Geral de Eletricidade. Uma vez, o nosso poeta Paulinho Astolfo saiu fantasiado de poste da cidade., quem se lembra?, tinha um pau e um tomate pendurado. Segundo o Job Milton, em 1917 já tinha eletricidade no Carmo. Antes da Cia Geral de Eletricidade, existiu a Cia. de Luis Aristides Barbosa. "Era um apagão puro".

VOCÊ SABIA?

Na Praça Maria Goulart, bem ao lado da igreja, mora um simpático ancião. Ele se chama Job Milton Pereira. Muitos o conhecem, ele fez quase todos os discursos oficiais das últimas décadas e com 16 anos compôs a letra do Hino do Carmo. Mas a grande maioria não sabe de sua trajetória em São Paulo. Ele foi locutor de rádio, era conhecido como Milton Figueiredo e fez o famoso REPÓRTERESSO. "Pode escrever aí - repórterosso". Corria o ano de 1949, quando estreiou como rádio ator na Rádio Difusora. Ele me mostrou o Manual do Rádio de 1950, sua foto figura ao lado de Mazzaropi.
Recentemente, escrevou O Livro Não Autorizado dos EPITÁFIOS. Encontre o epitáfio certo para seu sono eterno.
Sempre que vou ao Carmo, vou visitar o Job. E aqui nesse blog, vocês estão tendo a oportunidade de conhecer os casos que eu ouço e anoto em sua casa.

já é hora de dormir...


não espere a mamãe mandar... um bom sono pra você... e um alegre despertar...


Oito da noite. Assim que os carneirinhos pulavam a última cerquinha, nós, meninos bem comportados da década de 60, em tempos recentes da televisão nos lares do Carmo, íamos dormir.

90 ANOS DA IGREJINHA DA SERRA




A capelinha de Nossa Senhora da Aparecida, no alto da Serra, está fazendo 90 anos. Ela foi construída em terreno doado pelo Capitão Tito Carlos Pereira,que também a construiu em 21 de janeiro de 1921. A primeira missa foi celebrada pelo Monsenhor José Faria de Castro. Essa igrejinha fica a 1.287 metros, acima do nível do mar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

VOCÊ SABE QUEM CONSTRUIU O PRÉDIO DO FÓRUM?

(a capela)

Não só o prédio do Fórum, como a Capela do Colégio Sagrados Corações e a casa da Iracema Benfica. Foi o artista italiano renascentista, Calixto Luppi. Ele nasceu em Módena, na Itália, em 5 de fevereiro de 1883. Filho de Festo Luppi e Eleonora Prezzolli, imigrou para o Brasil em março de 1896, em companhia dos pais e de três irmãos: Ubaldo, Vírio e Dilfe.

Ao chegar, a família se estabeleceu na Fazenda de José Pereira, no município de Carmo do Rio Claro, mudando depois para a cidade, onde nasceram Elvida, Isaura e Rosa.

Calixto Luppi enriqueceu o patrimônio arquitetônico da cidade. Casou-se no Carmo com a imigrante italiana, Anita Guilhermino. O casal teve 14 filhos. Ele foi arquiteto, pintor, escultor. Deixou seus trabalhos nas cidades de Varginha, Três Pontas, Areado, Elói Mendes, Poço Fundo, Alfenas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Faleceu na capital mineira em 29 de agosto de 1961.

(Fonte: O Quadro de Saudades- Carmo do Rio Claro - Celeste Noviello Ferreira)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

OS ILUSTRES

O grupo Escolar Coronel Manoel Pinto fica na rua Dr. Monte Razo. Lá, estudamos os primeiros anos de vida. Recebemos uma educação esmerada, um português corretíssimo, que pudemos constatar ao longo da vida. Minhas professoras foram a Dona Leni, Dona Maísa... Mas, a propósito, quem foi o Coronel Manoel Pinto?
Sabemos que ele construiu o prédio com dinheiro do próprio bolso. Ele nasceu em Carmo do Rio Claro, dia 2 de janeiro de 1843. Casou-se com D. Maria Umbelina de Carvalho, da Fazenda Água Limpa e foram morar na Fazenda Monte Verde. Muitos filhos, avós de Manoel Villela Ferreira (esposo de Celeste Noviello). Faleceu em 19 de outubro de 1921.

VOCÊ SABIA?

"O relógio que se encontra na torre da Igreja Matriz veio da Suiça para uma Igreja do Rio de Janeiro e como não serviu, o Agente Executivo, Sr. João Evaristo Santana, comprou-o com seu próprio dinheiro"?

"O Coronel Manoel Pinto construiu o grupo com seu próprio dinheiro?"

"Que o primeiro cemitério da cidade era na praça Dr. Madureira?

HISTÓRIAS DO CINE GUARANY

Quando eu vi o filme "Cinema Paradiso", me lembrei do Cine Guarani. Até contar o final do filme, como fez o Tãozinho (quando apagou a luz), acontecia nesse filme italiano. Encontrei no tesouro de Celeste Noviello, as palavras de Emidio Marinho:
" Já possuí dois cinemas: o Pathê e o Guarany. O primeiro, instalado entre 1916 e 1917, foi do Major Veiga, avô de Agripino Marinho. Depois da morte do Major Veiga, a viúva ficou como empresária do cinema, que vendeu depois para Sebastião Soares (será meu avô?), de quem eu comprei e depois vendi para os senhores Manoel Mendonça Neto e Antônio Mansur. Os primeiros operadores foram Helmano Venturini, José Ferreira, Mário Peres, Miguel Peres, Emidio Marinho e Benedito Correia. O cinema Pathé foi do Padre João Larry, coadjutor do Cônego Peyrone e o operador era Júlio de Castro".