Fui assistir à "Crônica de uma Casa Assassinada", escrita pelo escritor mineiro, natural de Curvelo, Lúcio Cardoso, e dirigida pelo carmelitano Gabriel Vilela e encenada no Teatro Alterosa, em BH, nesse final de semana. No elenco, Xuxa Lopes e a minha prima Maria do Carmo Soares, conhecida entre nós por Pepeca. Ela brilhou no espetáculo, construindo uma mulher que reúne todas as mulheres da minha infância. Vi nela a vó Alice, em seu despojamento e a Elisa - minha segunda mãe - em sua humildade no servir. Ela confirmou que Elisa foi o seu modelo: uma mulher que não julga e não se intromete nos assuntos da casa, humilde". No caótico da peça, que choca pelo conteúdo e apelo erótico, a governamenta - encenada por Pepeca - preserva e conserva a Minas Gerais ali negada. Chocou-me ouvir que Minas Gerais é feia e que Minas é lugar horroroso para se morrer. Não concordo com o autor. Morrer em Minas é morrer cercada pela família. Quero morrer em Minas e ser enterrada em Carmo do Rio Claro.
domingo, 31 de julho de 2011
DE OLHO NA GOVERNANTA!!!
Fui assistir à "Crônica de uma Casa Assassinada", escrita pelo escritor mineiro, natural de Curvelo, Lúcio Cardoso, e dirigida pelo carmelitano Gabriel Vilela e encenada no Teatro Alterosa, em BH, nesse final de semana. No elenco, Xuxa Lopes e a minha prima Maria do Carmo Soares, conhecida entre nós por Pepeca. Ela brilhou no espetáculo, construindo uma mulher que reúne todas as mulheres da minha infância. Vi nela a vó Alice, em seu despojamento e a Elisa - minha segunda mãe - em sua humildade no servir. Ela confirmou que Elisa foi o seu modelo: uma mulher que não julga e não se intromete nos assuntos da casa, humilde". No caótico da peça, que choca pelo conteúdo e apelo erótico, a governamenta - encenada por Pepeca - preserva e conserva a Minas Gerais ali negada. Chocou-me ouvir que Minas Gerais é feia e que Minas é lugar horroroso para se morrer. Não concordo com o autor. Morrer em Minas é morrer cercada pela família. Quero morrer em Minas e ser enterrada em Carmo do Rio Claro.
O FORDINHO DO DR. JÚLIO
segunda-feira, 25 de julho de 2011
QUEM JÁ OUVIU FALAR DO PORTO CARRITO?
Recebi do César Marinho -nosso querido Boquita - esse interessante artigo do seu tio Didi, onde ele revela suas lembranças sobre meu avô Soares e minha avó, Alice Figueiredo Soares. E conta detalhes inéditos como o tal banheiro que era lavado pela correnteza do rio. Agradeço a ela a colaboração."O Porto Carrito era um dos portos do Rio Sapucaí em Carmo do Rio Claro. Seus proprietários eram o Senhor Sebastião José Soares e Dona Alice Figueiredo Soares. O Porto se distanciava da cidade 6 km. No Porto Carrito existia a residência dos proprietários, um casarão antigo. O porto era o ponto de encontro dos carmelitanos e suas famílias, todos sempre recebidos com muito carinho. Era um ponto de turismo carmelitano. No rio Sapucaí navegava um vapor de nome “Francisco Feio”, que fazia um transporte até a cidade de Fama, em Minas Gerais, com passageiros e cargas.
Meu pai Emídio Carvalho Marinho e minha mãe Guiomar da Veiga Marinho (com saudades) juntos com a família visitavam o porto carrito várias vezes. Éramos crianças e achávamos uma beleza a chegada e a saída do vapor.
Era interessante na residência do porto existia uma construção um banheiro da residência, em cima de um córrego que passava pelo quintal da mesma, assim não necessitava a descarga de água depois de ocupá-lo. Também me lembro em frente á residência havia um pé de Jatobá, uma fruta doce e gostosa, porém difícil de comer. Meus pais eram muito amigos, dos proprietários do Porto Carrito. Sempre havia um lanche gostoso que era servido aos visitantes.
Meu saudoso Pai, Emídio Carvalho Marinho (com saudades) vendia bilhetes deloteria do Estado de Minas e do Estado do Espírito Santo, porém, o agente era o Senhor Sebastião José Soares. Ele foi Secretário da Prefeitura do Carmo nas épocas dos prefeitos Roberval Teixeira Bueno e Geraldo Andrade Vilela.
Enfim o povo carmelitano naquela época fazia do porto Carrito um ponto de turismo carmelitano.
O casal Sebastião José Soares e Alice Figueiredo Soares teve quatro filhos: Luiz, Edmundo, Antônio e Dario.
Vejam os portos do vapor Francisco Feio, que navegava i rio Sapucaí: Amoras, Cabo Verde, barranco Alto, Correnteza, Águas Verdes, Prado Leite e Ponte (Itacy). O final era o Porto Carrito, vindo da cidade de Fama em Minas Gerais.
Um lembrete: Nessa época a cidade possuía apenas dois carros de aluguel do João Valentim de Faria e de José Valentim de Faria.
O nome do vapor ‘Francisco Feio” é o do engenheiro, seu proprietário.A navegação do Rio Sapucaí foi responsável pelo desenvolvimento da região.
Esse casal, proprietários do porto carrito, nos deixou há tempos. Desejamos que eles estejam juntos com os querubins e serafins, cantando as glórias celestiais."
Emídio Marinho Filho – Carmo do Rio Claro/MG
quinta-feira, 21 de julho de 2011
HOMENAGEM PÓSTUMA!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
MINHA FILHA PARTICIPA DE CONCURSO DE BALÉ
Hoje, daqui a pouco, minha filha Ayrá Sol Soares Coelho vai dançar mais uma vez a Valsa dos Arcos, uma produção do Cefar - Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. O grupo já ganhou cinco primeiros lugares com a dança. Ele vai se apresentar em Indaiatuba, interior de São Paulo. Ela será assistida pelas tias - Fatinha, Alice, Cláudia e sobrinhos.
UMA VERDADEIRA CONFRATERNIZAÇÃO!








Depois de uma exaustiva semana, acho um tempinho para contar o que foi a grande festa que anunciei, o lançamento do livro de genealogia da minha irmã, Ana Maria Vilela Soares, que causou um verdadeiro frisson na cidade, principalmente entre os Vilelas e Soares. Os salões de beleza estavam cheios, os ateliês e as pousadas, movimentando a economia do Carmo. A noite estava fria e nos preparamos com muitos casacos, meias e botas, dispostos a enfrentar os 2 graus prometidos pela metereologia. Não senti frio. Para aquecer, a cachaça do Antônio Carlos (Espírito de Minas?) estava circulando livremente. No bar, vinho, wisky e cerveja. Os caldos aqueceram a noite.
Tia Maria Ignez, tia de Maria Leonor, mãe de Ana Maria, e o Tio Duduca (marido da Tia Lola) contavam que os primeiros Vilelas chegaram em Nepomuceno, no Arraial da Trombuca; o livro esclarece que daí veio o apelido "Trumbucas". Ana Maria informa que em 1970 ganhou do primo Djalma de Souza Vilela, fotocópias de 11 páginas contendo anotações sobre a Família Vilela de Carmo do Rio Claro feitas por Dr. Sebastião Campista César. Ela preservou o nome, que ele deu à sua obra "Genealogia da Família Vilela de Carmo do Rio Claro".
Segundo Ana Maria, " Tia Maria Ignez, que mamãe chamava de Minez, foi quem a criou, junto com o tio Duduca, desde os 4 meses, quando ela perdeu a mãe e foi morar na Água Limpa, onde foi criada pelos dois. Aliás, Mamãe tinha o apelido de Menina da Água Limpa. Tia Maria Ignez nos considerava como netos, o que, realmente, éramos, pois mãe é quem cria, não é verdade?"
sábado, 2 de julho de 2011
VEIA LUSITANA

Definitivamente, a poesia corre na veia dos Figueiredos. Bruna Soares é filha do Joaquim José mais conhecido por Quinzé. Ela mandou para tia um lindo poema de sua autoria.
GRANDE LANÇAMENTO DE LIVRO EM CARMO DO RIO CLARO
Carmo do Rio Claro se prepara para viver uma grande festa: o lançamento do livro GENEALOGIA DA FAMÍLIA VILELA DE CARMO DO RIO CLARO, de autoria da carmelitana, Dra. Ana Maria Vilela Soares. O evento vai acontecer no próximo dia 9 de julho, na Pousada da Mavi. Espera-se a presença de 400 pessoas, grande parte delas da família Vilela, Figueiredo e Soares, além de muitos amigos da autora de São Paulo. Vão comparecer Vilelas de vários estados brasileiros. Para entrar, é preciso convite. Por dez anos, Ana Maria Vilela se debruçou sobre documentos da igreja – registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além de fazer pesquisas em arquivos públicos mineiros.
Não é nada fácil percorrer esse fio de Ariadne e chegar à origem dessa família, que é enorme
Naquele tempo, as mulheres não levavam o sobrenome da família. As três ilhoas se chamavam: Antônia da Graça, Helena Maria de Jesus e Júlia Maria da Caridade. Essa última se casou com Diogo Garcia e deu origem á família VILELA. Diogo Vilela era pai de Maria do Espírito Santo, que se casou com o Capitão Domingos Villela.
As informações foram obtidas no livro de Celeste Noviello Ferreira, O Quadro de Saudades-Carmo do Rio Claro.
CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A AUTORA
Ana Maria Vilela Soares é filha de Edmundo Figueiredo Soares e de Maria Leonor Vilela Soares. Nasceu em Carmo do Rio Claro em 13 de junho de 1937. Iniciou seus estudos no Grupo Escola Cel.Manoel Pinto. O segundo grau fez no Colégio Sion, de Campanha e no Ginásio e Escola Normal Sagrados Corações, no Carmo. Bacharel e Licenciada
Professora Doutora do Departamento de Histologia e Embriologia do ICB/USP, desenvolveu pesquiss, com ênfase na área dos tecidos mineralizados e da secreção celular, orientou teses e publicou vários trabalhos em revistas nacionais e internacionais. É membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise.
Atualmente, Ana Maria está aposentada e vive entre São Paulo e o Carmo, onde tem uma casa na rua Dr. Monte Razo.
QUEM QUISER ADQUIRIR O LIVRO, PODE IR ATÉ A LOJINHA DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE CARMO DO RIO CLARO.
domingo, 19 de junho de 2011
Béééééé.....Béééé...


Uma das minhas mais cálidas lembranças é o amanhecer na Fazenda Água Limpa. Ele chegava com os galos e o berro das vacas, uma aqui, outra ali e, logo depois, estavam embaixo da nossa janela. Dali, vinha um cheirinho gostoso de esterco que, só quem é da roça sabe apreciar. Levantava, corria na cozinha, pegava uma caneca, punha açúcar no fundo e ia correndo, comendo o açúcar com o dedo até o curral. O leite descia morninho para nossas canecas, espumado, deixava um bigodinho branco em nossas bocas.
Já à noite, a minha lembrança é da mamãe (Nivalda) esquentando as sete mamadeiras em um fogareiro nas frias noites do inverno carmelitando daquela época, tempo de geadas. Ela enchia aquelas mamadeiras de vidro com aqueles bicões vermelhos e ia tratando as crias, uma a uma; dormíamos todos ao seu redor.
A gente mamava o morno leite, amor, a união dos nossos pais, o zelo, a noite com sua orquestra de grilos e sapos da várzea e o arrulhar das pombinhas no teto.
Minas é leite. Coalhadas, queijos, aliches, doces de leite....
Carmo do Rio Claro sempre foi pecuarista. Hoje tem fazendeiros que se destacam no cenário nacional como um dos maiores produtores de leite do Brasil – Antônio Carlos Pereira. Eu me lembro de ouvir, na casa da Monte Razo, todos os dias às 5h o motor da sua camionete ligando. Ele indo para a fazenda, venceu pelo esforço e trabalho. Inesquecíveis os queijos da cooperativa, o melhor cabacinha de todos os tempos. Ainda continuou sendo feito pelo Sr.(....), que infelizmente faleceu. Sempre ia lá comprar seus queijos e ele dizia que ninguém queria conhecer o ofício, que era difícil, tinha que enfiar a mão em água fervente...
Enfim, no Quadro de Saudades, de Celeste Noviello Ferreira ela conta mais sobre nossas premiadas manteigas do princípio do século.
“Carmo do Rio Claro sempre teve projeção nacional em produtos de laticínios.
Consta na história, sem registros oficiais que foi às margens do rio Sapucaí, construída a primeira fábrica de manteiga do Brasil e talvez da América do Sul, no Porto Belo, por iniciativa de Randolfo Fabrino, que se associou ao conselheiro Mayrink Veiga, estabelecido no Rio de Janeiro. Esta fábrica encerrou suas atividades em 1892, mas a chaminé resistiu ao tempo e foi, ainda em pé, coberta pelas águas da represa de Furnas em 1963.
Nos primórdios do século XX, o Brasil comemorou o primeiro centenário da abertura dos portos brasileiros à navegação internacional e foi, naquela época, 1908, realizada no Rio de Janeiro, uma exposição de produtos brasileiros. Nessa exposição a manteiga “Água Limpa”, fabricada na fazenda do mesmo nome, município de Carmo do Rio Claro, propriedade de Joaquim Braz de Carvalho Villela, foi premiada com medalha de prata. Estão guardados ainda na referida fazenda, o diploma, a medalha e latas (vazias) da manteiga.”
A Fazenda Água Limpa hoje é de propriedade de meu irmão, Joaquim José Vilela Soares.
Tem mais histórias do leite, conto depois...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
NÁBIA VILELA NOS ENCHE DE ORGULHO!
UMA HOMENAGEM INESQUECÍVEL!
Untitled from iana soares otoni pereira on Vimeo.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
UMA CARMELITANA NO SOFIA FELDMAN
CASA DA MEMÓRIA
Outra iniciativa importante está sendo estudada pela prefeita Cida Vilela: a implantação da Universidade Federal de Alfenas em Carmo do Rio Claro - a UNIFAL. Isso é verdadeiramente maravilhoso. O Carmo, que já foi referência em educação e onde todos na redondeza iam estudar: ou no Colégio Sagrado Coração ou no ginásio, oferecia uma educação nota 10. Uma universidade vai diminuir a migração dos carmelitanos para outras capitais. Estou torcendo para dar certo.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Esclarecendo...
Li o seu bolg e não consegui postar o comentário, segue via e-mail.
O Fordinho do Dr. Júlio foi comprado pelo Antônio de Pádua Peres em Passos e levado para restauração na oficina do Renato Balla. Ficou lindo e Antônio já dá voltas com ele pela cidade. Prometo fotografá-lo e enviar a foto.
A Rua do Soro é o final da Rua Delfim Moreira (a da Padaria Tia Rita), no pedaço que vai da Drogaria São Geraldo até o início do Bairro Honduras. É apenas um quarteirão.
Um abraço
Ana Maria Vilela Soares
terça-feira, 7 de junho de 2011
FAMÍLIA VENTURINI
(A Kátia Venturini lá no fundo..., na frente do eterno XV)"Hermano Venturini veio de Belluno (Itália) com a família depois da guerra de 1840 para trabalhar em lavoura de café no Espírito Santo. Casou-se com Eulália. Em 1911, mudou-se de Pouso Alegre para Carmo do Rio Claro, já casado. Era ourives. Quando ficou viúvo, mudou-se para Piumhi onde constituiu nova família. Os filhos do primeiro casamento ficaram em Carmo do Rio Claro. Entre eles, o Sr. Hélio Venturini, que já faleceu e teve 16 filhos."
Entre eles, a minha querida Kátia, companheira do Manézinho. Aliás, todos lá são muito queridos. O Sr. Hélio Venturini foi uma das melhores pessoas que o Carmo já conheceu. Muito caridoso, cristão, leitor da Bíblia. Ele foi ministro da Eucaristia. Foi também excelente construtor, construiu inclusive a atual Igreja Matriz.
À família VENTURINI as minhas homenagens.
GEOGRAFIA DE CARMO DO RIO CLARO
O clima é temperado e seco. A cidade fica a 72 Km de Passos e 75 Km de Alfenas. O município, que é amplamente banhado pelas águas da Represa de Furnas, pertence á Bacia do Rio Grande, sendo drenado por vários ribeirões e córregos tribuários deste rio.
A cidade de Carmo do Rio Claro situa-se no centro-oeste da área municipal, à margem esquerda do Córrego do Sapo, ocupa uma colina suave. (Informações coletadas no livro Um quadro de Saudades/Celeste Noviello Ferreira)
NO TEMPO DAS HIDROVIAS...
"O Sul de Minas já conheceu sua hidrovia no século passado. As balsas impelidas por grandes varas deslizavam pelo rio Sapucaí, carregando mercadorias e passagem. Essas balsas, presas em cabos e roldanas, transportam, ainda hoje, pessoas, animais, veículos de uma margem para outra.
Em 1892 surgem os barcos a vapor. O primeiro vaporzinho a descer as águas do Sapucaí, chamava-se Guapy. Em 1910 surgiu a Navegação Fluvial do Sapucaí. Subsidiada pelo Estado, a empresa possuía um itinerário e horário regulares.
O vapor alojava 20 passageiros ou mais. Os porões eram destinados às cargas, conforme encomenda. Eles eram projetados com cabines para passageiros, dormitórios, cozinha, posto do piloto, sanitário..."
Gente, pensa bem que chique o vapor! As senhorinhas viajando com seus leques, deslizando pelo Sapucaí.
Era anunciada sua chegada nos Portos por um apito estridente. Os vapores do Sapucaí eram famosos, lembravam os do Mississipi, nos Estados Unidos, porém menores. Temos os nomes:Guapy, Wenceslau Brás, Júlio Bueno, navegavam no percurso do porto Cubatão, localizado entre Cordislândia e Paraguaçu, Porto Volta Grande (Careaçu) até o porto Sapucaí (Santa Rita do Sapucaí).
As últimas viagens do "Wenceslau Brás", datam de 1933, quando as caldeiras foram apagadas. Mesmo com a extinção da Navegação Fluvial do Sapucaí, outro trecho do rio, de Fama até Carmo do Rio Claro continuou navegável até a década de 40...A viagem se inciava em Fama e passava pelos portos Amoras, Cabo Verde, Barranco Alto, Azevedo, Correnteza, Águas Verdes, Prado Leite, Ponte, Tromba e finalizava no Porto Carrito, município de Carmo do Rio Claro". (Informações do livro `Sapucaí - o Caminho das Águas/publicadas no livro O Quadro de Saudades/Celeste Noviello Ferreira)
Lá, minha avó Alice conheceu o avô Soares. Ele até fez um versinho:
ali se tem só ares do campo! Um poeta carioca da baixada Fluminense, exatamente, do Morro Agudo. O município de Comendador Soares faz homenagem a um parente do Vô Soares, na verdade, Sebastião Soares. Pois é, ele foi para o Carmo trabalhar como gerente do Vapor Francisco Feio, que aportava na fazenda do Porto Carrito, onde vovó morava. Já fiz um romance com essa história. Está lá no livro "HORTÊNSIA PAINEIRA - INVENTÁRIO DAS ÁGUAS, ainda inédito. No Porto Carrito tinha uma casa de dois andares, com um uma estrutura em forma de triângulo sobre a casa, ao centro. O Job Milton frequentou a casa, no tempo em que Vô Soares e Vó Alice ali habitavam. Adorava porque a vó Alice levava comida para as crianças debaixo da paineira. A vista, era do rio Sapucaí.
Mas no tempo do velho Pipoca, pai da vó Alice, havia ali, além do escritório do Vapor Francisco Feio - onde vovô trabalhava, uma hospedaria. Vô Pipoca também conduzia os visitantes num trole até a cidade.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
RECORDAÇÕES DE UMA CARMELITANA
(Essa construção aí na frente da igreja, funcionava como a rodoviária do Carmo. Também ficava ali a instalação da UEC, União Estudantil Católica, que colocava músicas para todos aos finais da tarde. No tempo da igreja atual, ela ainda estava lá. Eu me lembro.)Pérolas de MÁRIO QUINTANA!
(a foto é de Edmundo Figueiredo), meu irmão. Essa casinha fica nos arredores de Delfinópolis, muitas serras altas, em cada reentrância da montanha, há uma cachoeira, uma riqueza de água e de verde! Gosto muito de Quintana, que tem uma sutil ironia.Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio.
DOS NOSSOS MALES
domingo, 29 de maio de 2011
CITAÇÕES
Do Tio Duduca, marido da Tia Lôla:
O MAR DE MINAS
OS ILUSTRES
Uma curiosidade...
...Em 20 de março de 1958 foi inaugurado o Seminário dos Irmãos São Gabriel, onde hoje funciona o Lar Nossa Senhora do Carmo...
EM 1874

está a igreja consagrada a Nossa Senhora do Carmo. As igrejas do Nosso Senhor
dos Passos e do Rosário ainda estão sendo concluídas. Passam perto da Freguesia
o Rio Claro e os Córregos do Espírito Santo, Contenda e Águas Quentes.
- Infra-estrutura - Existem 200 casas, sendo 7 de sobrado em 8 ruas e
diversas travessas. Está em construção uma prisão pública em uma praça regular.
O Cemitério Público está sendo construído.
- João Pinto de Magalhães começou a edificação da Matriz e prosseguiram a
obra, José Joaquim de Sant´Ana e João Pinto Vilela.
- Bons cidadãos residentes: Umbelina Cândida de São José, Braz Valentin de
Carvalho, José Bento de Carvalho, José Custódio de Sant´Ana, Antônio Pinto
Vilela, José Esteves Vilela e Joaquim Pinto Vilela.
- O Correio de Dores de Boa Esperança-Passos, passa pela Freguesia de Carmo
do Rio Claro de quinze em quinze dias.
PERSONAGENS CARMELITANOS EM 1874
* Sociedade Musical - Diretor: Ananoas Gomes Pereira
* Professor: Tristão Tavares de Lima
* Retratista (fotógrafo): Franscisco Carlos Cotrim
* Fogueteiro:José Ignácio Quintino
* Floristas: Amélia Augusta Brazileira e Prudenciana Tertuliana de
Oliveira
* Hoteleiros: Francisco Gomes de Faria Gaia e Alferes José da Costa
Faria"
terça-feira, 24 de maio de 2011
AGUARDEM O SOM!
DOS FIGUEIREDOS
Uma vez ele convidou um amigo para pescar. Os dois foram numa moto. Numa descida, o companheiro falou:
- Cê não acha que ta correndo muito?
- Acho e tô, mas não tem freio.
(Casos do Job)
ESSA É BOA!
O Job pergunta: "casar com quem?"
CRÔNICAS DO GEC
Foi tudo de bom quando inaugurou a piscina do GEC, na gestão de Fernando Macedo, em 1975. Passamos a nos reunir lá todos os dias. Aprendemos a nadar com o Célio Marinho (o Big Boy), que era professor do Flamengo, chic não? O mais difícil era queimar, na época ninguém conhecia protetor solar, mas usávamos de tudo para nos bronzear. A zeladora, Dona Aparecida, passava o dedo em nossa pele para ver se tinha creme. Ela era mesmo muito zelosa!Já queimamos com coca cola e até com azeite de dendê, mas não na piscina, é claro! Tinha tempo de baralho, tempo de ping pong. Muitos bailes também já aconteceram e acontecem na sede recreativa do Grêmio Esportivo Carmelitano.
A FAMÍLIA REIS
A família Reis reunida na casa do Niltinho, para preparar um encontro para julho na Pousada da Mavi,. A primeira é a Nilza Reis, que foi minha professora de Geografia e de educação física. Coordenava o time de vôley da cidade. Do outro lado, o Diô, que era da nossa turma. Era seresteiro e deixou registrados alguns momentos da época em suas fotos. Eu andava com a Bel. Lá atrás, o Niltinho, que foi meu colega de turma, com a Dinha (sua esposa) o Vado, a Marisa e a Tecê. "Sô "Jairo foi nosso professor, tão querido! Fazíamos colas em papéis tão pequenos, que ele guardava de lembrança. O Diô me contou que ele dizia que quem não cola, não sai da escola e que enquanto o aluno está fazendo a cola, está estudando. A foto foi capturada do Facebook para homenagear a família Reis. Alguns deles são seguidores deste blog.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
OS NOSSOS PORÕES...

sexta-feira, 20 de maio de 2011
A SEDE FICOU DEBAIXO D´ÁGUA

DO GABRIELZINHO
OBRIGADA PELA VISITA!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
DOCES DO CARMO NA RECEPÇÃO DO OBAMA

CURIOSIDADE!

Eu não sabia
terça-feira, 17 de maio de 2011
DATAS
O Carmo virou cidade em 5 de novembro de 1877, através da lei provincial nº 2416, em 5 de novembro de 1877.
TOM FIGUEIREDO LANÇA LIVRO EM SÃO PAULO
Esse primo, Tom Figueiredo, eu conheci faz um ano. E ele já tem 70. É filho do irmão da minha avó, Job Figueiredo. Foi criado em Campinas. Em São Paulo, é um publicitário muito conhecido e premiado. Vocês se lembram do nenezinho que ficava dando risadas com o cotonete? A propaganda é dele, que ganhou com ela um concurso. Ele está lançando o livro O Perseguidor, hoje em São Paulo.DO ANTÔNIO ZACARIAS
"Atravessei o rio, no fundo de uma caneca.Senta aqui no meu colo, cinturinha de boneca"
Uma mulher feia também resolveu pedir um verso. Antônio Zacarias fez:
"Atravessei o rio, no fundo de uma cabaça, onde tem mulher bonita, mulher feia não tem graça!"
CASOS DA TIA DOLORES
Segundo a Tia Dolores, Dona Nicotinha ficou na cama muitos anos e, no final da vida, foi cuidada pela sobrinha Maria do Rosário.
CASOS DO AMADEU
- Se Deus, algum dia entrar em férias, olha aí o substituto legal dele." (Job Milton)
DEU A LUZ!

VOCÊ SABIA?
Recentemente, escrevou O Livro Não Autorizado dos EPITÁFIOS. Encontre o epitáfio certo para seu sono eterno.
Sempre que vou ao Carmo, vou visitar o Job. E aqui nesse blog, vocês estão tendo a oportunidade de conhecer os casos que eu ouço e anoto em sua casa.
já é hora de dormir...
90 ANOS DA IGREJINHA DA SERRA

sexta-feira, 13 de maio de 2011
VOCÊ SABE QUEM CONSTRUIU O PRÉDIO DO FÓRUM?
(a capela)quarta-feira, 11 de maio de 2011
OS ILUSTRES
Sabemos que ele construiu o prédio com dinheiro do próprio bolso. Ele nasceu em Carmo do Rio Claro, dia 2 de janeiro de 1843. Casou-se com D. Maria Umbelina de Carvalho, da Fazenda Água Limpa e foram morar na Fazenda Monte Verde. Muitos filhos, avós de Manoel Villela Ferreira (esposo de Celeste Noviello). Faleceu em 19 de outubro de 1921.
VOCÊ SABIA?
"O Coronel Manoel Pinto construiu o grupo com seu próprio dinheiro?"
"Que o primeiro cemitério da cidade era na praça Dr. Madureira?
HISTÓRIAS DO CINE GUARANY
Quando eu vi o filme "Cinema Paradiso", me lembrei do Cine Guarani. Até contar o final do filme, como fez o Tãozinho (quando apagou a luz), acontecia nesse filme italiano. Encontrei no tesouro de Celeste Noviello, as palavras de Emidio Marinho: " Já possuí dois cinemas: o Pathê e o Guarany. O primeiro, instalado entre 1916 e 1917, foi do Major Veiga, avô de Agripino Marinho. Depois da morte do Major Veiga, a viúva ficou como empresária do cinema, que vendeu depois para Sebastião Soares (será meu avô?), de quem eu comprei e depois vendi para os senhores Manoel Mendonça Neto e Antônio Mansur. Os primeiros operadores foram Helmano Venturini, José Ferreira, Mário Peres, Miguel Peres, Emidio Marinho e Benedito Correia. O cinema Pathé foi do Padre João Larry, coadjutor do Cônego Peyrone e o operador era Júlio de Castro".

Na foto: a terceira é Xuxa Lopes e, ao lado, Maria do Carmo Soares
