sábado, 8 de outubro de 2016

Face a "face"

Na Semana da Criança, o pessoal está postando fotos de criança. Capturei do face, olha que lindas as meninas. Cordélia e Cize com o mesmo astral de sempre.

Mavi e Didi foram em Alfenas ser fotografadas pelo Duat. Quem se lembra dele? Fazia fotos de formatura, noivas, sempre em estúdio e, sem fotoshop consertava todas as imperfeições.

Tia Carmelita, da nata da cultura carmelitana. Tocava piano batendo nas teclas com suas unhas liláses sempre perfeitamente pintadas. Foi a primeira carmelitana a dirigir. É irmã da Vó Alice e avó do diretor de teatro, Gabriel Vilela.


Lúcia vestiu o livro.

Estava em Carmo do Rio claro em  25 de julho de 2008. Deixei uma cópia de 'O Livro de Vestir' com
Lúcia Carielo. Ela foi minha professora e marcou as minhas letras, estimulando por meio das redações o pensamento sobre variados temas. Sempre acreditou em mim. Veja o que escreveu:


Cleise

Foi um grande prazer conhecer “Essas mulheres de todos os tempos”. O Livro de Vestir – é um título muito sugestivo e só pode ser compreendido ao ler os contos. A experiência de vestir  outras  mulheres, a magia dos  vestidos e a maneira como você conduz a narrativa prende a atenção do leitor e torna a leitura prazerosa. Sei o quanto é difícil achar a palavra certa para expressar sentimentos e emoções e você o faz com perfeição. Também faz, com maestria, uso da adjetivação na caracterização dos personagens e na descrição das cenas.

Chamou-me a atenção a descrição do quarto de Izolta, o espelho de cristal, a máquina de costura, o balaio cheio de retalhos e a natureza a entrar pela janela. Belíssimo quadro!
Vestir as personagens para desnudar-lhes a alma, pegando-as pelos olhos, me faz lembrar Machado de Assis, o grande escritor e psicólogo. A beleza, a musicalidade e ternura com que trata cada personagem me lembram Chico Buarque e as mulheres que ele cantou em verso e prosa.

Ao dizer que "o amor para aquelas mulheres tinha um gosto especial de pecado", você definiu muito bem o que foi amor para muitas mulheres  numa determinada época.

Parabéns Cleise. Este livro é um sucesso! Em tempo. Todas essas mulheres são fantásticas, mas senti um especial carinho por Jovita, Rosemeire e Zuzu.
Lúcia Carielo à esquerda.Vanda e outras lindas do Carmo.

Quer adquirir O Livro de Vestir? Ele está nas nuvens. Foi publicado na Internet. Compre pelo Clube dos Autores.
http://bit.ly/olivrodevestir_
Depois manda pra cá as suas impressões. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SUPERAMOS A MARCA DE 100 MIL VISITAS

Obrigada a todos que me visitaram. Conteúdos novos, novas histórias. Toda segunda feira colocarei um novo post. Sigam-se.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Meus caminhos na literatura!


Durante vinte anos ou mais fiquei escrevendo partes do livro inédito "Hortênsia Paineira - Inventário das Águas", onde eu visto a história de Carmo do Rio Claro de literatura, onde ela se transforma em Senhora do Carmo. A cultura da cidade é pano de fundo para uma narrativa que se inicia lá nos tempos do Rio Sapucaí, antes da chegada da Hidrelétrica de Furnas, onde morava Hortência Paineira, personagem inspirado na minha avó Alice. As irmãs Líria, Margarida, Rosa foram inspiradas nas irmãs dela. A primeira parte conta a história de Izolita, reinventa a história de Izaura, uma irmã da vovó que morreu jovem, louca. Depois, relato a historinha romântica do encontro do Vô Soares com a Vó Alice, ele, lá do Rio de Janeiro; ela, aquela mocinha pudica do interior. Depois, conto sobre os filhos da velha Hortênsia. Em seguida, contou a chegada da Hidrelétrica, com todo o inconsciente coletivo que envolvia a "tragédia anunciada" e A Volta de Hortênsia Paineira. Este livro será o segundo a ser lançado.

Depois que desocupei de escrever Hortênsia Paineira, passei a escrever contos. Quando vi, havia feito 25 contos com nomes de mulheres, no livro 'Essas Mulheres de todos os Tempos'. Veio então uma história interessante. Criei a escritora Izolita Teixeira Pereira de Sá (aqui homenageando as raízes da família da mamãe - Pereira e Teixeira) que criou os contos e fez uma roupa para cada personagem. Depois, os colocou em um closet. As roupas são vivas, tem o potencial de existir. A sobrinha Izaura passa a vestir as roupas e a vestir os personagens. Confesso que ficou bastante interessante. Há ali vários dramas femininos e os homens nem sempre ocupam bons papéis, assim como na realidade. Nada foi intencional. Somente conto o que vivi, vi ou ouvi.

Pretendo lançar mais adiante em São Paulo, Carmo do Rio Claro, Belo Horizonte. Prestigie esta carmelitana que se lança no mercado de escritores de forma independente, adquira O LIVRO DE VESTIR, e quando eu me encontrar com você,  autografo. 

Este é O LIVRO DE VESTIR. 
Lancei-o no dia 27/9/2016 na Internet, via CLUBE DOS AUTORES. No site, você compra o livro impresso, que é entregue em sua casa, via cartão de crédito ou compra na versão E-Book. 

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ESTOU DE VOLTA

Estou de volta ao blog Senhora do Carmo com minha histórias, com suas histórias. Vou de novo abrir a caixa do tempo e voltar os olhos para Carmo do Rio Claro. Vou ficando por aqui, em Belo Horizonte, com muitas tarefas e voluntariados ao qual me lanço, acabo não tendo tempo para ver e visitar esta cidade, fonte de toda a minha literatura, meu útero, minha terra natal. Quando piso nestas terras eu me alimento. Toda segunda feira, postarei novas histórias. 

Fazenda Água Limpa

 Tive o enorme prazer de crescer em uma fazenda centenária, a Fazenda Água Limpa. Suas paredes de pé de direito alto, as pedras dos muros, as telhas, o chão; tudo ali é visceral em mim. Ela e o Carmo são cenários para a minha literatura e, ali, eu bebi de uma rica fonte.

Por muitos anos, entrevistei Job Milton Figueiredo Pereira, uma mente lúcida. De lá, retirei muitas histórias, grande parte delas estão aqui neste blog. Ele mora ao lado da Igreja Matriz e sempre vou visitá-lo. É um prazer conviver com pessoa  tão interessante e extremamente espirituosa. No livro Hortênsia Paineira ele aparece como Jasão. 

Descendo de uma família de pessoas inteligentes, que gostam de ler. Então, desde pequena tive contato com a literatura. Lá nos confins de Minas Gerais, para nós chegava a revista O Cruzeiro e a 'Seleções Reader's Digest', que nos distraiam e traziam o mundo para a roça. No rádio, o ReporterEsso. O Jó Milton foi locutor do ReporterEsso. Eu me lembro do meu pai ouvindo o programa no rádio e da música que o anunciava. Também ouvíamos no rádio a novela 'Jerônimo, o Herói do Serão' e o programa 'Balança mas não Cai'.

Quando era pequena, minha irmã, Tata (Maria do Carmo Vilela Soares) me colocou em contato com a magia de Monteiro Lobato, O Diário de Dani, Poliana. Vovô recebia pelo correio, atrasado, o Correio Brasiliense. Nas mesas de família, bate-se um bolão, discorremos e trocamos ideias sobre os mais diferentes assuntos. Também, adoramos contar casos, ouvir casos. Tenho grandes contadores de casos na família, o Joaquim, o Tião, o Job Milton...
Na foto, Joaquim José, o saudoso Tom Figueiredo e Tião da Lola, faço ideia os causos que rolaram.
Aliás, contar casos é uma vocação carmelitana. Temos hoje um grande contador de casos, o Coró, Paulo Ferreira, filho do Tãozinho do Cine Guarani.
Duas saudades: o Tãozinho e o Brás.
VEIA LITERÁRIA

A veia literária me veio de todos os lados. Dos Pereiras da minha mãe, há tios e primos que fizeram poesias. Seu irmão, meu tio Nilton,morreu tísico entre poesias em um hospital para tuberculosos em São José dos Campos. A Rosalda, de Barro Preto e o Tio Antônio também ensaiavam poesias.
Família Pereira
Aniversário de 90 anos da Vó Alice, na Fazenda Água Limpa


 Vó Alice, mãe do meu pai, escrevia com fluência. Quando alguém tinha dificuldades para escrever,ela dizia: é só escrever o que pensa.Ela fez duas poesias, em uma delas, alcançou a maestria. Foi obrigada a declamá-la até a morte. Mas, ao final, falava mecanicamente sem nenhuma emoção, sem a emoção que a gerou quando, longe do Carmo, morando no Rio de Janeiro, desaguou de saudades do Carmo.

"Saudosa terra em que nasci
Que mal te fiz que me obrigaste a separar de ti?
Nesta terra que se diz maravilhosa,
sinto-me exalada,
Quero que meu último suspiro
seja em teu seio, ó terra amada.

Revejo palmo a palmo os seus encantos, 
a sua calma que mais parece magia
e contemplo a igrejinha branca,
balbucio uma prece: Ave Maria!

E nesta prece que dirijo sempre
a esta mãe, que é o meu conforto,
espero retorne a minha embarcação
a este saudoso e almejado porto.

Contemplo minha mãe velhinha
Resignada em seu leito branco
Distante, mergulho em pranto.

Ai que saudades dos meus netinhos,
que eram a alegria do meu viver
que, com suas graças e tagarelices,
não davam tréguas a entristecer.

As badaladas deste sino amigo,
chamando os fiéis à oração
são como orvalho 
que alimenta a planta
revivendo a saudade no meu coração.

POESIA EM BH

Sempre escrevi, mas foi na adolescência que comecei a ter diários e a dialogar sobre o mundo. Tive o impulso de uma grande professora carmelitana, a Lúcia Carielo, que muito me incentivou a escrever. Ela propunha temas interessantes nas redações. Lembro-me que quando ela anunciava, Redação, era uma festa, eu podia viajar.
Lúcia Carielo e o diretor de teatro Gabriel Vilela, carmelitanos de valor.

 Depois comecei a escrever poesias e a me enturmar com os poetas de Belo Horizonte. Frequentava o Bar do Lucas, no famoso Maleta, onde sempre estavam Paulinho Assunção, Adão Ventura, Régis Gonçalves, Alexandre Marino, Carlos Herculano Lopes, Murilo Rubião etc.
Aí, sentada, com o grupo de poetas. Saudosos tempos!
Mascarados, invadimos os bares no Dia Internacional da Poesia.

Estudava jornalismo nesta época e, com os amigos poetas, participamos do Dia Internacional da Poesia, com uma intervenção nos bares. Chegávamos mascarados (hoje seria impossível, achariam que somos ladrões) com blusas listadas, onde furamos o lugar do olho. Depois cada um retirava a máscara e falava parte de um poema. Há pouco, Alexandre Marino postou a foto de nosso encontro para seleção de poemas na casa do Wanderley Gomes; foto reproduzida em um blog de lembranças da literatura em Minas. Fiquei envaidecida,entrei para a historia. 

RECORTES DE HORTÊNSIA PAINEIRA
Rio Sapucaí antes das águas, quando se juntaria ao Rio Grande, Rio Claro etc para virar o enorme Mar de Minas.
Hidrelétrica de Furnas

JK sonhou e fez Furnas.
A água chegou pra ficar.
E SÓ PRA LEMBRAR>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Adeus 2015, feliz 2016!

2016 é uma página em branco. Terminamos o ano vendo o ódio solto pelas ruas e pelas páginas do facebook. A democracia em perigo. O Aécio Cunha, pois este é seu verdadeiro nome,não honrou o Neves de seu avô, que jamais entraria numa campanha como a dele para derrubar uma presidenta eleita pelo voto popular. Eduardo Cunha, Impeachment e uma crise que, se já existia, foi fermentada por uma mídia vendida para o capital e os coronéis brasileiros. É a lama, é a lama, o mar tinto de sangue matando o Rio Doce, mananciais, margens, florestas, peixes, algas...a hegemonia do dinheiro. Na Internet ironizaram "A fé no lucro remove montanhas". A tragédia vai sendo esquecida pela imprensa e pelo povo. As dores ficam, as perdas... Mas não teve nada de bom em 2015? Claro, mil e uma ações de solidariedade, de compaixão, de doação de centenas de milhares de homens e mulheres. Mas notícia boa não dá na mídia!

O Natal emendou com o outro, nem consegui entrar no clima. A vida corre depressa. Colhi vitórias, me especializei em Comunicação em Saúde, formei minha filha menor no balé e na escola. No paralelo, a vida me traz desafios, de doenças em família, medo de perder; tudo passa. A vida começa a me ensinar que ela não é brincadeira. Não viemos aqui para passar férias, viemos para aprender e a dor faz parte. Por isso estou triste. Temos nos despedido de muitos amigos, queridos. Temo por outros e pelo que ainda há de vir na minha vida.

Gostaria de passar uma energia boa em 2016. Sinto que devemos meditar mais, orar mais, buscar mais a Deus. Que Ele abençoe a cada um de nós. Abençoe o Brasil e os brasileiros. Abençoe o mundo, tão cheio de guerras! Que elas não repercutam dentro de nós, onde houver ódio que levemos o amor. Como dizia minha avó Alice: só Deus, sem ele eu não valho nada!

A propósito, que saudades sinto da vó Alice, da minha mãe Nivalda e da Elisa, minha mãe preta nesta hora que a vida me apresenta situações e eu, com os quase 60 anos, ainda me sinto uma criança e como preciso delas! Mineiras, minerais, viscerais...

Uma certeza eu tenho, a felicidade está na simplicidade, no encontro com os amigos, no encontro com a família, na natureza. Feliz 2016! Simples e Feliz!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Reencontro de Amigos!

"Você sumiu, parou de escrever no blog". Ouvi várias vezes esta frase em Carmo do Rio Claro no feriado de 7 de setembro. Prometi voltar a escrever. Minha irmã Ana Maria Vilela Soares disse que uma prima que mora em Amsterdã fica sabendo das novidades em meu blog. Recomeço com a festa do Reencontro, organizada pela incansável Mavi Vilela na Pousada Campo Alegre, de meu irmão Tião da Lola. Aconteceu dia 5 de setembro. Foi maravilhosa! Permitiu encontros emocionados e uma volta aos anos 60/70/80. Mavi caprichou. Logo na entrada da Pousada, um som repetia 'La Paloma', o prefixo do Cine Guarani, que já nos convidava a relembrar os velhos tempos. Próximo à festa, fomos recebidos pelo Coral da APAE cantando "flor minha flor, flor vem cá", a eternizada nas peças de Gabriel Vilela. Lá dentro, o DJ apresentou um excelente repertório de época.

Várias turmas se encontraram das várias gerações dos anos 60/70/80. Reencontrei as amigas da turma: Silvia Magalhães, Bea Castro César, que há muito tempo por lá não apareciam; assim como a Maísa, Verinha, Edna, Codô e minhas irmãs Carla e Cláudia. Dos homens, presentes o Marcelo e o Marcílio. Faltaram: a Bel, a Cléa Lúcia, os Trindades (Tião, Ricardo e Luíz), o Tasso e o Antônio Eduardo, que estiveram na festa do ano passado. Lembramos dos antigos bailes do GEC e da SOC, onde dançávamos 'solto' à noite toda.
Cláudia e Verinha.

Meus primos, Maria do Carmo Soares (a Pepeca) e o Nenê se reencontraram com os filhos do Paulo Jacob. Este, juntamente com Tio Luís, migraram para Jaguapitã, no Paraná. Eles foram alunos da Tia Santa, mulher do Tio Luís e não se viam desde então. Rolou lágrimas de emoção. Estive com a Lígia e seu irmão Betinho Reis. Registro a presença dos filhos do Rui, a Hermê e o Plínio, este, super animado na festa. Ocuparam o salão o Caio e a Tóia, o Marcílio e sua esposa, o Zé Bento. Muito animado o Zé Gabriel Lemos com a Verinha.
Os eternos namorados Caio e Tóia e o Coró, que registrou a maior parte destas fotos.

Somos carentes destes encontros que deveriam ser constantes. Seguem fotos da Nana de Minas, da Mavi e do Coró, diretamente do facebook para vocês que não foram à festa e podem sentir o clima.

Casais 10
Leni e Tarcísio.

Coró e Verinha.
Marcílio e sua esposa.
Lourdinha e seu amor.
César e Salete.
AS MAIS ANIMADAS
Acho que a Maísa conseguiu me desbancar desta vez, dançou a noite inteirinha.
No fundinho, Ludi Soares, Pepeca e a Miriam entraram na dança.
O salão ferveu!
Amizade é para sempre: Edna e Salete.
Reencontro de amigos de infância.
Ao centro, a Ligia Reis e ao lado esquerda, o Betinho.
Pepeca e Nenê com os filhos de Paulo Jacob.
A 'Rodinha' e o Marcelo, velhos amigos!
Os primos Maria Elvira, Zé Gabriel e Carmem.
A Nilce foi a grande revelação da noite. Sumida há tempos do Carmo, chegou toda deslumbrante, elegante e cheia de si, como sempre foi. Gostamos de revê-la.
Letícia, em ótima forma, ao lado da Nilce.
Silvia e Judite Magalhães foram muito bem-vindas.
A incansável Mavi com José Antônio Palacine e sua esposa.
Magda e Terezinha.
Tião da Lola, Alice, Zé Miguel e João Henrique.
Tião Nara brilhou no tempero. Serviu comida de boteco, feijão tropeiro e mandioca frita.
A nossa turma.
Amigas para sempre!